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‘Janeiro Branco’ é para falarmos sobre saúde mental

Por Mariana França

Expectativas, projetos futuros e cobranças cada vez mais têm gerado ansiedade em grande parte das pessoas. A busca pelo sucesso e por estabilidade financeira na vida tem causado diversos sentimentos negativos. A frustração é um dos mais difíceis desafios do indivíduo no mundo moderno e não tem sido fácil manter a saúde mental.

Diante das diversas formas de adoecimento mental, é que surge a campanha “Janeiro Branco”, que tem como principal objetivo discutir a saúde mental como um todo. Por ter uma doença dessa natureza, muitas pessoas eram trancadas, amarradas, espancadas e excluídas da convivência social e de cuidados médicos adequados à saúde física. Infelizmente esse não é um passado distante. Por isso, campanhas como o Janeiro Branco são importantes, para que possamos olhar para nossa vida e se permitir cuidar da nossa saúde mental e emocional de forma tão comum como ir ao dentista.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade e a depressão afeta 5,8% da população. A depressão atinge, por exemplo, cerca de 20 em cada 100 pessoas na Paraíba, segundo estimativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

A nossa sociedade anda adoecida, principalmente quando relativiza o sofrimento, é preciso procurar uma ajuda profissional. Nem toda a tristeza é uma depressão, mas se for, existe uma gama de tratamentos orientados pelo médico psiquiatra e as possíveis medicações, em parceria com o psicólogo, os sintomas podem ter uma grande remissão e a vida pode seguir de forma saudável e produtiva.

Não existe fórmula pronta para a cura de questões da saúde mental, que para o equilíbrio da saúde mental é necessário acompanhamento com especialistas, descanso, buscar atividades que dão prazer e cuidados daqueles mais próximos.

Mariana França é psicóloga do grupo Hapvida

Ação popular pode ser usada para reverter venda de hospital

Uma ação popular está sendo discutida, com objetivo de questionar e reverter negociação do Hospital Duarte Filho (entidade filantrópica) para o Grupo Hapvida.

Essa semana, o imóvel que durante quase 80 anos sediou o antigo Hospital de Caridade de Mossoró (criado em 1938) começou a ser demolido.

Demolição do Duarte Filho (Hospital de Caridade de Mossoró) começou esta semana (Foto: Lindomarcos Faustino)

A instituição filantrópica foi negociada em rumoroso caso até aqui sem maior esclarecimento público.

O Grupo Hapvida tem negócios na área de comunicação e saúde suplementar.

É de origem cearense e foi criado em 1993 em Fortaleza-CE, com faturamento que passa de R$ 1,3 bilhão/ano.

É o maior operador de planos de saúde do Norte e Nordeste e o terceiro do país, já atuando em Mossoró há vários anos.

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Tentativa de arrastão causa pânico e bandido termina morto

Uma tentativa de arrastão à noite dessa segunda-feira (4) no Hospital Rodolfo Fernandes (Hospital da Hapvida), à Avenida Diocesana, 260 – Nova Betânia, em Mossoró, causou pânico entre dezenas de pacientes, acompanhantes, médicos e pessoal de apoio que estavam no local. Houve troca de tiros entre bandidos e uma pessoa não identificada.

Iltinho saiu ferido e terminou morrendo (Foto: reprodução)

Segundo relatos, uma mulher percebeu a chegada de cerca de quatro marginais e correu para a recepção do hospital, gritando que seria um assalto. O bando foi rechaçado à bala por alguém que estaria no hospital para ser atendido.

Um dos bandidos foi atingido por cerca de dois tiros, mas mesmo assim conseguiu fugir, sendo recolhido e levado numa moto por seus comparsas. Eles tomaram uma moto no próprio estacionamento, para fugirem.

Tiros

Conforme o que foi preliminarmente apurado, o marginal atingido foi Ítalo Leite da Silva Soares, “Iltinho”, de 18 anos.

Ele apareceu com os ferimentos à bala à Rua João Damásio no bairro Belo Horizonte, pouco tempo depois do tiroteio. Foi deixado pelos companheiros de bando.

Populares o socorreram à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do mesmo bairro, mas já chegou sem vida.

Os seus comparsas fugiram, não sendo localizados até o momento.

Incidente foi relatado nas redes sociais, revelando pânico no hospital hoje à noite

No hospital, o pânico generalizado envolveu dezenas de pessoas, mas ocorreram apenas danos materiais (vidraça da recepção ficou com marcas de bala) e abalo psicológico.

Nas redes sociais, foi possível se coletar uma série de depoimentos de médicos e outras pessoas que estavam no hospital, narrando os momentos de terror.

Iltinho é 160º homicídio ocorrido em Mossoró este ano.

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A distância entre a retórica e a realidade no RN

Por Carlos Duarte

O contraponto ao artigo de domingo passado de minha coluna (veja AQUI), inserido no Blog Carlos Santos à semana passada, assinado pelo secretário de Planejamento e das Finanças, Gustavo Nogueira, vem corroborar com o seu objetivo principal: a discussão sobre a profunda desigualdade da distribuição das riquezas e a mediocridade de gestão da massa falida do estado do RN.

