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RN mantém trajetória de crescimento do mercado de trabalho

Indústria teve 3.457 admissões e 2.364 desligamentos (Foto: Carmem Félix)
Indústria teve 3.457 admissões e 2.364 desligamentos (Foto: Carmem Félix)

O Rio Grande do Norte alcançou um saldo de 5.339 novos empregos formais em agosto de 2025. O desempenho mantém a trajetória de crescimento do mercado de trabalho potiguar, que já acumula, entre janeiro e agosto, mais de 15 mil postos de trabalho gerados, segundo análise dos dados coletados pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC/RN).

O saldo de agosto é resultado de 24.285 admissões e 18.946 desligamentos. O setor agropecuário foi o grande destaque do mês, com 2.909 admissões e apenas 577 desligamentos, gerando um saldo positivo de 2.332 empregos. Dentro do segmento, as atividades relacionadas à Agricultura, Pecuária e Serviços Relacionados responderam pela maior parte desse desempenho, com 2.325 novos postos de trabalho. A Produção Florestal também apresentou crescimento relevante, reforçando a importância do campo para a economia potiguar.

Na sequência, o setor de serviços apresentou crescimento expressivo, registrando 9.553 admissões e 8.330 desligamentos, o que corresponde a um saldo positivo de 1.223 vagas. As áreas ligadas à Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais foram responsáveis por 598 desses empregos, enquanto o setor de Alojamento e Alimentação contribuiu com outras 314 vagas, mostrando o dinamismo do turismo e da cadeia de serviços no estado.

A indústria também apresentou desempenho sólido, com 3.457 admissões e 2.364 desligamentos, resultando em um saldo de 1.093 empregos formais. O destaque ficou por conta das Indústrias de Transformação, que responderam por 968 dessas vagas, confirmando o papel do setor industrial como vetor estratégico da economia potiguar.

O setor de comércio contribuiu com um saldo positivo de 761 vagas, sendo o Comércio Varejista o principal responsável, com 517 novos empregos.

Regionalmente, os maiores saldos de empregos em agosto foram registrados em Natal (1.261), seguida por Parnamirim (708) e São Gonçalo do Amarante (662), além de municípios do interior como Ipanguaçu (278) e Alto do Rodrigues (275), que se destacaram no crescimento da empregabilidade.

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Secretário mostra números e otimismo com economia do RN

Do Blog Diário Político

O secretário de Planejamento do Governo do Estado, Aldemir Freire, repassou nesse domingo (15/09) por meio de seu twitter, que a massa de rendimento do trabalho no Rio Grande do Norte vem se recuperando. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “massa de rendimento” é a soma de todos os rendimentos das pessoas ocupadas, de acordo com determinada amostra.

Aldemir Freire explicou que no 1° semestre foi de R$ 2,2 bilhões a média mensal no estado Potiguar. Comparado ao primeiro semestre do ano passado foram cerca de R$ 372 milhões a mais que circularam na economia.

Sobre mercado de trabalho, o secretário de planejamento afirma que vem apresentando uma recuperação no número de pessoas ocupadas, queda desemprego e crescimento do rendimento real. Esse movimento de expansão das ocupações e crescimento real da renda explica a expansão da massa de rendimento.

Otimismo

“Podemos dizer, portanto, que o mercado de trabalho mostra uma recuperação (tanto das ocupações quanto do rendimento médio e da massa de rendimento), que as exportações estão crescendo e que a agropecuária e a agroindústria dão sinais de saídas da longa crise decorrente da seca”.

Seguindo com a análise, o secretário opina: “Na minha visão teremos um segundo semestre mais aquecido na economia do RN. Além da safra de frutas e do setor sucroalcooleiro, teremos a liberação dos saques do FGTS e PIS/PASEP (que podem injetar uns R$ 400 milhões na economia) e os efeitos da nova política tributária do QAV”

Economia

Aldemir escreveu em seu twitter sobre outros dados importantes da economia do Rio Grande do Norte neste ano de 2019.

Exportações: de janeiro a agosto de 2019 o Rio Grande do Norte exportou US$ 243,4 milhões, valor bem superior aos US$ 159,3 milhões exportados no mesmo período de 2018. Chama a atenção o crescimento das exportações de frutas: US$ 40 milhões a mais.

Agropecuária e agroindústrias: após um longo período de seca a agropecuária potiguar e a agroindústria local mostram sinais de recuperação. Teremos a maior produção de grãos desde 2012. Além disso, cresce o abate de bovinos (3,3%), suínos (12,7%) e o processamento de leite (7,9%).

Comércio e serviços: esses segmentos pararam de cair, ensaiaram uma recuperação, mas desde o ano passado que parecem estar “andando de lado”. Terão crescimento em 2019 provavelmente entre 2% e 5%. São segmentos que dependem muito do desempenho da economia brasileira.

Nota do Blog – Impressiona o desempenho do interior na economia, como especialmente a fruticultura. Pena que até hoje não tenhamos uma  política de interiorização do desenvolvimento. Tivemos escassas decisões de governos ao longo das últimas décadas, capazes de fomentar o crescimento econômico além da Reta Tabajara. Uma pena. Isso explica em boa parte a pífia economia potiguar e sua dependência da coisa pública.

