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Ministro da Previdência pede exoneração; Lula empossa substituto

Lula e Lupi têm nome amarrado de Carlos Eduardo (Fotos: Ricardo Stuckert/Renato Araujo/Agência Brasil)
Lula e Lupi se acertaram para tentar estancar crise (Fotos: Ricardo Stuckert/Renato Araujo/Agência Brasil/Arquivo)

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (02), 9 dias depois da Polícia Federal (PF) revelar investigações sobre um esquema de descontos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O prejuízo estimado da fraude é de R$ 6,5 bilhões no período de 2019 a 2024.

O ex-ministro se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto pela tarde.

O encontro não constava na agenda oficial.

O presidente Lula tratou logo de botar um substituto em seu lugar, mas sem tirar o PDT da cadeira (veja mais abaixo).

O pedetista foi aconselhado por deputados a pedir demissão sob a condição de que firmasse o discurso de que as fraudes começaram no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e as apurações ficaram a encargo do governo petista. Em seu perfil no X (ex-Twitter), o pedetista agradeceu ao chefe do Executivo pela confiança e pela oportunidade de comandar um ministério. Reiterou que seu nome não foi citado em nenhuma investigação em curso.

As atas das reuniões do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) mostram que Lupi foi alertado sobre o aumento de descontos não autorizados em aposentadorias em junho de 2023, mas levou 10 meses para tomar alguma providência.

Substituto

O novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, 52 anos, foi empossado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta 6ª feira (2.mai.2025). Filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), o ex-deputado federal assume o ministério depois do pedido de demissão de Carlos Lupi.

Secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Wolney Queiroz é da base aliada ao governo. Está filiado ao PDT desde 1992 e é o atual presidente estadual do partido em Pernambuco. Iniciou sua carreira política como vereador em Caruaru (PE), no ano seguinte.

Foi deputado federal por seis mandatos, mas não se reelegeu em 2022.

Wolney Queiroz teve seis mandatos de deputado federal (Foto: redes sociais)
Wolney Queiroz teve seis mandatos de deputado federal (Foto: redes sociais)

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PF mira entidades suspeitas por golpe bilionário no INSS

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

Do Canal Meio e outras fontes

A investigação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU) sobre o golpe de R$ 6,3 bilhões em aposentados e pensionistas do INSS enquadrou 11 entidades de classe, mas um total de 31 são suspeitas de fraude nas cobranças de “mensalidade associativa”. Desconfiada da lisura em 1.374 descontos entre 2016 e maio de 2024, a CGU procurou os beneficiários. De abril a julho do ano passado, o órgão entrevistou presencialmente 1.273 pessoas para perguntar se elas haviam autorizado as cobranças.

“Apenas 52 informaram estar filiadas a uma entidade, e 31 autorizaram o desconto, indicando a possibilidade de 98% dos casos serem indevidos”, escreveu a CGU em relatório que municiou a PF. Para 21 entidades, 100% dos entrevistados disseram não ter autorizado o desconto. Para sete entidades, esse percentual variou de 71% a 99%. Para outras três, essa proporção variou de 17% a 33%.

A entidade com mais descontos irregulares foi a Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas do INSS (Caap), que promete auxílio psicológico, apoio jurídico e desconto em clínicas de saúde, e realizou 214 descontos irregulares dos 215 efetuados. (UOL)

Alerta

Atas de reuniões mostram que o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, foi alertado em junho de 2023 sobre o aumento de descontos não autorizados em aposentadorias, mas levou quase um ano para tomar as primeiras providências. O primeiro sinal a Lupi ocorreu no Conselho Nacional da Previdência Social, presidido por ele e que reúne as cúpulas do ministério e do INSS, associações de aposentados, sindicatos e entidades patronais.

Quem deu o alerta ao ministro foi a então conselheira Tônia Galleti, representante do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (SINDNAPI), em reunião no dia 12 daquele mês. Segundo a ata, o ministro respondeu que “seria necessário realizar um levantamento mais preciso”. Prometeu tratar do tema na reunião seguinte, em julho, mas não o fez. (TV Globo)

Em entrevista à CBN, Tônia disse que suspeitou das fraudes no INSS dois anos antes, em 2021, logo após entrar no conselho. Ela afirma ter feito inúmeros alertas, tanto no governo de Jair Bolsonaro quanto na gestão do presidente Lula. Como nada foi feito, adotou a medida que classificou como ‘extrema’ de levar a pauta ao próprio colegiado. Só em março do ano passado o INSS tomou a primeira providência, quando o esquema já era investigado pela CGU. Na ocasião, o órgão suspendeu novos acordos de cooperação e deixou mais rígidas as regras para firmar esses acordos, mas a suspensão daqueles sob suspeita só ocorreu na semana passada, após operação da PF. Tônia lamenta ter ficado “de mãos atadas”. (CBN)

Lupi se defendeu usando com o argumento de que as irregularidades, que levaram à demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, são herança do governo anterior. O ministro afirma ter certeza de que o caso tem “safadeza de muita gente”, mas argumenta que o governo não foi omisso.

“Muitas instituições abusaram e devem pagar por isso. Os beneficiários têm de ser restituídos. Mas não pode generalizar, senão a gente instaura um tribunal de inquisição,” destacou. (Folha)

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Empréstimos consignados sangram aposentados e pensionistas

Do Blog Tio ColorauEmpréstimos consignados

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, afirmou que irá lutar para que os bancos baixem os juros dos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas.

“Acho um absurdo (as taxas). Qual o risco, se o salário é a garantia”?

Nota do Canal BCS – Meu caro Tio, o absurdo não está apenas nas taxas, mas na própria concessão dos empréstimos. Sobretudo nos pequenos municípios e famílias mais carentes, muitas vezes o aposentado ou pensionista é a maior ou única fonte de renda.

Os empréstimos desenfreados arruinaram essa camada da população e o meio circulante. Levaram milhões de famílias ao endividamento permanente.

Essa ideia mirabolante foi estabelecida nesse formato para atender a duas pontas da engrenagem político-eleitoral, no primeiro Governo Lula. Na prática, só beneficiou os bancos, alguns que até se transformaram em gigantes com esse ‘eldorado’ fácil.

A Medida Provisória nº 130/2.003, foi o ponto de partida para essa erosão.

Isso precisa ser revisto.

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