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A força do sertanejo como gênero musical e sua guinada ideológica

Por Guilherme Werneck (Do Canal Meio)

Gênero musical e seus artistas estão pulverizados por todo o país (Foto: Meio)
Gênero musical e seus artistas estão pulverizados por todo o país (Foto: Meio)

Gusttavo Lima emergiu nesta semana como presidenciável. Sem partido, sem atuação política para além da de soldado na linha de frente da guerra cultural bolsonarista, o cantor, que tem 12,5 milhões de ouvintes mensais no Spotify, surge como a mais nova força da direita na pesquisa Quaest divulgada na última segunda-feira. Se o presidente Lula aparece com folga na preferência dos eleitores nos quatro cenários que combinam como opositores Tarcísio de Freitas (Republicanos), Gusttavo Lima (Sem Partido), Pablo Marçal (PRTB), Eduardo Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União), as intenções de voto no cantor mineiro radicado em Goiânia foram a maior surpresa do levantamento.

No pior cenário para o sertanejo, ele fica em terceiro lugar, com 12% das intenções de voto, apenas um ponto percentual atrás de Tarcísio de Freitas, ou seja, empatado ao se considerar a margem de erro. Já no melhor deles, sem Marçal nem Tarcísio na disputa, consegue um segundo lugar folgado, chegando a 18%.

O desempenho fez com que alguns partidos se mobilizassem em torno de seu nome nesta semana. PRTB e Avante já fizeram propostas de filiação. Nos próximos dias, ele deve conversar com o PRD — partido criado em 2023, a partir da fusão de PTB e Patriota. Legendas maiores, com mais dinheiro do fundo eleitoral, também se aproximaram de Lima. Mas União Brasil, PL e PP não conseguem vê-lo na disputa presidencial, preferem que o cantor tente concorrer ao Senado por Goiás.

Essa projeção de Gusttavo Lima pode ser pensada para além de sua própria figura e do papel que desempenhou nos últimos anos na corte de Bolsonaro. Reflete também o poder da música sertaneja hoje no Brasil. Na mesma segunda-feira, uma pesquisa sobre hábitos culturais, realizada pela consultoria JLeiva Cultura & Esporte e apresentada em um seminário no Itaú Cultural, mostrou que o sertanejo é o gênero musical favorito em 15 das 27 capitais brasileiras. Também é citado por 34% do público como um de seus três ritmos prediletos, superando o pagode (18%) e o samba (11%) somados.

Dá para dizer que, além de conquistar corações partidos e cotovelos doloridos, a música sertaneja também ocupa um papel importante dentro do Brasil polarizado, com uma associação direta com o agro, pop ou tradicional, e também com a direita. Mas nem sempre foi assim. Ao analisar historicamente os principais expoentes do gênero ao longo dos anos, havia uma fluidez política grande.

Contudo, desde o seu nascimento como gênero, o sertanejo é marcado por disputas nos campos simbólico e da cultura. Além disso, a maneira como o negócio da música sertaneja se estrutura ao longo dos anos e a oposição que sofre de setores progressistas têm muito a ver com a recente guinada à direita.

Jeca Tatu versus Jeca total

A música sertaneja como conhecemos hoje começa a se formar nos anos 1970, durante a ditadura militar, embora só vá dominar os ouvidos da classe média a partir dos anos 1990. E nasce de uma ruptura dupla. De um lado, quer se diferenciar da música tradicional caipira; de outro, da idealização do homem do campo combativo e revolucionário, feita por compositores que viriam a formar a MPB nos anos 1960, como Geraldo Vandré, Milton Nascimento e Edu Lobo.

A distinção entre os dois estilos está bem descrita no livro Cowboys do Asfalto – Música Sertaneja e a Modernização do Brasil, lançado pelo historiador Gustavo Alonso em 2015, a partir de sua tese de doutorado — curiosamente a primeira a se debruçar sobre o gênero no país, mais de quatro décadas depois de seu surgimento.

