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Pobres diabos

Por Inácio Augusto de Almeida 

Existem os que não conseguem olhar outra pessoa sem ser de cima para baixo.

Desconhecem que isto só deve ser feito se for para ajudar quem caiu a se levantar. Não sabem o que é colaboração. individualismo, corrida, mundo econômico,Individualistas, rejeitam todo tipo de comportamento coletivo. Sentem aversão por movimentos sociais e, quando fingem participar de algum, o fazem visando obter resultado imediato e com a exigência da direção por saber da visibilidade que ganham estando à frente do grupo que se esforça por prestar serviço comunitário.

Na verdade, sentem-se pequenos e buscam autoafirmação. Ser liderado causa-lhes profundo sofrimento. Tentam assim escapar da realidade que grita de forma escandalosa toda a sua gigantesca inferioridade

Não conseguem perceber o momento atual, onde a colaboração e a compreensão tornaram-se fundamental para a nossa sobrevivência como humanos.

Vivem num mundo de fantasias, sentindo-se perfeitos e cobrando de todos uma perfeição só existente em suas mentes doentias.

Um exemplo claro deste tipo de comportamento são os caçadores do calcanhar de Aquiles. Babam de felicidade quando descobrem um cisco no olho do semelhante e não notam que estão usando apenas um olho.

Outro tipo que bem exemplifica estes pacóvios são os corruptos.

Estes a todos medem pela comparação do amealhado, através dos furtos praticados, com o patrimônio honesto dos não praticantes de desvios de conduta. Avaliação fazem pelo TER, pouco se lhes importando o SER.

Sempre encontram justificativas para as desonestidades praticadas e debocham das condenações a longos anos de cadeia. Escapam do cumprimento da pena por força de recursos existentes em leis frouxas e comemoram dando sonoras gargalhadas.  Sequer percebem a rejeição social que sofrem nas ruas, supermercados, bancos e qualquer local público onde têm o atrevimento de se mostrarem.

Nem desconfiam que vivem uma liberdade trancada.

Ainda não se deram conta de que nada serão se forem só por si, já que sozinho ninguém chega a lugar nenhum.

Leem, mas não entendem, escutam, mas não assimilam o que ouviram.

Jesus Cristo precisou de doze apóstolos para poder divulgar a boa nova.

Os mentecaptos se julgam mais do que autossuficientes e se têm na conta de onipotentes.

Quando a realidade se faz presente e começa a lhes engolir pela solidão do isolamento social, ao invés do arrependimento, bate a revolta.

Remorso não sentem, já que remorso exige amadurecimento.  E estes tipos apenas apodrecem.

Pobres diabos.

Inácio Augusto de Almeida é escritor e Jornalista

Humanidade sairá pior

Vejo várias teorias, umas com base espiritual, outras que engendram argumentos filosóficos, mas nenhuma me convence que sairemos melhores desse ataque do novo vírus.

Sairemos pior, porque em plena pandemia já estamos péssimos.

O ser humano teima em não dar certo.

Leia também: Nós, os egoístas.

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