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Maternidade é afetada por Covid-19 e toma decisões preventivas

Em virtude da atual fase da pandemia, que ocorre associada ao crescimento dos casos de síndrome respiratória aguda, e também afetada pelo afastamento de diversos colaboradores, a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), vinculada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e à Rede Ebserh (MEJC-UFRN-Ebserh), através do seu Comitê de Operações Emergências (COE) adotou uma série de medidas necessárias ao enfrentamento da pandemia:

Maternidade tem dezenas de servidores afastados devido doenças respiratórias e Covid-19 (Foto: MEJC)
Maternidade tem dezenas de servidores afastados devido doenças respiratórias e Covid-19 (Foto: MEJC)

– Suspensão das visitas nas enfermarias;

– Limite de uma visita diária na UTI Materna, com tempo máximo de 20 minutos;

– Reforço das medidas preventivas em todas as áreas do hospital;

– Mantida, na UTI Neonatal, a visita da mãe do neonato, sendo consentido ao pai, visitar seu filho, uma vez por semana;

– Permitida a presença de acompanhante para pacientes após o parto vaginal por um período de até 12 (doze) horas e, em caso de parto cesárea, a permanência será de até 24 (vinte e quatro) horas após o parto

– Permitida a presença de acompanhantes em tempo integral para pacientes, exclusivamente, em caso de parto gemelar e para os casos previstos em Lei, quais sejam, idosos (maior ou igual a 60 anos), crianças até 16 anos incompletos e portadores de necessidades especiais;

– Aplicação do Formulário de Triagem para Sintomas Respiratórios para os acompanhantes, bem como para os visitantes autorizados na UTI Materna e UTI Neonatal;

– Definido que todos os colaboradores do hospital, quando necessário, poderão ser convocados para assistência em áreas consideradas essenciais, considerando as competências e as necessidades, dos profissionais e das demandas;

– Suspensão da agenda de consultas de Ginecologia Geral, mantendo 01 (um) ambulatório aberto para atendimento prioritário, através do SISREG;

– Suspensão da agenda do Ambulatório Infanto-Puberal;

– Suspensão da agenda de Cirurgias Ginecológicas eletivas mantendo a agenda da Junta Médica para Casos Prioritários e cirurgias de urgência, após análise da Comissão de Autorização de Cirurgia, vinculada ao Núcleo Interno de Regulação (NIR);

– Mantida a agenda do Pré-natal de Alto Risco e um ambulatório de Patologia Cervical.

As medidas passam a vigorar imediatamente e constam da Resolução-SEI nº 74, de 24 de janeiro de 2022. Todas as providências têm objetivo de preservar os serviços essenciais, além de reduzir a circulação de pessoas na maternidade, garantindo maior proteção aos pacientes, profissionais de saúde e comunidade em geral.

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Hospitais universitários enfrentam paralisação a partir de hoje

Os empregados públicos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), lotados nos três hospitais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), param suas atividades a partir desta segunda-feira (13). Alegam descumprimento de acordos, sobrecarga de trabalho e deterioração dos atendimentos em saúde.

“Será garantido pleno atendimento das urgências, emergências, UTIs e outros serviços essenciais, mas lamentavelmente haverá impacto em milhares de consultas e exames”, esclarece a entidade.

Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), no município de Santa Cruz, e da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) e do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), ambos na capital, são os afetados.

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Dona-de-casa dá a luz numa cadeira no RN

Do UOL

Pelo quarto dia consecutivo o maior portal de notícias da América Latina mostra o caos na saúde pública do Rio Grande do Norte. Sua equipe passou vários dias levantando informações à produção dessas reportagens. Nenhuma novidade para quem   acompanha o cotidiano do tema no estado.

Mas há um diferencial: o fato de ser um órgão de comunicação de tamanha magnitude, fora do tititi da imprensa potiguar, gera maior importância à cobertura.

Veja abaixo a matéria:

Com a crise na saúde pública e a greve dos médicos, que já dura 80 dias no Rio Grande do Norte, os pacientes que necessitam de atendimento de emergência estão sofrendo com a demora nos hospitais de Natal.

Relatos colhidos pelo UOL apontam que a demora para receber o primeiro atendimento chega a 24 horas no hospital Walfredo Gurgel, maior emergência do Estado. Além disso, os pacientes são obrigados a ficarem internados em macas de hospitais pelos corredores por conta da falta de leitos. Há problemas de superlotação também nos hospitais pediátricos e maternidades, com registro de mortes de mães e bebês.

A dona de casa Terezinha Bezerra Costa, 51, contou que passou 24 horas sentada em uma das cadeiras da recepção do Walfredo Gurgel, quando finalmente foi transferida para uma das macas no corredor do hospital. Na noite do último dia 12, Costa reclamou à reportagem da demora na assistência médica. “Passei a noite gemendo de dor, com esse braço inflamado devido às várias fístulas e abcessos. Estou com febre e apenas uma enfermeira passou por aqui para dar uma olhada, mas os médicos passam e não param para me atender.”

Segundo relato do médico anestesista Madson Vidal, duas gestantes morreram em junho em busca de vagas em maternidades durante o trabalho de parto. “Imagine essas famílias pobres, que se preparam com enxoval, berço e tudo mais, e no final de tudo recebem, em vez de um bebê, dois caixões em casa. Isso é desumano”, disse.

Segundo o médico, a falta de atendimento em maternidades da capital gerou superlotação também na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC). “Existe uma boa estrutura para atender as mães no local, dentro da capacidade que eles suportam. Como eles atendem mais que a capacidade, porque a rede é deficiente, há a superlotação e os problemas.”

O UOL visitou o local no último dia 13, mas não conseguiu ter acesso às dependências da unidade. Porém, a acompanhante de uma mãe contou que ela foi obrigada a dar à luz em uma cadeira, no último dia 10.

“E não foi porque chegamos em cima da hora do parto: ela já esperava desde a manhã por uma vaga numa enfermaria ou sala de parto para ter o menino, mas não conseguiu. Graças a Deus eles estão bem, pois se dependessem do atendimento daqui estavam mortos”, disse a mulher, que pediu anonimato.

Leia matéria completa AQUI e continue comemorando a construção do Estádio das Dunas.