O ministro da Educação, Victor Godoy, anunciou nessa sexta-feira (7), em vídeo publicado em seu Instagram, que irá liberar o orçamento das universidades e institutos federais. A decisão acontece um dia após forte pressão de reitores e estudantes, e de denúncia da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) quanto ao bloqueio de R$ 328 milhões, nas verbas já previstas para este ano.

No vídeo, Godoy não esclarece se os valores liberados serão totais ou parciais, apenas afirma que: “O limite de empenho será liberado para universidades federais, institutos federais e a Capes”. Ontem, a Andifes afirmou que instituições não teriam dinheiro para pagar contas básicas caso o MEC insistisse no bloqueio”.
O bloqueio no orçamento ocorreu dois dias antes do 1º turno das eleições e foi assinado pelo Ministério da Economia, em que Paulo Guedes é o titular da pasta, e pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Godoy, antes de recuar e liberar o orçamento, ele conversou com Guedes, que foi sensível ao assunto. Num primeiro momento, o ministro gravou vídeo garantindo que não haveria cortes, mas um ‘contingenciamento’. E apontou que tudo não passava de distorção dos fatos com interesse eleitoreiro.
Agora, na real, volta atrás.
Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Publiquei nota da Andifes na quinta-feira (6) – veja AQUI – sobre o assunto, e dia passado, pronunciamento do ministro e do presidente dessa entidade, professor Ricardo Marcelo Fonseca (veja AQUI).
Em área interna de rede social cheguei a ser ameaçado de levar surra e tratado com palavras pesadas, por ter noticiado um fato real, com base em fontes oficiais. Agora, o ministro e seu governo voltam atrás. Quanta ironia.
Ó tempos, ó costumes!
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