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Projetos tratam de Hospital de Trauma e Teto Remuneratório

Duas mensagens governamentais foram lidas na sessão plenária desta quarta-feira (04) e, após publicação no Diário Oficial, serão encaminhadas para Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

Um dos Projetos de Lei apresentados pelo Governo do Estado pede que a Assembleia autorize o repasse de R$ 100 milhões para a construção de uma unidade hospitalar traumatológica em Natal. A segunda matéria prevê a fixação do teto remuneratório para agentes públicos. Trata-se de uma Emenda à Constituição do Estado.

O Projeto de Lei autoriza o Governo a repassar recursos financeiros ao Fundo Garantidor das Parcerias Público-Privadas do Rio Grande do Norte (FGPPP/RN), para celebração de contrato de concessão administrativa que trate da construção e funcionamento de unidade hospitalar em Natal.

De acordo com informações do Projeto, desse total, 50 milhões serão oriundos de operações de crédito celebradas com o Banco do Brasil, autorizada nos termos da Lei Estadual 9.686, de 28 de dezembro de 2012, e os outros 50 milhões, oriundos de créditos de royalties e de participação especial decorrentes da exploração de petróleo e gás natural a que tenha direito o Estado do Rio Grande do Norte. O Hospital de Trauma de Natal contará com 310 leitos e dez salas de cirurgia e será construído na zona oeste da cidade.

Teto

A outra mensagem governamental que tramita na Assembleia é um Projeto de Emenda à Constituição do Estado que prevê a fixação do teto remuneratório para todos os agentes públicos no âmbito de qualquer dos Poderes do Estado, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Defensoria Pública cujo valor é o subsídio percebido pelo Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, Federal, não se aplicando tal limite aos subsídios dos Deputados Estaduais.

Caso seja aprovada, o artigo da Constituição passa a ter o seguinte texto:

“A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da Administração Direta e Indireta, observado o disposto no § 9º do art. 37 da Constituição Federal, dos membros de qualquer dos Poderes do Estado, do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da Defensoria Pública, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste inciso aos subsídios dos Deputados Estaduais;”

Juvenal Lamartine será leiloado para bancar hospital

Título no Novo Jornal, de Natal, diz tudo. É auto-explicativo: Venda de Juvenal Lamartine bancará construção de hospital.

A reportagem desse impresso revela que o antigo estádio de futebol de Natal, por iniciativa do Governo Rosalba Ciarlini (DEM), será levado à leilão. “(…) com o dinheiro, o governo pretende construir um Hospital de Trauma na Zona Oeste de Natal”, diz o mesmo jornal.

A expectativa do governo é que até 2014, o novo equipamento público esteja pronto.

A reportagem adianta que a governadora estima arrecadar mais de R$ 20 milhões com a negociação do Juvenal Lamartine.

O secretário da Saúde Pública do Estado, médico Domício Arruda, afirma triunfante que será “o maior legado da Copa do Mundo de 2014, depois do Estádio Arena das Dunas (sic)”.

O Governo do Estado pensa em destinar R$ 15 milhões para esse novo hospital e cerca de R$ 8 milhões para construir um estádio de porte pequeno, para cerca de 10 a 12 mil pessoas, na Zona Norte, a partir dos recursos levantados com o leilão.

Segundo a governadora, “é inviável” se investir na recuperação do Juvenal Lamartine, localizado em área nobre de Natal, o bairro de Tirol. Mesmo com dinheiro bem aplicado, ele estaria comprometido devido o não-atendimento a normas de segurança e acessibilidade.

Quanto ao novo hospital, o secretário adiantou ao Novo Jornal que há cálculos apontando para investimento de R$ 60 milhões, sendo pelo menos R$ 40 milhões em estrutura física e R$ 20 milhões em equipamentos. O Ministério da Saúde já teria assegurado a aquisição dos equipamentos, disse Domício Arruda.

A ideia é desafogar o Hospital Walgredo Gurgel (HWG) de todo atendimento de traumas. O HWG ganharia perfil para cobertura de cirurgias eletivas, sequenciais aos traumas e retaguarda

Nota do Blog – Não entendi por que o secretário coloca o estádio como herança mais significativa, da Copa de 2014, do que o próprio  hospital.

Mas essa notícia do Novo Jornal deve ser, obrigatoriamente, trazida ou levada à realidade do foco de investimentos do Estado em Mossoró.

Nessa cidade, acontece o inverso.

O Governo Rosalba Ciarlini botou no bestunto de despejar R$ 8 milhões num estádio de futebol, privado (o “Nogueirão”), que está caindo aos pedaços, quando existe negociação com a iniciativa privada, para ele ser objeto de permuta por outro estádio novo.

Nesse momento, o sistema de Saúde Pública do Estado, em Mossoró, está sem sequer pagar a Internet, usada como insumo básico devido às necessidades estratégicas do setor. O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) é um deus-nos-acuda.

Faltam remédios, como o “Lamotrigina”, na Unicat. “Há seis meses”, diz o webleitor Frank Dantas.

Em Natal, a prioridade é outra; Mossoró, o festim.

Pobre Mossoró!