O governador Robinson Faria (PSD) concedeu entrevista – publicada hoje – ao jornal Tribuna do Norte, que talvez seja divisora de águas entre ficção e realidade, ufanismo e verdade nua e crua.
Disse o que qualquer pessoa relativamente bem-informada, com os pés no chão, sem motivações politiqueiras, paixão ou ódio, sabe há tempos: o estado está literalmente quebrado.
Seu Governo não fará maiores concessões. Servidores públicos, tirem cavalinho da chuva (se chover).
Segundo o governador, por pressão da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não poderá conceder aumentos salariais este ano.
Para 2016, tudo é uma incógnita também.
Robinson afirmou que a prioridade é pagar salários em dia. Prometeu recompor fundo previdenciário, de onde seu governo tem obtido meios para o milagre do pagamento em dia.
O governador continua otimista. Bom.
Mas parece que acordou para algo imprescindível: a realidade.
Já escrevemos algumas vezes, desde as primeiras semanas da gestão: a administração Robinson Faria sobrevive artificialmente, com recursos do Fundo Previdenciário.
Caso contrário, estaria emborcada, com dois ou três meses de salários em atraso.
Pior é que não vislumbramos ainda o fim do poço.
O subsolo do fundo do poço é a fase seguinte, se essa erosão não for estancada.
Infelizmente!