Um grupo de manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Marcha das Mulheres ocupou hoje pela manhã a entrada da fábrica da indústria Guararapes Confecções S/A, em São Gonçalo do Amarante, ‘comemorando’ o Dia Internacional da Mulher.
A escolha do local não é por acaso.
A empresa faz parte da holding controlada pelo empresário Flávio Rocha, que nos últimos meses lançou e tem divulgado pelo país, o “Movimento Brasil 200”.
O episódio também não foi foi algo isolado e circunscrito ao Rio Grande do Norte.

Em Feira de Santana-BA, também houve cerco semelhante à porta de uma loja da rede Riachuelo, do mesmo grupo empresarial. Aos gritos de ”machista’ e ‘golpista’, a passeata teve a empresa e seu dirigente como foco (Veja AQUI).
Nome presidencial
Uma manifestante ao microfone gritava contra a rede de confecções, acusando-a de exploradora de mulheres.
Flávio Rocha, tido como nome potencial a uma candidatura à presidência da República, parece ser o novo alvo de movimentos organizados de esquerda. Sob a ótica política, ele não tem do que reclamar.
Uma eventual polarização só tende a ajudá-lo, como inadvertidamente fizeram com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
Pelo visto, a bola da vez é Flávio Rocha, que reagiu ao incidente publicizando um vídeo nas redes sociais. Nele, trata os manifestantes como “vagabundos” e “marginais”. Garantiu que não se intimida com pressões dessa natureza.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.