A própria Nota de Esclarecimento Oficial do Governo Robinson Faria (PSD) – veja AQUI – ressalta o direcionamento da quase totalidade dos investimentos e projetos para a região metropolitana de Natal, ratificando a nossa afirmação de que não existem estratégias de desenvolvimento para o RN, além da reta Tabajara.

No texto, o secretário acha “desonesto esquecer o colapso da economia para justificar as falhas que acontecem numa gestão, mais injusto ainda ignorar os efeitos devastadores da maior crise hídrica dos últimos 50 anos”. Ressalta, também, que o governador recebeu uma gestão falida e culpa os governos anteriores por terem feito escolhas equivocadas, ao longo do tempo.

Por fim, insinua que a crítica (construtiva) deste articulista está fora do contexto macro da economia e trata-se de uma mera peça político-acusatória, carregada de injustiça em suas entrelinhas.  Ou seja, esse governo não tem culpa de nada.

Discutir a melhoria de distribuição de produção e riquezas de uma economia, seja regional ou mundial, é salutar em qualquer lugar do planeta, até mesmo nas economias mais estáveis e sustentáveis, em que se possa considerar a maximização de bem estar da sociedade. Só fica fora de contexto mesmo, quando interesses escusos de gestores públicos sobrepujam os interesses de seu povo.

É oportuno que o secretário leia o artigo do, então, candidato e vice-governador Robinson Faria, publicado no dia 13 de janeiro de 2013, na Tribuna do Norte, sob o título: “PIB no RN é Produto Interno Baixo” (//www.tribunadonorte.com.br/noticia/pib-no-rn-e-produto-interno-baixo/241017).

No seu artigo, com visão de candidato, Robinson ressalta as potencialidades do RN, critica a falta de investimentos dos governos anteriores, faz comparações pertinentes e enfatiza que o RN está condenado a uma situação de inércia em diversos setores produtivos.

“Fica evidente a absoluta falta de prioridade do Governo do Estado em realizar investimentos capazes de proporcionar incremento ao ritmo de crescimento da economia do Estado. Não se sabe ao certo se é por miopia administrativa, incompetência ou descaso. Ou as três coisas de uma vez”, diz o governador.

Por fim, assevera: “E o mais importante é que o Estado tenha um projeto de gestão e nele estejam estabelecidas as prioridades, os objetivos e as metas para seu crescimento econômico. Tudo isso, sem esquecer a imperiosa necessidade de resgatar e ampliar fortemente a capacidade de investimento do Estado para, pelo menos, cinco vezes a que o atual governo investe”.

Embora o seu discurso não contemplasse a distribuição de produção e riquezas do Estado, ele vendeu a imagem de um governante desenvolvimentista.

Durante a campanha eleitoral, levantou a bandeira de que seu governo seria o guardião de todos os norte-rio-grandenses com uma gestão voltada para solução dos graves problemas da Segurança Pública. Pura enganação.

O que se observa, hoje, é o cidadão de bem acuado e com medo do domínio de marginais – que elevam os índices de criminalidade e de violência, a patamares nunca vistos antes, em todos os estamentos da sociedade potiguar.

Essas e outras atitudes é que são desonestas e injustas, senhor secretário.

Iludir o povo (sofrido e carente), mediante promessas falsas, apenas com retórica não vinculada a uma plataforma viável e exequível de governo é, no mínimo, má-fé.

O governador Robinson Faria não é um neófito em política e gestão pública. Foi deputado estadual, presidente da Assembleia, em diversas legislaturas, secretário de Estado (no governo Rosalba) e vice-governador.

Portanto, ele não apenas herdou um Estado falido. É também artífice da calamidade e do colapso econômico e financeiro em que ora se encontra o RN. Colaborou com as escolhas equivocadas de gestões anteriores, ao longo do tempo.

Este articulista não escreve de modo subliminar ou com insinuações em entrelinhas. É direto e objetivo em suas opiniões e acusações (quando requer o caso). Se precisar, fará o desenho.

No entanto, as simples reverberações de políticos de oposição ou os meros arranjos paliativos governistas não colaborarão para uma saída honrosa. Ao contrário, isso irá piorar o caos ora instalado.

Nesse momento, deverão prevalecer o bom senso e a união de todos para se buscar soluções aos inúmeros conflitos adaptativos complexos, que permeiam a administração pública.

No âmago, todos torcem para que essa gestão encontre o caminho pretendido pelo governador Robinson de Faria: quintuplicar o PIB do RN, ainda que sem distribuição.

SECOS E MOLHADOS

Duarte Filho – Surgem alguns comentários nas redes sociais de que o grupo Hapvida vai reabrir o Hospital Duarte Filho (HDF), com autorização do Ministério Público. Será mais uma opção de escolha àqueles que podem pagar por um plano de saúde, em Mossoró e região. Vai gerar emprego, renda e ainda ajuda a desafogar o sofrível sistema público de saúde.

