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Prêmios “Óleo de Peroba” e “Sandália da Honestidade”

Carlos Santos,

Se a turma do “Pânico na TV” tem a ‘Sandália da Humildade’, não seria o caso de se criar e distribuir os prêmios “Óleo de Peroba” e “Sandália da Honestidade ” para a Elite (?) dos três poderes no Rio Grande do Norte?

JB Souto – Webleitor

Nota do Blog – Excelente ideia, meu caro. Difícil será encontrar o ‘número’ para o príncipe ou princesa a receber a sandália. Quanto ao primeiro prêmio citado, certamente vai faltar o insumo básico para atender à demanda: óleo.

Discursos da elite para o capital e o trabalho

Carlos Santos,

Às pressões que grupos políticos e econômicos defendem em busca de incentivos e isenções fiscais, redução da carga tributária são considerados legítimos, são considerados conselhos dos bem intencionados que querem um estado desenvolvido, sem nenhum interesse na manutenção de privilégios, pois sempre trazem a “boa nova” no que concerne ao desenvolvimento e geração de empregos para a patuleia.

Mas, quando a pressão parte dos trabalhadores o discurso é sempre o mesmo: tenham paciência, não sejam intransigentes, pensem na coletividade, não ajam com interesse político, coloquem os interesses coletivos acima dos individuais.

JB Souto – Webleitor

Um país no “rabo da fila” em termos de educação

Carlos Santos,

Eeducação nunca foi prioridade para a Elite brasileira, pois de acordo com “A avaliação educacional mais importante – e relevante – do mundo revelou que a Educação brasileira está melhorando, mas ainda ocupamos uma posição baixa: em um ranking de 65 países somos o 53º colocado em Leitura e Ciências e 57º em Matemática.”

O Pisa avalia o desempenho de alunos do Ensino Fundamental e Médio em três áreas chaves: Leitura, Matemática e Ciências. A média brasileira nessas disciplinas foi de 401 pontos, bem abaixo da pontuação dos países mais desenvolvidos, que obtiveram 496 pontos.

Em leitura, o Brasil alcançou 412 pontos; em Matemática, 386 e em Ciências 405 – em 2006 a pontuação foi de 393 em Leitura, 370 em Matemática e 390 em Ciências. Resultado que nos deixa atrás de México, Uruguai, Jordânia, Tailândia e Trinidad e Tobago.

Se ocupamos estas ridículas posições é porque para os governantes à educação também ocupa indentica priorididade qual seja 53º.  Vide a remuneração dos professores.

Fonte://educarparacrescer.abril.com.br

JB Souto – Webleitor

Nota do Blog – “Bosquinho”, você continua com intervenções sempre providenciais e consistentes, que nos ajudam a discutir, de forma elevada, sobre importantes temas para nossa comunidade e país.

Obrigado.

 

 

“Filhotismo” e “nepotismo” fazem parte da elite potiguar

Carlos Santos, “é preciso que tudo mude para tudo ficar na mesma.” Giuseppe Tomase di Lampedusa.

A mundança neste estado é apenas de rótulo, pois o conteúdo continua o mesmo, para os “Barnabés” a Lei de Responsalidade Fiscal, para os apaniguados encontra-se sempre um “jeitinho” de mamar nas tetas do Estado.

É característico de nossa Elite.

Leiam o que nos diz o mestre José Honório Rodrigues sobre nossa Elite:

(…) “O personalismo da sua ação política foi predominante. Raras vezes o corrigiu pela enfase aos problemas e não às pessoas. As considerações afetivas complicam a direção dos negócios públicos, e daí o filhotismo, o nepotismo, o genrismo e outras formas comuns de favorecimento ligados aos personalismos, à relação patrão-cliente do estado, a que aderem todos os políticos desde os mais oligárquicos aos mais trabalhistas (…).”

E continua: “O dominio oligárquico de pequenas minorias e seus protegidos, o nepotismo, o filhotismo, o genrismo, o compadrio tornavam impossíveis as transformações socias, as reformas estruturais.  Some-se a isso a personalização, a ausência, a omissão ou o desinteresse dos políticos pela solução dos problemas, sua impermeabilidade às idéias, a mecanização da imitação européia e depois americana, a falsidade e infidedignidade da representação (…).”

Ainda José Honório: “A política brasileira, encarnada em lideranças retardatárias, é, assim, dominada pela continuidade da vagareza, pelos momentos de recuo e não pelo instantes de impulso (…) A obstinada resistência às reformas, consideradas sempre inoportunas e sempre adiadas, revelava que o país era sempre dirigido por uma minoria não criadora, mas dominadora, na terminologia de Toynbee, que perdia todas as oportunidades de agir em benefício de toda a sociedade.”

Fonte: Conciliação e Reforma no Brasil  Págs 115,119 e 189.

JB Souto – Webleitor.

Nota do Blog – “Bosquinho”, minha dupla admiração: primeiro pela lembrança do nome e do valor do acadêmico José Honório, uma inteligência que poucos dos nossos contemporâneos conhecem; segundo, pela sua cultura e argúcia que sempre ajudam esta página no bom debate.