Alonso trata dessa lacuna no livro, e aponta alguns fenômenos para que a música sertaneja não seja objeto de estudo. O primeiro deles é uma espécie de conservadorismo saudosista. Escreve-se sobre a música caipira a partir de uma idealização do homem do campo e de sua relação com a cultura.

Nesse sentido, entender a criação da figura do caipira — e sobretudo os preconceitos e idealizações — é fundamental para dar contorno à gênese desse gênero. No imaginário do Brasil educado, o símbolo do caipira é Jeca Tatu, personagem de Urupês, publicado em 1918 por Monteiro Lobato. Uma figura preguiçosa, que não queria melhorar de vida, à mercê do voto de cabresto, símbolo do atraso.

Um estudo mais bem acabado sobre o caipira só surgiria em 1964, Os Parceiros do Rio Bonito, escrito pelo professor de literatura da USP Antonio Candido, sob uma chave marxista. Deixar esse homem do campo parado no tempo, a despeito das transformações sociais e do êxodo rural que ocorre com a industrialização, preenche o imaginário de toda uma linha de pensamento sobre a música caipira.

Tradição caipira

O cantor Sérgio Reis vive sérios problemas após fazer propagação de ideias antidemocráticas (Reprodução BCS)
O cantor Sérgio Reis faz parte de um segmento tradicional, segundo alguns estudiosos (Reprodução BCS)

“Os escritores da linha saudosista aceitam como legítimos apenas artistas que se identificam com a tradição caipira e a respaldam, como Inesita Barroso, Sérgio Reis, Rolando Boldrin, Pena Branca & Xavantinho e Renato Teixeira. Esses artistas não teriam esquecido as suas origens rurais e seus legítimos representantes, músicos como João Pacífico, Angelino de Oliveira, Raul Torres, Cornélio Pires e Tonico & Tinoco”, escreve.

A oposição se dá com artistas que teriam deturpado os valores autênticos do caipira. Alonso lista justamente os modernizadores do gênero, que não apenas trocam as violas pelas guitarras, baixos, baterias e teclados, como ousam sacrificar a pureza caipira ao incorporar em seus sons o rock americano por via do iê-iê-iê da Jovem Guarda, as rancheras mexicanas e as guarânias paraguaias. São artistas dos anos 1970 como Leo Canhoto & Robertinho, Milionário & José Rico ou Trio Parada Dura.

É uma crítica semelhante à feita aos tropicalistas, lembrando que o tropicalista de primeira hora Tom Zé já cantava sua moda de viola 2001 com os Mutantes. Mas diferentemente dos tropicalistas, que após o exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil passaram a ser aceitos no seleto clube da Música Popular Brasileira, os sertanejos não conseguiram fazer a travessia para o gosto da elite intelectual.

O sucesso desses primeiros artistas que ousaram romper com a tradição é concentrado em algumas gravadoras populares, como a Continental, a Chantecler, a Copacabana. E a partir de 1977, quando a rádio FM é introduzida no país, eles ficam relegados à banda AM. Mesmo duplas que têm sucessos enormes de vendas nos anos 1980, como Chitãozinho & Xororó, não conseguem romper a barreira do FM nessa década.

A grande mudança vem nos anos 1990, quando o sertanejo explode em todo o país e, ao lado do pagode e do axé, se torna não só a música mais vendida como garante também uma ampla difusão em rádio e TV. Ninguém conseguiria mais ignorar o estilo, independentemente de classe social. Não por acaso, é o som que embala as festas do presidente Fernando Collor de Mello na famosa Casa da Dinda.

Para parte da esquerda, a leitura é de que essa música, que agora se aproxima mais do som country pop de Nashville, de artistas como Garth Brooks, além de cafona e pobre liricamente, é também a trilha sonora de um neoliberalismo collorido. Nada de muito novo para uma turma que já vinha apanhando há anos por conta de seu som impuro e entreguista, mero produto da indústria cultural.

