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Investigação nacional contra corrupção chega ao RN

Uma operação nacional de enfrentamento à corrupção e à lavagem de dinheiro em nove estados foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (12) pelos Ministérios Públicos estaduais. As ações acontecem no Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe e são promovidas pelos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECOS).

Articulada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), colegiado que reúne os Gaecos do Brasil, a operação nacional cumpre 87 mandados judiciais, dentre busca e apreensão, prisão, afastamento de funções públicas e uso de tornozeleiras eletrônicas.

Com o objetivo de apurar desvios de pelo menos R$ 339.902,90 da Prefeitura de Santana do Matos, município da região Seridó potiguar, foi deflagrada a “Operação Carcará” no Rio Grande do Norte. Uma ex-prefeita, dois auxiliares dela e 13 empresas e empresários tiveram os bens e contas bancárias bloqueados e sequestrados.

A ex-gestora municipal e os auxiliares estão proibidos de manter contato entre si e passam a ser monitorados por meio do uso de tornozeleiras eletrônicas. A Operação Carcará cumpre mandados de busca e apreensão em 15 locais em sete cidades. Ao todo, 19 promotores de Justiça, 17 servidores do MPRN e ainda 69 policiais militares participaram da ação.

Corrupção

O objetivo da operação nacional é combater crimes contra a Administração Pública praticados por servidores públicos e particulares, dentre eles crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, peculato eletrônico, participação em organização criminosa, associação criminosa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, falsidade ideológica e material e fraude processual.

“Lançamos uma grande ofensiva contra a corrupção e a lavagem de dinheiro, reafirmando o propósito de defesa do patrimônio público e garantindo a punição dos que teimam em confiar na impunidade. A lei vale para todos”, afirmou o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, coordenador do GNCOC, sobre a ação nacional.

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Polícia indicia empresário e ex-secretária de Saúde de Mossoró

Do jornal O Mossoroense

As autoridades policiais José Vieira de Castro, titular da Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações de Mossoró (DEFD), e Fábio Montanha, titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil, concluíram o Inquérito Policial nº 036/2014, que apurava irregularidades na aquisição de medicamentos do tipo insulina pela Prefeitura de Mossoró. Duas pessoas foram indiciadas.

Jacqueline: acerto fraudulento (Foto: PMM)

O fornecedor Fábio Pinto de Lima, 33, proprietário da Drogaria Mossoró, e a ex-gestora da Secretaria de Saúde, Jacqueline de Souza Amaral, 54, foram indiciados pelo crime previsto no artigo 96, inciso IV, da Lei nº 8.666/96 (Fraude à Licitação).

Segundo as investigações feitas pela Polícia Civil, a ex-secretária teria entabulado uma negociação com o fornecedor de medicamentos para que ele apresentasse proposta de preço impraticável, bem abaixo do valor de mercado, para fins de sair vencedor em licitação de pregão realizado pela prefeitura e assim continuar vinculado ao município, haja vista que era credor de uma dívida passada pelo fornecimento de medicamentos ainda não pagos e, logo, poderia pressionar o ente federativo municipal para quitar o débito contraído.

Averiguou-se, pois, que o fornecedor saldaria gradativamente essa dívida com o fornecimento de medicamentos todavia em quantidade menor do que a discriminada nas faturas cobradas perante o financeiro da Secretaria de Saúde, recebendo o valor contratado como forma de abater o crédito que detinha contra o município.

Insulina

As investigações iniciaram com base em um parecer técnico apresentado por uma equipe de auditores. Constataram algumas irregularidades no fornecimento de medicamentos pela empresa Drogaria Mossoró, dentre elas, a de que foi licitadaa insulina juntamente com a caneta injetora, porém foi constatado que o fornecedor somente estava entregando o refil do medicamento, o que, segundo os auditores, baratearia seu custo. Porém o fornecedor cobrava o mesmo preço como se estive entregando-o na sua integralidade.

Ao final da auditoria, concluiu-se que houve um prejuízo para o erário público municipal.

O inquérito policial foi instruído com base no parecer final da auditoria, perícia documental, termos de depoimentos de testemunhas e de funcionários envolvidos no certamente licitatório, bem como interrogatório dos investigados, tendo sido cópia encaminhada à Promotoria do Patrimônio Público desta Comarca, para outras providências cabíveis.

Nota do Blog Carlos Santos – Não consigo entender, até hoje, por que a bancada governista na Câmara de Mossoró impede a todo custo, a instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI), para apurar compra de insulina e de oxigênio hospitalar pela prefeitura, na gestão Cláudia Regina (DEM).

O próprio prefeito Francisco José Júnior (PSD), quando estava na interinidade, declarou à imprensa e na leitura de mensagem anual na Câmara Munjicipal, que encontrara esses produtos com preços superfaturados.

A Prefeitura de Mossoró comprava insulina 42% mais caro que o mercado, e oxigênio com um superfaturamento no preço superior a 50%. Veja matéria AQUI.

Leia esta postagem também: Superfaturamento de insulina é um escândalo a ser apurado AQUI.