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A discrição de um magistrado e “a vida como ela é…”

Um assunto bastante comentado nas rodas de bate-papo em Natal, entre interlocutores do universo jurídico e político, é a condenação dos desembargadores aposentados Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz (veja AQUI).

Ivanaldo ouve Osvaldo Cruz em processo (Foto: Emanuel Amaral/TN)

Emerge o pensamento majoritário, sem necessário juízo de valor quanto aos réus, sobre a postura firme e reservada do judicante Ivanaldo Bezerra (6ª Vara Criminal do Natal), que prolatou a sentença.

Discrição é seu forte, traço comum à enorme maioria dos bons magistrados.

Mesma postura foi adotada pelo portal do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) em relação ao assunto: não publicou uma única linha sobre o caso, mas por outras razões.

Quem teve proeminência na página virtual desse poder devido nova sentença condenatória (veja AQUI) foi o ex-governador Fernando Freire. Há muito está no ostracismo e preso. Segundo os autos, ele e comparsas teriam desviado um total de R$ 88.240,00 do governo estadual.

Já Godeiro e Cruz drenaram, com colaboradores, mais de R$ 14 milhões de precatórios do próprio TJRN.

A vida como ela é…

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Justiça pode determinar convocação de mais concursados

Está sobre a mesa do juiz Pedro Cordeiro Júnior, titular da Vara da Fazenda em Mossoró, Ação Civil Pública do Ministério Público do RN (MPRN), pedindo convocação de concursados de certame para Agente de Endemias. O concurso ocorreu em 2010.

A petição do MPRN aguarda despacho do magistrado.

Na última quarta-feira (13) foi publicada lista de 26 nomeações no Jornal Oficial do Município (JOM) de Mossoró.

Mas há necessidade de mais pessoal e existe uma lista de aprovados com esse direito suprimido.

Se houver acatamento do arrazoado do MPRN, pelo magistrado, outros 25 ou 26 concursados serão chamados.

Nota do Blog – Entre os aprovados e já convocados, depois de muita pressão, está meu querido amigo João Marciliano, o “Joãozinho” da Rádio Difusora.

Vai conciliar a atividade com a de competentíssimo repórter.

Sou seu fã.

O árbitro e o juiz, o futebol e a política

Uma máxima do futebol atesta que quando o árbitro aparece muito, quem perde é o próprio futebol.

Na política, a proeminência do juiz mostra que algo vai muito mal com a política.

Mossoró é um atestado disso.

Sua elite política parece ter esgotado vasto repertório de espertezas. Não tem muito mais a apresentar, anda longe de atender às demandas da sociedade, respeitar princípios da democracia e de fazer da política um fim – e não um meio de vida.

Sinceramente, não devemos xingar o magistrado. O árbitro, aqui e acolá, não tem como escapar da força do hábito das arquibancadas.

Como no futebol, na política sempre existem os insatisfeitos, até porque é mais fácil arranjar culpados do que aceitar suas próprias fraquezas, limites e deslizes.

O futebol sempre tem o que nos ensinar. A política ainda nos fará aprender muito.