Arquivo da tag: MPF

MPF consegue condenação de vereador mossoroense

Tribuna do Norte online

O Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró obteve, através de embargos de declaração, a reforma da sentença que condenou sete envolvidos na chamada “Máfia dos Sanguessugas”, por desvio de mais de R$ 700 mil destinados à Fundação Vingt Rosado.

A decisão judicial confirmou as sanções aplicadas aos condenados anteriormente e ainda acrescentou a de suspensão dos direitos políticos para o vereador de Mossoró Alex Moacir de Souza Pinheiro (PMDB).

A decisão, da qual cabem recursos, foi tomada ainda em 2014, porém teve de ser corrigida para inclusão da sanção aplicada a uma condenada, que havia sido omitida na sentença integrativa.

Além do vereador, foram condenados Francisco de Andrade Silva Filho, Valney Moreira da Costa, Gilmar Lopes Bezerra, Vânia Maria de Azevedo Moreira, Vera Lúcia Nogueira Almeida e Joacílio Ribeiro Marques, todos por atos de improbidade.

Veja mais detalhes AQUI.

Ex-superintendente do INCRA/RN rebate denúncia do MPF

O ex-superintendente do INCRA/RN Paulo Sidney envia email ao Blog, em que rebate postagem com resumo de denúncia formalizada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na ação, ele é denunciado por suposta “advocacia administrativa”.

Veja abaixo, na íntegra:

Utilizo-me do espaço de seu prestigiado Blog para prestar esclarecimentos acerca da matéria veiculada no dia 05 deste (veja AQUI), que trata de denúncia apresentada à justiça pelo MPF sobre suposta prática de advocacia administrada praticada por mim quando gestor do INCRA/RN em favor da AACC/RN.

Em primeiro lugar, gostaria de destacar que essa denúncia foi objeto de auditoria realizada no órgão pelo Tribunal de Contas da União – TCU no ano de 2006, como você mesma veiculou em sua matéria. Pois bem, essa auditoria resultou nos acórdãos 1.512/2010 e 2.935/2011, os quais concluíram por não acolher tais denúncias, ou seja, tais práticas foram comprovadamente inexistentes.

Ainda no tocante aos acórdãos do Tribunal de contas, o mesmo constatou que o tempo de tramitação desse processo em nada diferiu dos demais processos semelhantes que tramitam no órgão. Ademais, o referido processo encontra-se totalmente finalizado, com prestação de contas aprovada.

Por fim, gostaria de enfatizar que todos os processos oriundos de auditorias realizadas pelo TCU referentes ao período que fui gestor do INCRA/RN concluíram pelo julgamento regular de minhas contas.

Grato pela divulgação de tais esclarecimentos.

Paulo Sidney

MPF dá orientações para transição de governo no RN

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou nesta segunda-feira (20 de outubro), aos dois candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, documento contendo orientações sobre algumas cautelas a serem observadas por aquele que for eleito, quando da transição de governo.

Segundo o procurador da República Kleber Martins, que assina os documentos, a razão de o MPF se antecipar ao próprio resultado é o fato de que, após as eleições, restarão apenas dois meses para a transição no cargo. Isso, associado às festividades de final de ano, poderia comprometer a adequação da medida caso o MPF aguardasse a formalização do resultado final.

O objetivo do documento é o de evitar que irregularidades sejam cometidas contra o patrimônio público, levando o Ministério Público Federal a ter que mover processo judiciais por crimes e atos de improbidade.

Além dos candidatos, o MPF também apresentou à atual governadora do Estado, Rosalba Ciarlini (DEM), documento semelhante, com foco voltado, principalmente, para a preservação da documentação de convênios.

Veja documento na íntegra clicando AQUI.

Justiça decide nova intervenção na Dix-Sept Rosado

O Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró pediu e a Justiça Federal determinou a intervenção judicial na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (Apamim), entidade que administra a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado. O objetivo é assegurar que a Junta Interventiva continue administrando a instituição, até que os problemas apontados na gestão dos antigos administradores sejam devidamente apurados.

