A luta política que foi desencadeada nas últimas horas, para liberação de pouso e decolagem de aeronaves, no Aeroporto Governador Dix-sept Rosado, em Mossoró, precisa ser tratada com cautela. Muita cautela.
A liberação não é e não deve ser uma questão de demonstração de força política.
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) tem relatório técnico produzido e aprontado há meses, enumerando pelo menos 44 pontos de ameaça à segurança dos voos, sem que tenha ocorrido saneamento desses problemas. Agora, a classe política se une para mostrar que pode reverter tudo por sua suposta influência em Brasília.
Houve irresponsabilidade dos donos do poder, deixando que o aeroporto chegasse a esse ponto. Pode existir uma maior, ainda agora, liberando-o pela injunção política.
Essa é uma questão de ordem operacional e administrativa. Com a anuência da Prefeitura de Mossoró e a omissão do Governo do Estado, chegamos nesse estágio.
Até agora o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), responsável por esse aeródromo, não fez nada para atender ao relatório da Anac.
Duas empresas – Aeromap e Fulgro – que operavam no aeroporto tiveram que desativar suas bases antes do tempo. Foram deslocadas para Natal.
Para o webleitor ter uma ideia, o posto de combustível no Dix-sept Rosado teve que fazer uma adaptação só para servir a uma empresa Fulgro. Semana passada, ela descarregou 16 mil litros de combustivel, para ser usado a partir de segunda-feira (29). Mas não será mais útil em Mossoró, devido a interdição desse equipamento aeronáutico.
O posto permanece desativado.