Não que isso importasse. Essa geração colecionou discos de platina e lotou por anos as casas de show mais cobiçadas das capitais, como o Canecão, no Rio de Janeiro, ou o Olympia em São Paulo. E, enquanto as grandes gravadoras davam as cartas do mercado e dominavam rádio e televisão, continuaram a vender como água e a fazer shows grandiosos, não só nos rodeios do interior e nas festas de peão — a mais famosa delas acontece em Barretos, no interior de São Paulo—, como nos grandes centros urbanos.

Criando raízes nas capitais, a cultura sertaneja passa a se instalar de uma maneira que não pode ser mais desprezada. Mesmo quando a indústria do disco começa a morrer com a chegada do MP3 no começo dos anos 2000, ela se adapta com facilidade. Mas agora com uma nova geração, ainda mais pop, batizada de sertanejo universitário.

Essa leva começa com duplas como João Bosco & Vinícius, César Menotti & Fabiano e depois desemboca nos sucessos de Luan Santana e Michel Teló. É dessa época, por exemplo, a abertura do Villa Country em São Paulo, até hoje o maior templo da música sertaneja da cidade.

Conversando com Gustavo Alonso, ele vê uma virada na distribuição da música nesse momento. As rádios seguiam importantes, mas, com as gravadoras em declínio, a nova geração abraça a pirataria. “Eles gravavam disco pirata e davam os CDs. E claro, já tinha a internet, o MP3.

Estratégias

Curioso que alguns deles fizeram sucesso antes em alguns lugares que não esperavam. Por exemplo, Vitor & Leo foram morar em São Paulo achando que iam bombar na cidade, onde gravava a geração anterior, e começam a ver a música deles tocar em Uberlândia, por conta da internet”, diz.

Começa aí uma mudança importante que impacta a geração de hoje. Como manter o interesse — e os negócios lucrativos — quando a música produzida tem de competir com canções de todas as épocas disponíveis nas plataformas de steaming? Como migrar do tempo da TV para os canais de YouTube?

Duas estratégias se mostraram vencedoras. A primeira foi a aposta no ao vivo, em grandes espetáculos, festivais, rodeios. Produtoras como a Talismã Music, a Workshow, a AudioMix ou a FS Produções Artísticas passam a dominar esse mercado, não apenas vendendo shows em grandes centros, mas trabalhando as cidades médias, muitas vezes vendendo shows para prefeituras. E, para fazer a música circular, se valeram de uma estratégia emprestada das igrejas evangélicas: não pagar jabá (dinheiro para tocar música na rádio), mas comprar estações de rádio para ajudar a difundir os artistas. Isso sem deixar de fazer um trabalho sério de divulgação junto aos principais streamings e em redes sociais.

Ao mesmo tempo, a música não para de se modernizar e se multiplicar. O que hoje chamamos de sertanejo engloba uma série de subgêneros, do sertanejo raiz ao universitário, do pop ao romântico, da sofrência ao feminejo, além de interseções com outros gêneros populares como o arrocha e o piseiro. É uma cultura muito mais fluida, que já não faz distinção entre arranjos com instrumentos acústicos, elétricos ou eletrônicos.

Política, sucesso e identidade

Se hoje culturalmente o som sertanejo é tão amplo, como explicar a sua guinada para a direita? Na nossa conversa, Alonso identifica alguns movimentos sociológicos. Primeiro é a transformação do campo em agronogócio. A cultura sertaneja hoje é uma cultura urbana. “Apesar do nome sertaneja, eu diria que hoje ela é mais a música das cidades médias brasileiras. Não é exatamente a música de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte, embora esteja nessas cidades. Mas são as músicas de Maringá, de Araraquara, de Uberlândia, de Sinop. É o som de um Brasil interiorano, mas que também é urbano.”, diz

E existe o fator de crescer junto com a ideia do agro. “O agro nasce nos anos 1970, com a Embrapa fazendo os estudos de química dos solos que permitem com que comece a se plantar no cerrado, que antes vivia de agricultura de subsistência.” Enquanto o braço do Estado transforma o interior do Brasil em um celeiro mundial, o som sertanejo passa a ser a trilha sonora das cidades que concentram as populações que vivem nessas cidades em franca expansão populacional.

