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Petroleiros do RN fazem movimentação de protesto

Na manhã desta sexta-feira (7), a categoria petroleira se mobilizou em manifestação e assembleia que reuniu cerca de 100 trabalhadores (da estatal e do setor privado) do Rio Grande do Norte.

Mobilização ocorre há uma semana e em várias partes do país e hoje movimentou Alto do Rodrigues (Foto: Sindipetro/RN)

A movimentação aconteceu na Estrada do Óleo, que dá acesso à base do S7, no Alto do Rodrigues (Vale do Açu).

A ação faz parte da greve nacional da categoria que teve início no último dia 1º e já reúne mais 18 mil petroleiros em todo o país, e tem como propósito barrar o descumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho pela Companhia, denunciar a demissão e transferência de trabalhadores, próprios e contratados, além de impedir o desmonte e venda de ativos em todo o Sistema Petrobras.

Até o momento a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Sindicatos mobilizam 69 bases operacionais, em 13 estados em áreas operacionais e administrativas. As atividades estão acontecendo em 27 plataformas; 11 refinarias; 14 terminais; 7 campos terrestres; 4 termelétricas; 2 UTGC; 1 usina de biocombustível; 1 fábrica de fertilizantes; 1 fábrica de lubrificantes e uma fábrica de xisto.

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Sindipetro emite nota sobre última greve de petroleiros

Carlos Santos, boa tarde

No dia 30/05/2018 foi publicado no blog uma notícia seguida de uma opinião sobre a decisão do TST de considerar abusiva a greve dos petroleiros (TST barra greve preparada por funcionários da Petrobras).

Dessa forma, na qualidade de Secretário-Geral do SINDIPETRO/RN, gostaria de exercer o direito de resposta com a publicação do seguinte texto:

A decisão do TST que considerou abusiva a greve dos petroleiros, agendada para os dias 30 e 31 de maio e primeiro de junho, é uma decisão típica de um regime de exceção. Impossível, no Estado Democrático de Direito, considerar abusiva a mera expectativa de exercício de um direito garantido na Constituição. É o mesmo que considerar abusiva a opinião de Carlos Santos sobre qualquer assunto, antes mesmo deste proferir sua opinião, pela mera expectativa de que este venha a desrespeitar os limites legais, éticos e morais. Isso era muito comum durante a Ditadura Militar, porém inadmissível durante um regime democrático.

Outrossim, os petroleiros estão em Estado de Greve desde Junho de 2015, quando foi apresentado o primeiro grande programa de desmonte da Petrobrás, ainda durante o governo Dilma. Realizamos uma grande greve na primeira quinzena de 2015, em defesa da Petrobrás e de um Brasil soberano, antes do impeachment.

De lá para cá, permanecemos em Estado de Greve e realizamos vários atos nacionais, várias Audiências Públicas, mantendo nossa presença na mídia sempre constante, com o objetivo de disputar a narrativa nacional e a consciência dos trabalhadores e trabalhadoras em defesa da Petrobrás, do Brasil e contra o projeto neocolonialista que ascendeu com o Golpe de 2016 e vem fatiando a Petrobrás e entregando o pré-sal em uma velocidade inimaginável em tempos de normalidade.

No início de maio de 2018 aprovamos, por 98% dos votos da categoria, a greve dos petroleiros a ser deflagrada no final do mês de maio. Além disso, os sindicatos de petroleiros e a Federação Única dos Petroleiros afirmaram publicamente que garantiriam, durante a greve, o abastecimento nacional, reafirmando seu compromisso com o povo brasileiro.

Diante o exposto, considerar a greve dos petroleiros “abusiva” e “oportunista” nesse caso ou é a completa desinformação sobre o tema ou é desconsiderar toda a história de luta dessa combativa categoria e flertar com os interesses escusos de um regime de Exceção que entrega o patrimônio público e remete o Brasil ao papel de mera colônia, retirando direitos e oportunidades dos trabalhadores.

DIRETORIA COLEGIADA DO SINDIPETRO/RN

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Paralisação de petroleiros avança, diz sindicato

Iniciada no último domingo, 1º/11, com a paralisação de diversas unidades operacionais em terra e mar, a greve nacional dos trabalhadores e trabalhadoras do sistema Petrobrás chegou com força, nesta terça-feira, 3/11, às unidades administrativas da companhia. No Rio Grande do Norte, a adesão ao movimento foi ratificada em assembleias massivas, realizadas nas sedes de Natal, Mossoró (Base-34) e Alto do Rodrigues (S-7).

Base de Distribuição de Guamaré tem paralisação (Foto: cedida)

Nas áreas de campo, seguindo a tendência dos dois primeiros dias, a greve também se alastrou. No Canto do Amaro, um dos maiores campos terrestres de produção do país, foram paralisadas a Manutenção Industrial, Construção e Montagem e os Serviços Gerais.

Clara Camarão

Os operadores aprovaram a adesão à greve e, após entregarem a Estação Central aos supervisores, decidiram seguir para a sede administrativa da Petrobrás, em Mossoró (Base-34), para se unirem aos demais trabalhadores.

Nos dois primeiros dias, o movimento paredista dos petroleiros norte-rio-grandenses atingiu a Refinaria Clara Camarão e a Unidade de Processamento de Gás Natural, no Polo Industrial de Guamaré; todas as plataformas marítimas e a Usina Termelétrica Jesus Soares Pereira, em Assú. Em todas essas unidades houve desembarque de trabalhadores, já que a Petrobrás não concordou com a permanência de grevistas nas instalações.

Com informações do Sindipetro.