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Caso de polícia, ausência de bom senso e omissão estúpida

A postagem “Poder de polícia em Tibau” (vejas AQUI), publicada às 20h37 de domingo (15), focando incidente ocorrido no sábado (14) na Praia-cidade do Tibau,  entre figurões da sociedade mossoroense e do estado, rendeu. Tem rendido muito.

A repercussão pode ser medida pelo número de comentários liberados até agora: são quase 30. E olha que foram descartados pelo menos 25, devido excesso de linguagem, utilização de endereço falso, uso de pseudônimo sem identificação etc.

Na postagem, o Blog não defendeu em momento algum o pseudodireito de incomodar o vizinho com som alto, nem ficou do lado do uso da força. Propôs solução negociada, sobretudo porque os litigantes são de um mesmo universo social e até então, “amigos”.

Nossa posição não se inclinou para o lado do denunciante que chamou a Polícia, deputado federal Betinho Roosado (DEM), nem em defesa do suposto casal perturbador da ordem pública, jornalista Chrystian de Saboya-juíza de direito Keity de Souza.

A polícia, entendo, deve ser o recurso extremo, nunca o dispositivo preliminar ou único, sobretudo entre pessoas que convivem bem.

Aqui, na periferia de Mossoró, onde tenho minha casamata, é muito comum a bebedeira à minha calçada, uso de som de carro etc. Nunca precisei hostilizar vizinho com a polícia e acho que não utilizarei esse meio. Convivemos em plena harmonia, respeito e flexibilidade. Polícia é para bandido, o que não é nosso caso. E, me parece, não caberia aos denunciados.

Ainda acredito em solução negociada, um elementar pedido “por favor”, a busca do entendimento pela moderação. Ah, que fique claro: não sou da convivência próxima de nenhum dos protagonistas, mas os conheço num tempo a perder de vista. Nunca os vi promovendo incivilidade.

Creio que o comentário do blog não é-foi a favor do descumprimento da lei, mas sim da busca, inicialmente, por soluções amigáveis para esse tipo de situação. Esse primeiro movimento deveria, aliás, ser o de todos. Pois se a cada som que for ligado, a polícia for imediatamente acionada, não fará outra coisa e nem dará conta de tanto som perturbando a paz alheia – opinou o webleitor Fábio Costa, identificando com precisão a postura desta Página.

Vale lembrar que não sou convidado Vip de nenhum deles, nem me sinto menosprezado por isso. E não há em mim voto de pobreza ou complexo de vira-lata, pois o patamar em que me encontro em momento algum está abaixo deles. Não me causam inveja ou me estimulam ao menosprezo. Respeito-os.

Por outro lado, percebo que a projeção social e política dos personagens fomenta interesse superlativo, muito comum à mídia especializada em fofocas, potocas, frivolidades e tititi. Há embutido ainda, em certos comentários, sentimentos menores, em vez da inspiração pelo debate sadio, em cima dos fatos.

O que mais me admira, é que neste Blog – todo santo dia, é postado assunto de grande relevância. Às vezes, vejo dois, três comentários no máximo. Aì, um assunto bosta desse, causa um frenesi da peste, tudo porque!? Porque as partes envolvidas são um deputado, um colunista e uma juíza, como se fossem criaturas sobrenaturais – constata o webleitor Roberto.

É fato. Diria que é da natureza humana.

Em qualquer parte do planeta, tais ingredientes costumam causar esse burburinho, mas em raros lugares do mundo temos – do outro lado – a omissão e a frieza no trato de temas sérios. É uma forma bem mossoroense de ser estúpida, achando que se não é comigo, não me interessa o caos na Saúde, a violência desenfreada e a corrupão endêmica.

Façamos nossa parte. Tentemos mudar essa cultura do “deixe estar”.

Poder de polícia em Tibau

Um incidente desagradável à noite passada, na Praia de Manoelas, na cidade do Tibau (42km de Mossoró), causou profundo mal-estar.  Terminou em caso de polícia.

A casa em que o casal jornalista Chrystian de Saboya-juíza Keity de Souza recebia familiares e amigos, terminou sendo “visitada” pela polícia.

Seguiu denúncia do secretário da Agricultura do Estado, deputado federal licenciado Betinho Rosado (DEM).

O som musical do endereço, conforme o denunciante, estaria o incomodando.

Poder é realmente para quem pode. Ainda mais, poder de polícia.

Nota do Blog – Sou amigo dos principais protagonistas do episódio e não os tenho como incivilizados. À distância de 42km, chego a acreditar que o velho e bom bate-papo seria suficiente para acomodar interesses bilaterais.

Torço para que o clima de intolerância e coronelismo adotado recentemente no Centro Administrativo em Natal, proibindo manifestações populares, não vire regra pink no RN.