Correndo por fora, existe essa pecha de neoliberal que vem desde os anos Collor. Alonso pensa que, de certa maneira, o campo progressista entregou a música sertaneja para o agro, e desconsiderou seus matizes. “A música sertaneja poderia ser a grande trilha sonora da era Lula, se houvesse uma mínima simpatia por ela. Veja, Lula integrou uma multidão às universidades na mesma época em que surge o sertanejo universitário”, diz.

Zezé e Luciano chegaram a fazer trabalho para Lula (Foto: divulgação)
Zezé e Luciano chegaram a fazer trabalho para Lula (Foto: divulgação)

Salienta, que em seus dois primeiros mandatos como presidente, Lula nunca rompeu com o agro, que Blairo Maggi foi ministro de Dilma Rousseff e que o agro sempre esteve próximo a todos os governos. E que, mesmo entre os sertanejos, havia apoio ao governo Lula. Zezé di Camargo & Luciano, por exemplo, chegaram a fazer jingle para a campanha do petista em 2002.

Nessa questão do preconceito da esquerda, há um paralelo muito próximo com o Brasil evangélico, na visão de Alonso. “Eu arrisco uma hipótese de por que foi tão difícil para os progressistas negociar com essa estética: acho que, no final das contas, é uma dificuldade em ler o Brasil, o Brasil real, o Brasil profundo.”

A guinada à direita viria, então, desse sentido de exclusão, de falta de diálogo e que se torna mais radical com o ambiente de polarização após o impeachment de Dilma. “Nessa hora, a maior parte escolhe um lado. Mas não dá para tratar isso como um fenômeno absoluto. A gente tem exemplos, principalmente dentro do sertanejo mais feminista, de negar esse lugar. Em cultura, nada está dentro de uma caixinha absoluta”, argumenta.

Processo de branqueamento

Uma outra hipótese levantada com frequência é de que a música sertaneja chega a esse lugar através de um processo de branqueamento, que vem junto com a modernidade. Marcos Queiroz, professor no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, desenvolve essa tese em um dos episódios mais interessantes da série Música Negra do Brasil, produzida pela Rádio Batuta, do Instituto Moreira Salles.

Para ele, o gênero sertanejo é antropofágico, bebe de todo o tipo de influências da música de diversas partes do mundo, mas só os brancos conseguem digerir as referências e se manter no mercado. E que esse branqueamento acaba trazendo o apagamento das raízes negras, acarretando em uma falta de representatividade na cena atual.

Alonso tende a relativizar esse branqueamento, dizendo que a polarização o incomoda. “Há uma retórica atual, muito ligada às pautas identitárias, que só quer ver o indígena ou o negro quando ele atua como se espera que o indígena ou o negro atuem. Quando ele não atua desse jeito, não é nem reconhecido como negro nem como indígena” diz.

Ele lembra de uma série de exemplos de negros e indígenas na música, como João Paulo, da dupla com Daniel, de Rick, par de Renner ou, mais recentemente,  de Gabriel Vittor, dos Agroboys, uma das duplas mais entusiastas do agronejo. “Chitãozinho & Xororó têm claros traços indígenas. Claro que isso foi sumindo ao longo da carreira porque o enriquecimento e as plásticas diminuem isso”, diz. “Não é que não haja esse embranquecimento, mas eu fico mais preocupado com o embranquecimento do olhar.”

Fato é que de Ouro Fino à descida pra BC, passando pelo Rancho Fundo, o sertanejo hoje fala com e sobre o Brasil. É só ouvir.

