A “metrópole do futuro”, como a propaganda oficial trata Mossoró, não é apenas o que sai na divulgação em reportagens pagas.
Infelizmente, tem que conviver com mazelas advindas do alargamento do meio circulante.
Além do aumento na criminalidade, sucateamento de sua estrutura de Saúde, favelização, escassez de água e caos no trânsito, entre outros problemas, a prostituição ganha volume de porte industrial.
Para Mossoró tem migrado mulheres até de outros estados, para temporadas pontuais de “trabalho”.
Mas também é possível identificar, que o chamariz alcança municípios de menor porte, dentro do próprio RN. Adolescentes vêem em Mossoró uma oportunidade para faturar um dinheiro fácil, sem maiores compromissos.
Existem até agentes (proxenetas) especializados só nesse tipo de “produto”, que exige translado, algum custo eventual com estadia e maior cuidado quanto a problemas legais.
Muitas dessas jovens fazem rápidas viagens a Mossoró, alegando a familiares que farão visita a parentes, busca por emprego, compras ou simples presença em alguma festa.
A concorrência está muito acirrada.
São os efeitos colaterais do desenvolvimento.