A decisão da 8ª Vara da Justiça Federal em Mossoró prevê ainda que o Município mantenha o repasse de recursos financeiros à Apamim, a fim de que sejam restabelecidos, de forma integral e satisfatória, os serviços de urgência em obstetrícia, ginecologia, anestesiologia e pediatria, sob pena de bloqueio de conta pública ou remanejamento de verba destinada para a propaganda institucional.

Procuradores

Os procuradores da República Emanuel Ferreira e Aécio Tarouco participaram da inspeção judicial realizada na Apamim, na manhã da terça-feira, 23 de outubro, e concluíram pela “necessidade de imediato deferimento de intervenção judicial por parte da Justiça Federal”.

De acordo com o MPF, “tem-se que a situação administrativa da Apamim encontrou certa estabilidade e organização somente após o início dos trabalhos da nova diretoria indicada no bojo de intervenção judicial determinada na ação civil pública 1141-20.2014.5.21.0013, em trâmite na Justiça do Trabalho”.

Para os procuradores, somente a continuidade dos trabalhos dessa junta permitirá diagnosticar com precisão os graves problemas administrativos que impedem o bom funcionamento da instituição. A atual intervenção, conforme informado pelo Ministério Público do Trabalho na inspeção judicial, é alvo de impugnação e pode ser extinta a qualquer momento.

Prejuízo

Os membros do Ministério Público Federal alertam que, no caso de se extinguir a intervenção da Justiça do Trabalho, “os mesmos agentes que anteriormente administraram a entidade e causaram esse estado de caos poderiam voltar a administrar a Apamim, em franco prejuízo à apuração dos fatos”.

Independente desse risco, o MPF aponta que a gravidade dos fatos, muitos deles comprovados na inspeção judicial, recomenda que os trabalhos da junta interventiva sejam reportados diretamente também à Justiça Federal. A demanda na Justiça do Trabalho tem como objetivo proteger mais especificamente os direitos trabalhistas diretamente desrespeitados pela Apamim.

A intervenção da Justiça Federal, por sua vez, permitiria alcançar de forma mais direta a proteção ao direito à saúde e à vida de todos que necessitam de atendimento na casa de saúde. Os procuradores agora aguardam o relatório da Junta Interventiva para decidir sobre novas medidas a serem adotadas. O processo na Justiça Federal tramita sob o nº 0800637-65.2014.4.05.8401 e é de autoria do Conselho Regional de Medicina.

Intervenção

Entre os motivos que levaram a Justiça do Trabalho a decretar a intervenção na Apamim estão os débitos com salários, fornecedores e bancos, além de dívidas trabalhistas, fiscais, previdenciárias, a falta de depósitos do FGTS dos empregados e de um balanço ou inventário patrimonial da entidade.

A Justiça do Trabalho nomeou uma junta interventora, formada quatro pessoas, que assumiu de imediato a gestão do hospital, com o objetivo de apresentar um diagnóstico completo da situação.

Veja matéria na própria página na Web do MPF, clicando AQUI.

 

A delação premiada e o linchamento moral antecipado

Detalhe sobre “delação premiada”: não basta apontar nomes; é preciso oferecer provas.

O depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa (veja AQUI), é extremamente importante.

Mas ele é base de investigação, um meio. Não é o fim.

Trancafiado, Paulo Roberto tem consciência de que recai sobre ele pesada carga de problemas e negocia para remissão de parte dos pecados.

Delatar, ou seja, alcaguetar, parece algo feio e costuma ser um “delito” punido com severidade no submundo.

Para a sociedade-contribuinte, nesse caso, é um instrumento capaz de clarear um universo muito obscuro – o porão da maior transnacional brasileira.

A Petrobras funciona como se fosse um Estado dentro do Estado ou descolada do Estado. Tudo é gigantesco nela. A corrupção, também.

