A manobra acrobática dos Rosado para fazer a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) prefeita de Mossoró, revela, com crueldade, como essa elite trata seus liderados: não passam de vassalos, lenha para sua caldeira.
Mostra que só eles, Rosado e derivados, têm valor e méritos para cargos de comando, mandatos de expressão.
O restante cumpre tarefas menores. Alguns mais espertos, até ganham chance de enriquecimento rápido e melhoria no padrão material de vida. Desde que não inventem de aspirar postos eletivos e continuem fornecendo energia para a ‘locomotiva’ Rosado.
A grande maioria dos militantes é mesmo subproduto humano, a serviço da Casa Grande. Deixam-se escravizar, numa servidão voluntária derivada da fraqueza ou da mais pura ignorância. Conformam-se com migalhas, às vezes uns trocados ou nem isso.
Esse modelo centralizador, espoliador, excludente e reducionista de ver o mundo parece ter chegado ao paroxismo da arrogância e insulto à maioria dos mossoroenses.
Com enorme contorcionismo, para fugir às amarras da lei, impõe-se uma postulação baseada na vontade de um casal. Eles querem, os vassalos murcham as orelhas e cumprem suas ordens.
Nas últimas décadas não há qualquer cargo eletivo de expressão, conquistado pelas facções dos Rosado, que não tenha sido destinado a seus próprios integrantes. Nenhum. De vereador a governador do Estado. Todos, sem exceção.
E mesmo assim, boa parte de seus seguidores ainda se sente valorizada, sem perceber que faz parte de uma engrenagem que reproduz o sistema de casta indiano.
Os liderados, sem chance ao topo, são os párias. O lixo. Seus líderes encarnam o papel da divindade: seres superiores.
Quem se rebela contra a dominação é visto como ‘ingrato’, ‘recalcado’ ou ‘doido’.
Pobre Mossoró!