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Parecer favorece manutenção de servidores não concursados da Uern

A Universidade do Estado do RN (UERN) ganhou reforço em sua tese de que seus servidores admitidos antes da Constituição de 1988, sem concurso público, não são atingidos pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 1241), que resultou na demissão de 80 pessoas, em 2018.

Luiz Marinho, Fátima e Antenor participaram de reunião remota (Foto: arquivo)
Luiz Marinho, Fátima e Antenor participaram de reunião remota (Foto: arquivo)

Parecer assinado pelo Procurador Geral do Estado, Luiz Marinho, acolheu pedido de reconsideração feito pela reitora em exercício, Fátima Raquel, no inquérito aberto em 2019 pelo Ministério Público do RN (MPRN). O procedimento investigativo do parquet apurava possível descumprimento da decisão do Supremo pela universidade.

Em seu parecer, o procurador endossa entendimento já apresentado pela universidade, no sentido de que a decisão foi cumprida regularmente pela instituição.

Notícia

Os servidores envolvidos na questão – um grupo de 15 – receberam a notícia sobre o parecer da PGE durante reunião online, na tarde dessa terça-feira (9), com a governadora Fátima Bezerra (PT), o procurador geral Luiz Marinho, a reitora da Uern, Fátima Raquel, e os presidentes do Sindicato dos Técnicos e Administrativos da Uern (SINTAUERN), e Associação dos Docentes da Uern (ADUERN), Elineudo Melo e Patrícia Barra.

O vice-governador, Antenor Roberto (PCdoB), e os deputados estaduais George Soares (PL), Isolda Dantas (PT) e Francisco do PT também participaram do reunião remota.

O parecer favorável ao entendimento da universidade é um alento para os servidores. Despacho do próprio Gabinete Civil do governo chegou a orientar a universidade a proceder com a demissão imediata. Para a Uern, este grupo de trabalhadores não é impactado pela decisão do STF, pelo fato do julgamento da ADI que tornou nulos os os artigos 1º e 2º da Lei estadual nº 6.697/1994 não tratar de servidores que ingressaram na universidade antes de outubro de 1988.

Importante ser assinalado: o assunto não morre aí. O parecer é um sinalizador, mas a demanda judicial continua em aberto, sem um julgamento transitado em julgado.

Leia também: Demissão de servidores da Uern causa polêmica e parece caso sem fim.

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Grevistas da Uern saem decepcionados de reunião em Natal

A reunião de hoje (quinta-feira, 15) com o procurador geral de Justiça, Eudo Leite, não foi nada animadora para quem quer manter a greve na Universidade do Estado do RN (UERN). Aconteceu em Natal, na sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ).

Eudo Leite fez intermediação de contato (Foto: arquivo)

O procurador recebeu o reitor Pedro Fernandes Neto, a presidente da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN), Rivânia Moura; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Uern (SINTAUERN), Elineudo Melo, entre outras pessoas. Eudo Leite chegou a ligar para o secretário de Estado do Planejamento, Gustavo Nogueira.

A busca de um alento, com sinalizador do governo estadual, feneceu nas palavras do próprio Nogueira sobre atualização de folha salarial e definição de calendário até final do ano. “A situação continua a mesma”. O governo não pode se comprometer com servidores da Uern ou qualquer outra categoria funcional.

“Reunião péssima” e perigo de desconto de dias parados

Os professores do curso de Direito da Uern em Natal, Carlos Sérgio e José Hinbemburgo de Castro Nogueira Filho, intermediaram a reunião dos segmentos da instituição com a procuradoria. “Porém o desfecho da reunião não foi satisfatório. Aliás, foi péssimo”, desabafou Rivânia Moura, em áudio distribuído com professores em redes sociais.

“A reunião foi péssima”, fez coro Elineudo Melo. “E há possibilidade do governo judicializar a greve e pedir desconto dos dias sem trabalho”, adiantou, ofegante, também em áudio em redes sociais. “Mas uma batalha que a gente não avançou em nada”, entregou os pontos.

Amanhã (sexta-feira, 16, às 8h3), a Aduern fará assembleia geral extraordinária (veja AQUI) para decidir os rumos de sua greve. Ela chega hoje a 126 dias.

A anterior, em 2015, também na administração Robinson Faria (PSD), durou 147 dias. Soma: 273 dias. Por enquanto.

As outras paralisações na gestão Rosalba Ciarlini (PP) foram de 102 dias e 66 dias. Total: 172 dias.

Leia também: Estudantes retiram apoio a greve e esperam volta às aulas.

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Governo segue sem proposta para por fim à greve

Mais uma vez foi infrutífera reunião entre segmentos da Universidade do Estado do RN (UERN), representantes do Governo Robinson Faria (PSD), deputados estaduais e outras pessoas, na busca de um entendimento que colocasse fim em greve nessa instituição. Ocorreu hoje (segunda-feira, 26) pela manhã em Natal, na Governadoria.

Governo não fez promessa alguma (Foto: cedida)

Em alguns momentos, a reunião teve ânimos exaltados.  Mas nenhuma fórmula surgiu para entendimento que pudesse levar servidores técnicos e professores da Uern a colocarem um fim em greve iniciada dia 10 de novembro.

Os secretários Tatiana Mendes Cunha (Gabinete Civil), Cristiano Feitosa (Administração) e Gustavo Nogueira (Planejamento) expuseram que o estado não tem meios para fazer um acordo garantindo salário em dia, calendário de pagamento e rápida cobertura de atrasados.

Em contraponto, representantes dos grevistas ratificaram a continuidade da greve. “Não se pode trabalhar sem receber”, vociferou Rivânia Moura, presidente da Associação dos Docentes (ADUERN).

Ainda participaram da audiência o reitor Pedro Fernandes Neto, Elineudo Melo que preside o Sindicato dos Trabalhadores Técnicos da Uern (SINTAUERN), Glisiany de Oliveira como dirigente do Diretório Centro dos Estudantes (DCE), Josevaldo Cunha do Sindicato Nacional dos Docentes das Instiuições de Ensino Superior (ANDES) e os deputados estaduais Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, e Larissa Rosado (PSB).

Leia também: A tragédia da omissão que se repete na terra do já-teve.

Nota do Blog – Paralelamente, o professorado prometeu um grande protesto presencial no Centro Administrativo (endereço da Governadoria) e um “Twittaço” (mobilização na rede social Twitter). Não ocorreu uma coisa nem outra.

A anemia toma conta de uma greve que cada dia mais se isola em si mesma. Vai morrendo por inanição. É a única paralisação no serviço público do estado.

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