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Campos maduros reaquecerão produção de petróleo e emprego

A expectativa é que o setor petrolífero no Rio Grande do Norte demita cerca de cinco mil pessoas este ano. Desde 2010, os números são de queda vertiginosa na empregabilidade. Uma das saídas para atenuar o efeito dominó desse ‘desmanche’, defendida pelo deputado federal Beto Rosado (PP), é o aproveitamento dos chamados “campos maduros” pela iniciativa privada. À semana passada, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou essa decisão, indo ao encontro do pensamento e argumentos do parlamentar potiguar.

Beto apresenta estudo que aponta potencialidade

Ao Blog Carlos Santos, Beto Rosado dá entrevista falando sobre o assunto e arguindo que essa é uma saída para “compensar a retirada dos investimentos da Petrobras” na região. Presidente da Frente Parlamentar do Petróleo e Gás, que reúne deputados e senadores brasileiros, ele está otimista com a decisão. Veja nosso bate-papo abaixo:

Blog Carlos Santos – Como você recebeu esse anúncio de que a Petrobras irá vender os poços improdutivos?

Beto Rosado – Com muita esperança. É uma forma de compensar a retirada dos investimentos da Petrobras nos últimos anos, causando a demissão de sete mil terceirizados e o enfraquecimento da nossa economia. Vender para as pequenas empresas os poços que não são do interesse da Petrobras é a forma de retomar esses empregos e movimentar o comércio de todo o entorno, desde a capina, o setor de alimentação, segurança, transporte e outra série de atividades.

BCS – Haverá aproveitamento de bom contingente de trabalhadores?

BR – Mossoró tem uma mão de obra ociosa muito grande por falta de emprego nessa área, muita gente qualificada formada em cursos técnicos e instituições como a Universidade Potiguar (UnP) e Universidade Fedral Rural do Semiárido (UFERSA). Esses profissionais vão ser diretamente beneficiados por essa iniciativa.

BCS – Essa é a melhor saída ou a que temos à mão?

BR – É a menos danosa. É melhor ter um campo produzindo com um operador privado do que não ter produção nenhuma e emprego nenhum. A geração de emprego não depende de quem opera o campo, mas do nível de investimento que se faz no negócio. Se a Petrobras diz que não vai investir, não haverá emprego. É preciso deixar claro que os servidores da companhia não vão perder o emprego porque são estáveis, mas os terceirizados, que dependem do nível de investimento, sofrem muito com isso. Para um operador de sonda, um motorista de caminhão, um vigilante, um cozinheiro, um técnico de serviços especiais, não importa de quem é o campo. O que importa é que ele tenha emprego para trabalhar. É isso que vai acontecer, pois serão retomados os investimentos, na medida em que chegam novos operadores, que vão adquirir os campos com o objetivo de colocá-los para funcionar.

BCS – Se a Petrobras está deixando os campos de lado, vai haver interesse por parte das empresas?

BR – Vai e os últimos leilões já mostraram isso. Como as pequenas empresas tem uma estrutura mais enxuta e um custo menor do que a Petrobras, a produção nessas áreas ganha viabilidade. Temos dados de que em alguns campos o custo de produção do barril chega a U$8 dólares para os pequenos operadores, enquanto o custo da Petrobras se aproxima do preço de venda, que é de U$ 30 dólares.

BCS –  O Sindicato dos Petroleiros diz que vai haver precarização do trabalho. É esse o seu entendimento?

BR – Isso é mito. O Brasil já teve a oportunidade de experimentar esse modelo numa escala menor e as informações são de que o número de acidentes de trabalho nos operadores privados é bem menor, enquanto a performance de produção é quase o dobro. Além disso, o país tem instituições que fiscalizam essas atividades, como a Justiça do Trabalho.

BCS – Existe projeção para o número de empregos que serão gerados?

BR – Recebemos um estudo feito pela Federação da Indústria da Bahia nos estados onde estão localizados os campos maduros. No Rio Grande do Norte, se em julho de 2015 os campos marginais estivessem sendo operados por empresas independentes, a projeção da produção era de 91 mil barris contra os 49 mil produzidos pela Petrobras. Isso representaria R$1,2 bilhão em royalties, sendo R$ 590 milhões somente para os municípios potiguares. Além disso, geraria 67,8 mil postos de trabalho. É a projeção técnica do quanto estávamos perdendo.

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Audiência debaterá empregabilidade no setor petrolífero

A Câmara Municipal de Mossoró realiza nesta quinta-feira, 22, a partir das 9 horas, audiência pública para debater a Geração de Emprego e Renda na Área de Petróleo e Gás em Mossoró.

Proposta pelo Presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Jório Nogueira, e pela vereadora Izabel Montenegro, a audiência objetiva reunir empresários e entidades ligadas ao setor petrolífero.

“O nosso intuito é evitar que o setor petrolífero perca mais força e, consequentemente, sua importância econômica para região de Mossoró”, ressaltaram os edis.