Em tempo – O Hospital Duarte Filho nunca foi um ente público. Tinha um convênio mínimo e precário com o SUS e nunca esteve nas prioridades da Prefeitura de Mossoró e nem do Governo do Estado. Ao contrário, os gestores públicos contribuíram para antecipar o seu fechamento. O HDF era de propriedade da Sociedade de Caridade de Mossoró, entidade sem fins lucrativos, formada, em 1927, com a colaboração de empresários da época. Foi transferido para uma Fundação do grupo Hapvida, que funciona plenamente em Fortaleza.

Auxílio – Enquanto a sociedade sofre com os efeitos colaterais da crise econômica do Brasil, um grupo de privilegiados (promotores de justiça do Estado de PE) articula manobras silenciosas para manterem os seus subsídios de moradia. São valores adicionados aos seus salários, da ordem de R$ 4.500 a R$ 5.000,00, por mês. Há uma grande possibilidade da perda dessa vantagem, por inconstitucionalidade, cujo processo está tramitando no STF. A estratégia, agora, contempla duas alternativas: a) substitui-las pelo VTMP (Valorização por Tempo de Serviço do Ministério Público), que tramita no Congresso Nacional, sem perspectiva e clima para aprovação; e b) transformar o auxílio saúde existente em gatilho para o auxílio moradia, dando poderes ao Procurador Geral do Estado – que o fará por ato administrativo, em consonância com o orçamento aprovado. Simples, assim.

Crise – Com uma arrecadação de R$ 14 milhões, por mês, a Prefeitura de Guamaré (RN) está com atraso na folha de pagamento e fornecedores. Guamaré tem cerca de 12 mil habitantes e, no início do ano passado, havia uma reserva de cerca de R$ 20 milhões em caixa. Guamaré é um fenômeno que teima em resistir a uma Lava Jato própria.

Vereadora diz que hospital filantrópico foi vendido ilegalmente

A vereadora Izabel Montenegro (PMDB) denunciou a venda do Hospital da Caridade (Hospital Duarte Filho) para o grupo Hapvida (operadora de plano de Saúde). A denúncia foi feita durante a sessão ordinária desta terça-feira, 21, na Câmara Municipal de Mossoró.

Izabel vê absurdo na venda de um bem filantrópico (Foto: Valmir Alves)

De acordo com a parlamentar, o estatuto do Hospital da Caridade – que proíbe esse tipo de negociação – assegura que o Duarte Filho deve apenas ser repassado à administração municipal.

“É inadmissível ficar apenas observando essas transações financeiras envolvendo um patrimônio público. O Hospital da Caridade não pode ser negociado desta forma. Recordo que numa época, recente, passaria a ser administrada pelo município, mas a administração informou que não seria possível. Agora a venda para a Hapvida está sendo negociada e é preciso que esta Casa evite transação”, disse.

Ao final de seu pronunciamento, Izabel Montenegro revelou que o valor da negociação seria em torno dos R$ 2 milhões.

História

O Hospital da Caridade de Mossoró nasceu como entidade filantrópica.

Foi criado pelo médico, que também foi prefeito nomeado de Mossoró por curtíssimo espaço de tempo (pouco mais de dois meses), além de senador, Duarte Filho.

Ele faleceu em Brasília no dia 21 de setembro de 1973. Estava em pleno exercício do mandato de senador, com  68 anos de idade.

A inauguração do hospital data de 1938, estando perto de completar 80 anos de vida.

Veja AQUI uma condensada história desse empreendimento.

Compra

Em 2009, o Blog Carlos Santos chegou a noticiar a negociação entre a Hapvida e o grupo controlador do hospital (veja AQUI).

Depois a negociação emperrou.

É provável que o caso tenha outros capítulos.

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Neuropediatra evita alarmismo sobre a microcefalia

Com 48 casos no Rio Grande do Norte de agosto até hoje, a microcefalia está assustando os norte-rio-grandenses, especialmente quem está pensando em engravidar.

Margarida: prevenção (Foto: divulgação)

A boa notícia é que, segundo a neuropediatra Margarida de Pontes, do Hapvida, não há necessidade de evitar gravidez por conta do crescimento de casos da doença.

“Não é necessário adiar a gravidez. Deve-se fazer a programação do pré-natal e das vacinas, que são as formas de prevenção da doença”, ressaltou.

O que é a microcefalia?

Microcefalia e quando a criança tem o diâmetro craniano inferior à média para sua idade e sexo. Considerando uma margem de tolerância, chamada desvio padrão do perímetro cefálico.

O perímetro e diminuído por causa da redução do volume do cérebro.

O que ela acarreta?

A microcefalia pode acarretar retardo no desenvolvimento, atraso intelectual, convulsões e alterações comportamentais. Podendo haver variações da gravidade, de acordo com o grau de comprometimento.

Os casais precisam adiar o desejo de gravidez nesse período?

Não é necessário adiar a gravidez. Deve-se fazer a programação do pré-natal e vacinas.

Quais as orientações para quem já está grávida?

Realização do pré-natal adequado e evitar se expor aos fatores de risco.

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