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Escalas mistas preocupam Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia

Profissionais estão sem pagamento há aproximadamente três meses (Foto: Arquivo/ 13 de agosto de 202)
Profissionais estão sem pagamento há quase três meses (Foto: Arquivo/ 13 de agosto de 202)

O Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia de Mossoró (NGO) emite Nota à Imprensa nesta quinta-feira (13). No documento, esclarece relação de trabalho e contrato para atendimento no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia e na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Veja íntegra abaixo:

O Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia de Mossoró – NGO vem a público esclarecer informações relativas ao atendimento médico prestado no âmbito da APAMIM e do Hospital da Mulher de Mossoró, conforme registrado no Oficio n° 22/2025, enviado à SESAP no dia 03/11/2025

Em respeito à transparência e ao compromisso institucional que mantém com os órgãos públicos, profissionais da saúde e a sociedade, o NGO informa que:

A escala de serviços médicos referente à SESAP foi plenamente cumprida, com a disponibilidade de três profissionais por plantão, conforme já formalizado à Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN) em comunicação anterior.

Os serviços vêm sendo prestados mesmo diante da ausência de contrato formal e da existência de relevante inadimplência, equivalente a aproximadamente três meses de serviços médicos realizados e ainda não quitados pela administração pública.

Em relação ao Hospital da Mulher, o NGO esclarece que:

Foi constatado o restabelecimento da presença de profissionais médicos vinculados a empresa JUSTIZ Terceirização de Mão de Obra Ltda, empresa responsável contratualmente pela escala e execução dos serviços médicos na unidade.

Diante do retorno desses profissionais, a disponibilização paralela de médicos pelo NGO torna-se desnecessária e pode, inclusive, gerar sobreposição de despesas, riscos administrativos e prejuízo ao erário.

O NGO destaca que a eventual coexistência de escalas mistas – com profissionais de empresas atuando simultaneamente – não constitui prática adequada, podendo comprometer a eficiência da gestão de pessoal e impactar a continuidade da assistência.

Diante desse cenário, o NGO solicitou manifestação formal da Apamim, Sesap/RN e demais órgãos responsáveis, a fim de esclarecer:

a) se permanece a necessidade de atuação do NGO no Hospital da Mulher;

b) se a empresa contratada JUSTIZ) está cumprindo regularmente o contrato;

c) quais providências serão adotadas para garantir a conformidade administrativa, a regular execução contratual e a proteção do erário.

Por fim. o NGO reafirma que cumpre integralmente as determinações judiciais e administrativas vigentes, aguardando posicionamento oficial dos órgãos envolvidos, para assegurar segurança jurídica, eficiência administrativa e continuidade qualificada dos serviços de saúde oferecidos à população.

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Liga Contra o Câncer suspende cirurgias eletivas a partir dessa segunda

Ala foi aberta no último dia 10 (Foto ilustrativa)
Ala foi aberta no último dia 10 (Foto ilustrativa)

A Liga Contra o Câncer informa que, a partir desta segunda-feira, 8 de setembro, as cirurgias eletivas estarão suspensas. A medida decorre da ausência de adesão dos médicos cirurgiões à empresa Justiz Terceirização de Mão de Obra Ltda, atual responsável pela gestão dos procedimentos de alta complexidade no âmbito da Prefeitura de Natal. Diante disso, não há contrato vigente que assegure a continuidade regular dos serviços.

Na semana passada, foi realizada reunião entre os profissionais e a direção da Justiz, ocasião em que foram apresentados os termos do novo contrato. Contudo, a análise técnica do Edital nº 003/2025 identificou risco de desassistência à população, uma vez que o valor previsto é insuficiente para atender ao volume de procedimentos atualmente realizados.

Cabe destacar que a prestação de serviços médicos na Liga é realizada integralmente por profissionais liberais, sem vínculo empregatício direto com a instituição, o que assegura a autonomia técnica de cada um.

A Liga ressalta que as cirurgias de urgência continuarão sendo realizadas, garantindo a assistência ininterrupta aos pacientes em situações críticas. A instituição reforça que vem atuando na busca do diálogo urgente e necessário junto à Prefeitura do Natal, a empresa Justiz e os médicos, no objetivo de viabilizar a retomada da normalidade do atendimento, o mais breve possível.