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Mossoroense Bia Gurgel brilha no The Voice Kids

A mossoroense Bia Gurgel, 14 anos, brilhou como estrela de primeira grandeza na audição desse domingo (13) à tarde do programa The Voice Kids, da Rede Globo de Televisão.

Ela cantou “Como nossos pais”, letra de Belchior que foi imortalizada por Elis Regina.

Com interpretação própria, Bia encantou os jurados do programa que de forma uníssona aprovaram sua apresentação.

Filha da produtora cultural e cantora Katharina Gurgel e o engenheiro Fabrízio Almeida, Bia fez uma apresentação considerada exuberante por Carlinhos Brown, Michel Teló e Gaby Amarantos.

Ela credencia-se, com a classificação de hoje, para avançar à próxima etapa do certame.

Nota do Blog – Brilhante, menina. Eu nunca tive dúvidas que seria assim. Parabéns.

PS – Se você não estiver conseguindo acessar o vídeo no boxe acima, nessa postagem, clique AQUI e vá direto para nossa plataforma no Instagram.

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Mossoró Cidade Junina 2017 tem programação apresentada

A Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) anunciou nesta quinta-feira (25) a programação do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2017. O evento acontece de 02 de junho a 02 de julho e vai contar com atrações nacionais, regionais e, principalmente, com a valorização dos artistas da terra.

A prefeita Rosalba Ciarlini lançou a programação e mencionou a importância do evento para Mossoró. “Enfrentando essa crise, vamos fazer o São João mais cultural do Brasil”, comentou.

Lançamento aconteceu na Estação das Artes e proposta é festa com contenção de custo (Foto: PMM)

Os shows do São João Mais Cultural do Brasil na Estação das Artes Elizeu Ventania começam no dia 15 de junho já com a apresentação da maior banda de forró do Brasil: Aviões do Forró, além de Saia Rodada e Jonh Modão.

No dia 24 de junho, com transmissão da Globo Nordeste, o MCJ recebe o cantor Michel Teló. E a noite terá ainda Forró com Ella, Naelson Junior, Junior Vianna e Aline e Dayvid.

Os shows na Estação das Artes serão encerrados no dia 30 de junho com Zé Cantor e a sua banda Solteirões do Forró, Sirano e Sirino, Forró Classe A e Renata Falcão.

O MCJ 2017 terá ainda Lagosta, Zezo, Cavaleiros do Forró, Amazan, Waldonys, Gabriel Diniz e muito mais do que você imagina.

Pingo da Mei Dia

A programação do Pingo da Mei Dia foi anunciada na semana passada. O evento que abre o MCJ 2017 em 10 de junho vai contar com shows de André Luvi, Aline e Dayvid, Forró dos 3, Giannini Alencar, João Neto Pegadão, Nataly Vox e Renata Falcão.

Boca da Noite

Novidade do Mossoró Cidade Junina 2017, o Boca da Noite “encerra” o evento no dia 1° de julho, a partir das 18 horas, com shows de Ewerton Linhares, Felipe Grilo, Everaldo Jr e Banda do Magão.

Confira a programação do Mossoró Cidade Junina 2017

10/06 – Pingo da Mei dia

Nataly Vox, Forró dos 3, André Luvi, Giannini Alencar, João Neto Pegadão, Renata Falcão e Aline e Dayvid

15/06 –Saia Rodada, Jonh Modão e Aviões do Forró

16/06 – Lagosta, João Neto Pegadão, Felipe Costa e Forró dos 3

17/06 – Elas Cantam Brega, Darlan Dias, Zezo, Ciro Robson e Lucas Lima

22/06 –  Farra de Playboy, Cavaleiros do Forró e Dimas Araújo

23/06 –Grupo Vina, Trio Mossoró, Amazan, Wonney Saraiva, Roberto do Acordeon e Forró Encaixe

