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Governo passa informação fora da realidade sobre saúde

“Corredores vazios, três vagas de UTI disponíveis e inexistência de pacientes em filas para ocupar leitos. Essas são algumas das muitas melhorias que o Hospital Regional Tarcísio de Vasconcelos Maia (HRTM) já apresenta, após os benefícios trazidos pela assinatura do Termo de Cooperação Técnica e Financeira entre Entes Públicos (TCEP) firmado entre a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró (SMS) no início de novembro”.

Esse parágrafo acima é a abertura de texto oficial distribuído no dia passado (quinta-feira, 16), pela Assessoria de Comunicação do Governo do Estado, com informações que são relativamente desonestas e tentam enganar a boa-fé da população. Foram espalhadas na mídia e redes sociais, com escassos questionamentos da própria imprensa.

HRTM vive situação atípica e governo passa informação parcialmente verdadeira (Foto: cedida)

Na verdade, os “corredores vazios” decorrem da greve na Saúde, que empurra atendimento para a capilaridade existente nos bairros e outros municípios, ou seja, Unidades Básicas de Saúde (UBS’s). Urgência e emergência, reais prioridades do HRTM, terminam funcionando.

Audiência pública

Paralelamente, é importante ser assinalado, que nem tudo é inverdade. O Termo de Cooperação Técnica e Financeira entre Entes Públicos (TCEP) realmente está funcionando como o próprio Blog Carlos Santos atestou nos primeiros dias da adoção desse acordo entre estado e prefeitura.

É desdobramento da audiência pública realizada em Mossoró no dia 26 de maio, pela Assembleia Legislativa, numa proposição do deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”.

A partir da audiência no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do RN (UERN), a questão ganhou celeridade e formalização, bem como outras questões tratadas à ocasião, como cirurgias eletivas e ampliação de leitos de UTI e enfermaria em Mossoró.

O Estado arca com 60% do valor da complementação, cerca de R$ 12 milhões, e o município com o correspondente a 40% no TCEP.

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Greve na Saúde é suspensa por prazo indeterminado

Após 24 dias, os servidores da saúde estadual decidiram em assembleia suspender a greve por um prazo determinado, proposta que surgiu em audiência de conciliação no Tribunal de Justiça. A greve será suspensa até o dia 27 de julho, quando haverá nova reunião com o desembargador Glauber Rêgo.

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) deverá apresentar uma resposta atendendo a três dos pontos da pauta de reivindicações. O desembargador recusou o pedido de ilegalidade da greve e impediu qualquer tipo de desconto pelos dias parados.

Os servidores retornam ao trabalho na próxima troca de plantão (às 19h, nos hospitais, e às 07h, no SAMU). A greve atingia todos os hospitais da Região Metropolitana, o SAMU, e unidades em Mossoró e Caicó, mantendo o atendimento de urgência e emergência.

Protesto contra secretária

Mas há movimento paralelamente sendo germinado para pedir a exoneração da atual secretária da Saúde do Estado, Eulália de Albuquerque e a adjunta Denise Aragão.

Nesta segunda-feira (18), ocorrerá o primeiro ato, na Sesap, contra a transferência injustificada de servidores que fizeram parte da antiga gestão, pela reforma do prédio e ingerência política no órgão.

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Grevista da Saúde farão protesto nesta manhã

Os servidores da saúde estadual, em greve há oito dias, realizam um ato público na manhã desta sexta-feira (19), no hospital Dr. Ruy Pereira, em Petrópolis – Natal, a partir das 09h30. O protesto exige o atendimento das reivindicações da greve.

Entre as cobranças, o fim da sobrecarga de trabalho e reajuste salarial, e a garantia de alimentação e condições de trabalho no hospital.

O ato desta sexta também irá alertar para o risco de despejo. Nesta quinta (18), o hospital recebeu a visita do proprietário do imóvel.

Acompanhado de advogados, este informou ao Sindsaúde que iria pedir a retomada do prédio, diante das dívidas acumuladas pela Sesap.

Servidores da Saúde em greve farão movimentação na AL

Nesta terça-feira (16), os servidores da saúde em greve estarão na Assembleia Legislativa. A partir das 10h, eles percorrem gabinetes dos deputados.

Logo em seguida, às 11h, irão se somar ao ato público convocado pelos professores da Universidade do Estado do RN (UERN), em greve desde o dia 25 de maio.

Os servidores da saúde do estado iniciaram a greve no dia 11 de maio. Na sexta-feira (12), o Sindsaúde foi recebido em uma audiência com o secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira; da Saúde, Ricardo Lagreca; e a secretária-chefe da Casa Civil, Tatiana Mendes Cunha.

Os servidores da saúde reivindicam reajuste salarial de 27%, concurso público e isonomia aos servidores municipalizados, entre outros pontos.

Greve na Saúde tem início com protestos no Walfredo

Na manhã desta quinta-feira (11), os servidores da saúde do estado iniciaram uma greve por tempo indeterminado, com um ato público, às 9h30, no hospital Walfredo Gurgel. De lá, os servidores realizaram uma passeata pelas avenidas Salgado Filho e Almirante Alexandrino, interrompendo o trânsito.

A manifestação contou com a participação de servidores de hospitais da Grande Natal e de cidades como Mossoró, Pau dos Ferros e Caicó.

Mobilização é o começo de movimento que incomoda o Governo (Foto: divulgação)

As principais reivindicações da categoria são o reajuste salarial de 27% e a isonomia para os servidores municipalizados, que estão há quatro anos sem reajuste e acumulam perdas de 61%. Além disso, é cobrada a implantação imediata das mudanças de nível vencidas desde 2013, tabela de qualificação, garantia de abastecimento de materiais e medicamentos nos hospitais e um novo concurso público para combater a sobrecarga nos locais de trabalho.

Concurso Público

No último dia 3, o Sindsaúde se reuniu em audiência com a Casa Civil e secretários de Planejamento e Saúde. Na ocasião, o governo sinalizou com a implantação das mudanças de níveis atrasadas e o pagamento dos salários dos novos servidores, atrasados há sete meses, e direitos não cumpridos (insalubridade, etc).

Porém o governo alegou novamente não ter condições para conceder reajustes salariais e melhorias nos Planos de Cargos, e não se comprometeu com a realização de um novo concurso público.

Neta sexta-feira (12) ocorrerá uma nova audiência de negociação, às 11h na governadoria. Os servidores em greve irão para a porta da governadoria durante a audiência para pressionar o governo e dizer que só sairão da greve com uma vitória da categoria.