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Morre o ex-deputado estadual e federal Cipriano Correia

Cipriano era médico de largo conceito e foi deputado estadual (Foto: reprodução)
Cipriano era médico de largo conceito e foi deputado estadual (Foto: reprodução)

Do Tribuna do Norte

A política do Rio Grande do Norte perdeu o ex-deputado e ex-deputado federal Cipriano Correia, 79. Médico ortopedista por formação, foi deputado estadual de 1987 a 1995 e deputado federal de 1991 a 1995, nas duas últimas eleições municipais disputou, sem êxito, as prefeituras de Lagoa Nova e Santana do Matos, onde nasceu em 10 de outubro de 1945.

Era cunhado do falecido ex-governador e ex-senador Geraldo Melo (in memoriam), viúvo de sua irmã Ângela. É irmão do falecido deputado estadual Neto Correia, que também foi prefeito de Santana do Matos.

Cipriano Correia foi um dos fundadores do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Rio Grande do Norte (ITORN), referência na área médica no estado.

Cipriano Correia faleceu no sábado (31) em decorrência de complicações de saúde nos últimos meses.

O velório acontece neste sábado (31) no cemitério Morada da Paz, em Emaús (Parnamirim), onde também será realizado o sepultamento, às 19h.

Ao longo da carreira, destacou-se pela defesa do homem do campo e pelo desenvolvimento regional, com forte presença política no interior do estado, especialmente na região do Seridó.

Mesmo após o fim dos mandatos parlamentares, manteve-se envolvido na vida pública e chegou a disputar a prefeitura de Santana do Matos nas eleições municipais, não tendo conseguido ser eleito prefeito.

Nota do BCS – Conheci Cipriano Correia em minha atividade profissional, na cobertura política nos anos 90. Cordial, articulado, dedicado no que fazia. Que descanse em paz.

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Cooperação judiciária permite desbloqueio de R$ 4,7 milhões

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte determinou o bloqueio de R$ 4,7 milhões das contas do hospital Itorn. A decisão foi adotada ontem durante audiência conjunta da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho.

A cooperação judiciária, prevista no novo Código de Processo Civil, foi plenamente realizada ontem com a audiência inédita presidida por dois magistrados.

No total, o hospital é devedor de R$ 18 milhões em débitos com a União e outros R$ 2,3 milhões com a Justiça do Trabalho.

O valor bloqueado será usado para quitar integralmente a dívida trabalhista e amortizar o valor do débito com a União e contribuições previdenciárias.

A audiência foi presidida pelo Juiz Federal Marco Bruno Miranda Clementino e pelo Juiz do Trabalho Cácio Oliveira.

Com informações da Justiça Federal do RN.

 

Enfermeira relata drama com paciente entre Mossoró e Natal

Carlos Santos:

Há mais ou menos dois meses ou mais que venho tentando resolver a situação de uma cirurgia vascular em membro inferior esquerdo. Trata-se de estenose + oclusão de artéria neste membro. Uma pessoa que foi ASG do estado, hoje aposentada, que paga seus impostos em dia. E que infelizmente não tem o direito, ou melhor, a assistência que merece conforme os princípios do SUS.

Esteve internada duas vezes no Hospital Regional Tarcísio de Vasconcelos Maia (Mossoró), hoje, já internada no hospital Rui Pereira, antigo Itorn. Há mais ou menos 17 dias vem esperando pela boa vontade dos médicos cirurgiões, a pedido do secretário Adjunto de Estado (Marcelo Bessa). Talvez, uma tentativa de barganhar uma rapidez no procedimento. Porém sem sucesso.

Segundo o médico que está acompanhando a situação saúde/doença da paciente, relata que não tem nem previsão de quando fazer a cirurgia dela devido a falta de material no hospital Rui Pereira (Natal/RN). Solicitei uma amiga, que por ventura estava na capital esses dias, Júlia Bolão, a mesma constatou o problema. E que segundo ela, a Dra. Luciana, relatou que o problema é falta de material para fazer a revascularização das veias da perna da paciente e que, também não tinha vaga na UTI do hospital.

Poxa vida, já não sei em quem acreditar.

Semana passada, o médico Dr. Davi, relatou para paciente, que não tinha gazes para realizar o procedimento e que a culpa não era do hospital e nem da direção do hospital e sim da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Pergunto: Será que, não é problemas na administração do hospital, pois, o médico Davi, relatou que o diretor do hospital não faz nada para resolver a situação? Ele fica sentado feito um boneco riscando papel, sem fazer nada, e que, já a governadora por sua vez é a pior que tem.

Nada faz, para resolver o problema do hospital que há meses que falta medicação na unidade hospitalar, o que faz com que os pacientes compre a medicação para manter-se na unidade. Hoje, por sinal, esteve lá, uma pessoa amiga que conversou com a assistente social de plantão e disse que o problema não é só aquela paciente e sim vários que estão na mesma espera que ela. Por sua vez, a médica Dra. Luciana que estava no plantão do hospital Itorn, relatou que, falta material para realizar a cirurgia, mas que se a governadora pode resolver o problema da paciente, também resolva do hospital como todo.

São vários os problemas que lá existem. Bom, pessoal, uma coisa sei, o problema não é só do governo do estado, mas sim, da administração do hospital, por não ir em busca dos materiais que falta na unidade. Dos médicos pois, já está com mais ou menos três dias que não passa um médico para realizar a visita no leito da paciente.

Ela por sua vez, a cada duas horas sente dores fortes. Os enfermeiros relatam que, quem resolve é o cirurgião, pois não sabe o que fazer, e que já usaram todos os medicamentos possíveis para sanar a dor da paciente. Do analgésico, dentre outros como o tramal, dolantina, morfina, ETC. Enquanto isso, a paciente vai morrendo aos poucos.

Aqui em Mossoró, foi outro descaso. Todos os cirurgiões vasculares, a usuária passou, desde o dr. Rosendo, Vagner Lange a Ives Gadelha. Como ela não tinha 12.000,00, cruzaram os braços e transferiram para Natal. A irmã da paciente (Neci), abordou a governadora no dia de seu aniversário na cidade de Mossoró, pedindo sua ajuda, dizendo ela (governadora) que iria resolver a situação. Vejam só, isso aconteceu em 26/10/2013. Bom, uma coisa é certo, sua equipe, passou a situação para o secretario adjunto de estado Dr. Marcelo Bessa, que por sua vez, passou a situação para o diretor do hospital Rui pereira (Dr. Leonardo), porém até agora nada.

O médico Dr Davi esteve dia 18/11/13 em seu leito dizendo que a paciente acionasse a promotoria pública, pois não tinha nem gaze no hospital e que não tinha nem previsão de quando seria sua cirurgia.

Uma coisa é certo, a paciente paga seus impostos em dia, contribui de forma regular com o INSS, mas na hora da precisão…

Mossoró, RN 23/11/13.

Enfermeira Ana Andreia de Oliveira Cunha.

Nota do Blog – De tirar o fôlego esse relato. Triste.

Pior: não é caso isolado, mas o comum.