Por Inácio Augusto de Almeida
Não escrevo copiando citações de escritores e poetas. Admirador sou de Rachel de Queiroz, Antônio Maria, Jorge Amado e Cora Coralina. Tenho Machado de Assis como a expressão maior da nossa literatura.
Escrevo colocando no papel o que explode dentro do meu coração.
Não escrevo com a preocupação de ser visto como um grande intelectual.
Escrevo com a alma.
Não tenho a menor preocupação em produzir texto para agradar basbaques ou pacóvios metidos a eruditos.
Nunca tive a preocupação de instigar leitor a se questionar.
Sou um homem simples e escrevo com simplicidade.
Textos rebuscados e com palavras já em desuso não me agradam.
Sou povo e escrevo para o povo numa linguagem de fácil compreensão.
A mim pouco importa a opinião dos idiotas de plantão.
Vivi minha vida do jeito que achei mais certa.
Se cometi erros? Muitos.
Mas eu vivi.
Ninguém viveu por mim.
Nunca esperei o super-homem vir me salvar.
Chego ao ocaso da vida com a tranquilidade dos que não se deixaram dobrar por um punhado de lentilhas.
Breve partirei com a certeza do dever cumprido.
Usei o cobertor que recebi para aquecer não só a mim nas noites de frio.
Partirei tranquilo por não temer os deuses.
Inácio Augusto de Almeida é escritor e Jornalista