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MP vai investigar denúncias sobre pressão de sindicato contra médicos

Mensagens de médicos coagidos por Sinmed-RN para não trabalharem em terceirizadas da PMN, ligados à Coopmed-RN - Diário do RNDo Diário do RN

A Justiça potiguar decidiu pela manutenção dos contratos firmados pela Prefeitura de Natal com as empresas Justiz Terceirização de Mão de Obra Ltda e Proseg Consultoria e Serviços Especializados Ltda. A decisão foi proferida pelo juiz Francisco Seráphico da Nóbrega, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal, e garante a execução dos serviços médicos até julgamento definitivo do mérito. Na prática, a medida assegura a continuidade da prestação de serviços médicos na rede municipal, que vinha sendo alvo de impasses desde a publicação dos contratos.

As duas empresas encaminharam ofícios à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que por sua vez remeteu o caso ao Conselho Regional de Medicina (CREMERN) e ao Ministério Público do RN (MPRN).

Nos documentos, relatam episódios de intimidação contra médicos escalados para atuar pela nova contratação.

Segundo os relatos, houve ameaças de expulsão de quadros associativos da Coopmed/RN e do Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN) caso profissionais assumissem plantões. Também foram registradas denúncias de paralisações articuladas, disseminação de informações falsas e risco de quebra nas escalas de urgência e emergência.

Em manifestação oficial, a Proseg apontou que nos dias 1º, 2 e 3 de setembro ocorreram sucessivos episódios de coação e intimidação, colocando em risco a assistência à população: “A quebra de escalas e a rescisão em massa por temor criam vácuos assistenciais em regime de urgência e emergência, com potencial de desassistência de pacientes, aumento de filas, atrasos em atendimentos críticos e sobrecarga de equipes remanescentes”.

A SMS destacou ainda que as condutas denunciadas podem configurar violação ao Código de Ética Médica, especialmente pela exposição da população a riscos e pela falta de respeito entre colegas de profissão.

A Justiz foi declarada vencedora de cinco lotes, totalizando R$ 166,4 milhões, enquanto a Proseg ficou responsável por dois lotes, somando R$ 41,6 milhões. Os contratos foram formalizados em julho e passaram a vigorar em 1º de agosto, com execução plena a partir de setembro.

Com a decisão judicial, os contratos seguem em vigor até a análise definitiva do mérito do agravo.

Enquanto isso, o Ministério Público do Rio Grande do Norte abrirá procedimento para investigar as denúncias de coação, ameaças e pressão relatadas pelas empresas e encaminhadas pela Prefeitura.

Posição do Sinmed/RN

O Sindicato dos Médicos do RN nega as acusações e afirma que sua atuação é voltada à defesa da categoria e da saúde pública. Em nota, a entidade repudiou o que considera tentativas de distorção.

“Não defendemos empresas, defendemos médicos e população. O que combatemos é a legalidade da Prefeitura de Natal, que insiste em manter contratos precários, desrespeitando decisões judiciais e regras da nova Lei de Licitações. Essa prática fragiliza a saúde pública e submete médicos a vínculos instáveis e indignos”.

Prefeitura vê desserviço

O secretário municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, criticou a postura do Sindicato durante coletiva: “É um desserviço o que o presidente do Sindicato dos Médicos – Geraldo Ferreira – está fazendo com a população, não é com a Secretaria de Saúde”.

Segundo o secretário, “basicamente, todos os equipamentos de saúde estão funcionando. Não houve desassistência plena em nenhum local da rede”, garantiu.

Pinho também apontou falhas na prestação de serviços pela Coopmed-RN, incluindo: falta de médicos simultaneamente nas maternidades Leide Moraes e Araken; ausência de psiquiatra no Caps Oeste desde fevereiro; reajustes feitos sem amparo contratual.

“Não se trata de preferência por empresa A ou B, mas da necessidade de previsibilidade. Não posso renovar um contrato que não existe”, concluiu.

Nota do Blog – Nesse duelo existe de tudo, menos o zelo pela população mais vulnerável. É um jogo de perde-perde, onde todos saem chamuscados, sobretudo a massa gente. Ao ir para linha de frente em defesa de uma cooperativa e não da saúde pública e dos próprios médicos, o Sinmed/RN se expõe num papel estranho. Existem mais mistérios entre o céu e a terra, nesse caso, do que nossa vã filosofia possa imaginar. Está em jogo, principalmente, uma bolada de mais de R$ 200 milhões e aspirações inconfessáveis. Siga o dinheiro.

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