Sem Neymar, condutor de bola, driblador/finalizador, Brasil precisará mais do que nunca dos gols de Fred contra a Alemanha, hoje, no Mineirão, a partir das 17h.
Façam a bola chegar até ele. É “Matador”.
Fred praticamente não foi acionado na área durante a Copa do Mundo.
Os laterais não o procuraram pela linha de fundo. Faltou o meia de assistência e o próprio Neymar raramente passou a bola para tabelinha.
Hoje tem que ter.
No Fluminense, Fred joga com o time para ele. Laterais Bruno e Carlinhos cruzam; Conca dá assistência em espaço curto, centralizado. O segundo atacante (Rafael Sobis ou outro nome) encosta, abre espaço, procura acionar o centroavante do time carioca.
Gols saem.
Klose, da Alemanha, artilheiro das copas com 15 gols, ao lado de Ronaldo, é de área. Finalizador. Seus gols são na maioria com um toque final, sem dribles ou movimentações fora da área .
Até aqui, adversários marcaram demais os laterais do Brasil. Não tivemos meia criativo.
Oscar jogou por margens do campo; Neymar conduziu bola em demasia.
Paulinho e outros cabeças-de-área não foram o “elemento surpresa” na área contendora.
Fazer gol é uma construção coletiva. É como se testemunhássemos uma linha de montagem automotiva: tem começo, meio e fim. Na alemã Volkswagem é assim. No Brasil não deve ser diferente.
É hoje. O Brasil pode vencer a Alemanha, um bom time, mas que também sabe o peso da camisa amarelinha.
Hexa, Brasil!