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Um momento decisivo; pior não vai ficar

Dia de protesto, justíssimo, em Natal, nessa terça-feira (1º de março), em frente à sede da Assembleia Legislativa.

Segmentos organizados da comuna cobraram enxugamento dos ‘gasparzinhos’ da Casa. Por lá, estaria abrigada a fina flor da sociedade natalense e interiorana que há tempos empalma bons salários, sem precisar dar a contrapartida do trabalho.

Boa parte, parentes de políticos ou políticos que fracassaram nas urnas, além de uma “almas penadas” ligadas a outros segmentos do poder estatal potiguar.

Mais do que justa a movimentação e oportuna a cobrança, mesmo que muita gente envolvida nessa cruzada não tenha autoridade moral para posar de vestal. Para cobrar moralidade, que se diga.

Na verdade, não é um problema circunscrito a essa legislatura ou criada agora. Essa manada de fantasmas há tempos é caçada pelo Ministério Público, sem muito êxito, tamanho o labirinto para se alcançá-la.

Compreensível. Os três poderes estão representados nesse costume, além de órgãos que deveriam fiscalizar tamanha bandalheira.

É uma metástase de longos anos e várias legislaturas, que estava se perpetuando debaixo do tapete.

Mas em meio a esse pente-fino, é preciso equilíbrio para que não se promovam injustiças contra quem produz, trabalha e de fato cumpre seus compromissos no serviço público.

O Estado brasileiro chegou ao subsolo do fundo do poço. Não é mais possível condescendência com esses excessos. Não se trata de uma caça às bruxas, mas necessária assepsia.

O presidente da AL, Ezequiel Ferreira (PMDB), logo que assumiu a Casa no ano passado começou enxugamento de despesas e reordenamento no seu comando, afastando até uma figura tida como intocável: Rita das Mercês Reinaldo. A toda-poderosa procuradora geral da Assembleia Legislativa, era vista como a 25ª deputada estadual, com status de  “presidente de fato” até a legislatura anterior.

Certos acontecimentos mostraram adiante, que a medida tinha razão de ser. “Ritinha” terminou presa por envolvimento direto no escândalo denominado de “Operação Dama de Espadas”. Por suas mãos teriam sumido mais de 5,5 milhões de reais da AL.

Dias depois, seu filho Gutson Reinaldo, era flagrado noutro escândalo intitulado “Operação Candeeiro”, que pipocou no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA).

A princípio, não haveria correlação entre um caso e outro. Mas hoje já é possível se estabelecer suposição consistente quanto a uma conexão.

Com a formatação recente de um dos melhores portais da transparência do país, a AL deu vazão de vez ao que ficara camuflado durante muitos e muitos anos: a lista de servidores, um a um, com seus respectivos salários e cargos explicitamente apresentados à comunidade.

Tudo escancarado para quem quiser ver.

Enfim, não há motivo para temermos o pior. O pior já estava ocorrendo. Pior não ficará.

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