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Vereador chama prefeito de “moleque” e provoca secretários

A abertura do quarto período legislativo da atual legislatura da Câmara Municipal de Itaú (região Oeste do RN) fugiu ao rito de sessão meramente protocolar, o que seria esperado. Após a leitura da mensagem anual do prefeito Ciro Bezerra (DEM), o vereador oposicionista Gildo Pinheiro (PSD) fez um discurso agressivo contra o executivo e alguns auxiliares do município.

Nem a primeira-dama Jaíra Martins (também secretária de Ação Social) escapou de sua fala.

A sessão aconteceu ao fim da tarde dessa sexta-feira (6) e terminou com Gildo Pinheiro jogando ao chão uma placa de acrílico com a identificação de seu nome e microfone. Saiu em seguida do plenário, ainda esbravejando, sob reprovação dos presentes.

O comportamento alterado de Gildo Pinheiro começou após a leitura da mensagem pelo prefeito. Vereadores se revezavam em pronunciamentos formais. Gildo, não. À sua vez, disparou uma série de agressões verbais e outras provocações. De início, tratou o prefeito por “moleque”.

Mais ataques

Questionou licitação de utensílios de limpeza na municipalidade e disse que a secretária da Educação, Mirianete Brasil, deveria guardar uma vassoura “para sair voando” ao fim da gestão de Ciro Bezerra.

Gildo: fúria com palavras e mãos (Foto: Web)

Sobre a primeira-dama, suas palavras foram lhe aconselhando a “guardar esse ouro” que teria em volta do pescoço. Quanto ao procurador geral Jansen Leite, o adjetivo adesivado foi de “mentiroso”.

Em relação a outro auxiliar municipal, o coordenador de Saúde Nedilson Paiva, coube-lhe o apelido de “Doutor Gaveta”.

Ao final dos pronunciamentos, o prefeito teve concedida a palavra para se posicionar em relação às críticas, ataques e cobranças. Sem se exaltar, Ciro falou e parecia que aplacaria os ânimos.

Fúria

A palavra retornou ao presidente da Casa, vereador Zé Filho Melo (Patriota), para encerramento da sessão.

Gildo Pinheiro, que está em seu quarto mandato, cobrou direito à tréplica e teve a palavra sustada pelo presidente. Em plena execução do hino municipal, o vereador destemperou-se de vez.

Sua fúria sobrou para placa de identificação e microfone que foram jogados ao chão do plenário, sob o olhar assustado dos presentes.

Veja a íntegra da sessão clicando AQUI a partir de 1h30 da gravação, quando o vereador dá início a cerrado disparo verbal.

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