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Oficina de Formação para Controle Social do Sus começa hoje

Acontece nesta quinta-feira (17) e sexta-feira (18) em Mossoró, uma “Oficina de Formação para o Controle Social no SUS”.

A abertura da oficina é às 8h30 desta quinta-feira, na Biblioteca Ney Pontes Duarte, no centro da cidade.

Com 80 vagas disponíveis, a iniciativa é do Ministério da Saúde e outros parceiros.

É dirigida a lideranças de movimentos sociais e conselheiros de Saúde.

As informações são passadas por Gilberto Pedro Fernandes, presidente do Conselho Municipal de Saúde.

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Atenção básica à saúde é dissecada em debate público

Os problemas enfrentados na atenção básica de saúde no município foram tema de audiência pública realizada na manhã de hoje, 8, na Câmara Municipal de Mossoró (CMM). O encontro atende a uma proposição do vereador Genivan Vale (Pros).

Genivan propôs a audiência (Foto: cedida)

Participaram do debate o gerente executivo da atenção integral, Antônio Almeida; o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Gilberto Pedro Fernandes; o diretor regional do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindisaúde), João Morais; a representante da promotoria de saúde, Gabriela Bezerra; a representante do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum), Vera Denise; vereadores, servidores da saúde e a população em geral.

Sobre a atenção básica no município, a grande maioria dos representantes que usou a palavra na audiência concordou em um aspecto: é preciso mais investimento e maior atenção para garantir um serviço de saúde de qualidade. Vera Denise destacou que a atenção básica enfrenta diversos problemas, como o fardamento velho, a má qualidade da proteção solar, número de profissionais insuficiente e falta de estrutura para os profissionais trabalharem.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde endossou as afirmações do sindicato, acrescentando que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município precisam de mais atenção do poder público. “O Conselho visitou diversas unidades básicas de saúde e foi constatado que havia 18 equipes incompletas”, declarou Gilberto Pedro. Ele lembrou ainda da demora na conclusão da Unidade da Ilha de Santa Luzia, a situação da UBS do Bom Jesus, onde o atendimento está sendo feito embaixo de uma árvore, e a situação de insegurança vivenciada por diversas unidades no município.

Para Gilberto Pedro, o maior problema na atenção básica não está na falta de recursos, e sim na má administração das verbas. “Atualmente são empregados R$ 18 mil por hora na saúde do município, mas faltam os exames mais básicos, faltam medicamentos, falta estrutura de trabalho”, denuncia.

Concordando com o posicionamento do conselheiro, a enfermeira Edjane afirma que está faltando gestão. “Não faltam recursos, mas falta gestão e faltam os materiais mais básicos de saúde, de modo que a atenção básica tem sido reestruturada ‘para pior’, com os servidores desmotivados”, declara. A enfermeira informou ainda que na Unidade Básica de Saúde em que trabalha, os servidores chegam a retirar dinheiro do próprio bolso para realizar campanhas educativas e para comprar materiais em falta para não prejudicar o atendimento aos usuários.

O vereador Tomaz Neto (PDT) declarou que a situação do município exposta pelos participantes da audiência vai de encontro ao discurso do prefeito Francisco José Júnior (PSD) que a oposição é quem fica evidenciando as deficiências do município. “Hoje são os servidores, os representantes do sindicato, do conselho de saúde que mostram as dificuldades no setor. Falta de medicamentos, falta de oxigênio na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), equipamentos quebrados, unidades de saúde com estrutura deficitária, trabalhadores tirando do próprio bolso para comprar materiais. Essa é a realidade da saúde de Mossoró, não é a oposição quem está inventando nada”, diz.

O vereador Genivan Vale questiona que diante da alegação de falta de dinheiro, a prefeitura emprega milhões em publicidade personalista. “Por que não fazer campanhas educativas e informativas sobre funcionamento dos postos de saúde, vacinação, entre outros?”, pergunta. Ainda no tocante a investimentos, o parlamentar ressalta que hoje o município investe mais em atendimento de urgência e emergência do que em atenção básica.

“Hoje se investe mais em doença do que em saúde. Quando na verdade devia ser o contrário, devia se investir mais na atenção básica, mais na prevenção”, destaca o edil. Genivan Vale informa que vai encaminhar o documento com os relatos sobre as dificuldades na atenção básica aos órgãos competentes para que sejam adotadas medidas cabíveis.