24/06 – Forró com Ella, Naelson Junior, Junior Vianna, Michel Teló e Aline e Dayvid

29/06 – Brilhantes do Forró, Giuliam Monte, Waldonys e Gabriel Diniz,

30/06 –Sirano e Sirino, Forró Classe A, Solteirões do Forró e Renata Falcão

01/07 – Boca da Noite

Ewerton Linhares, Felipe Grilo, Everaldo Jr e Banda do Magão.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Farra de festas com verba pública é destaque no UOL

Do UOL

Os indícios de superfaturamento no pagamento de cachês a cantores e bandas estão sendo alvo de investigação pelo Ministério Público no Rio Grande do Norte. Somente em 2012, as cidades de Macau (181 km de Natal) e Guamaré (170 km da capital) gastaram mais de R$ 6 milhões com shows durante o Carnaval e uma festa de emancipação. Há casos em que uma banda recebeu R$ 700 mil por apresentações. O valor gasto com as duas festas em Guamaré supera o principal repasse feito pelo governo federal ao município este ano.

Segundo o Tesouro Nacional, Guamaré recebeu R$ 3,58 milhões até o mês de julho pelo FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Segundo planilha de valores pagos em cachê, informada pelo MP, a cidade de Guamaré gastou, somente em 2012, R$ 4,1 milhões com o pagamento de artistas para as festas de Carnaval e de emancipação política do município (realizada entre 2 e 6 de maio). 

A prestação de contas apresentada pela prefeitura aponta para o pagamento de cachês em preço acima dos cobrados pelos artistas. A dupla Zezé di Camargo e Luciano foi uma das atrações da festa de emancipação e teria recebido R$ 450 mil para se apresentar no dia cinco de maio. Porém, o cachê da dupla, hoje, estaria em torno de R$ 150 mil, segundo ranking divulgado pela “Folha de S. Paulo“.

No ranking, o show mais caro seria o de Michel Teló, que custaria R$ 350 mil – R$ 100 mil a menos do que o valor pago pela prefeitura à dupla sertaneja, por exemplo. Outros valores de shows também chamam a atenção pelos preços cobrados.

O cantor Fábio Jr. teria recebido o cachê de R$ 290 mil. As bandas Parangolé (R$ 215 mil), Cheiro de Amor (R$ 215 mil) e Garota Safada (R$ 157 mil) também aparecem na lista com quantias acima das cobradas pelos grupos no mercado. A festa de Carnaval da cidade também teve gastos milionários em 2012, com a contratação de bandas famosas. A atração mais cara da festa foi o baiano Ricardo Chaves, que teria recebido R$ 270 mil de cachê.

Também adeptas do axé, Tatau e Banda (R$ 265 mil) e Chicabana (R$ 262 mil) foram inclusas na lista das mais bem pagas.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Nota do Blog – Todo o conteúdo dessa matéria tem sido divulgado por setores da imprensa do Rio Grande do Norte há bastante tempo. Aluguns prefeitos foram cassados, outros afastados e conseguiram retornar, nenhum tostão foi devolvido e o povão continua sua odisseia: sofre mas goza. Inocente útil.

Dorgival Dantas ensaia parceria com sucesso mundial

Fenômeno mundial com a música “Aí se eu te pego”, transformado em febre nos mais variados quadrantes do planeta, o cantor Michel Teló ensaia parceria com artista muito conhecido entre nós.

Ele afina contato com o músico, cantor-compositor Dorgival Dantas, natural de Olho D´água do Borges (região Oeste do Rio Grande do Norte), para parcerias musicais.

Os dois tiveram o primeiro contato recente através da Internet, acertando a partir de então uma conversa “ao vivo”.

Em 2010, Dorgival ficou entre os cinco compositores que mais obtiveram ganho com direitos autorais no Brasil; em 2011 seu nome continuou em alta e parece que 2012 começa sorrindo também.

Nota do Blog – Sucesso merecido, que se diga