A delação premiada é um benefício legal concedida a um criminoso que aceite colaborar na investigação ou entregar seus companheiros.

Mas só abrir o bico não basta. Precisa se formar um cabedal de provas endossando o que é denunciado. A Justiça, em muitas situações, tem rechaçado pedidos dessa natureza e desconsiderado “certezas” denunciativas.

Caberá ao Ministério Público Federal (MPE) a condução do caso, oferecendo denúncia. Muitos dos denunciados terão foro privilegiado, ou seja, serão julgados no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao final, talvez tenhamos alguns culpados, certamente inocentes.

Hoje, o juízo de valor de boa parte da sociedade é que todos são culpados. Existe uma sentença prolatada em cada cabeça.

Difícil sustentar certas reputações, até porque mais do que justiça, muitos querem mesmo o linchamento moral, para rápido resultado “político-eleitoral”.

Enfim, todo cuidado é pouco no tratamento da notícia. O que não é fácil, reconheçamos.

Vereador dará explicações sobre denúncias contra prefeitura

Confirmada para hoje, às 18h45, entrevista do presidente municipal do PDT e vereador, Tomaz Neto, ao programa “Cenário Político”, da TV Cabo Mossoró (TCM).

Ele vai ser sabatinado sobre sua contribuição a inquérito civil público aberto pelo Ministério Público Federal (MPF), que apura supostos desvios em convênio superior a R$ 37 milhões, feito pela União com a Prefeitura de Mossoró, para pavimentação de 183 ruas.

O vereador teve audiência ontem (veja AQUI), com o procurador federal Aécio Mares Tarouco, quando apresentou volumosa documentação.

Aproveitou a oportunidade, para também encaminhar outras denúncias, que tratam também de verbas públicas federal.

A entrevista poderá também ser acompanhada pela Internet, clicando AQUI.

MPF tenta ampliar penas em caso da Máfia dos Sanguessugas

O Ministério Público Federal apresentou embargos de declaração requerendo que a Justiça se posicione sobre o enriquecimento ilícito e a violação aos princípios da administração decorrentes das ilegalidades cometidas pelo ex-deputado federal Lavoisier Maia Sobrinho e outros sete réus, todos envolvidos na chamada “Máfia dos Sanguessugas”. Os oito já foram condenados por lesão ao erário.

O esquema de desvio de recursos através da compra irregular de ambulâncias, desarticulado pela Polícia Federal em 2006, possuía ramificações em território potiguar. O ex-deputado destinou em 2001 uma emenda parlamentar para a compra de um desses veículos à Fundação Dinarte Mariz, que ele mesmo presidia. O respectivo convênio foi assinado com o Ministério da Saúde em dezembro daquele ano, quando Ana Cristina de Faria Maia, filha de Lavoisier, já presidia a fundação.

Embargos

Além dos dois, foram condenados por lesão ao erário os ex-integrantes da Comissão Permanente de Licitação Aguinaldo Chagas Cavalcanti, José Reinaldo da Silva Filho e Terezinha Gomes Pereira; além de José Darci Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Aristóteles Gomes Leal Neto, que comandavam o esquema e eram responsáveis por empresas que participavam da simulação das licitações.

A sentença judicial, contudo, não se pronunciou a respeito da prática de atos que resultam em enriquecimento ilícito e em violação aos princípios da administração pública. Um aditamento do MPF há ação inicial, de autoria da União, solicitou que os réus respondessem também por esses atos e, em caso de condenação, eles podem ter suas penas ampliadas.

Nos embargos de declaração, assinados pela procuradora da República Cibele Benevides Guedes da Fonseca, o MPF ressalta que “a atribuição aos demandados do cometimento de atos de improbidade que importaram em enriquecimento ilícito decorre do fato de que restou provado que os recursos públicos foram desviados, mediante fraude em processo licitatório e superfaturamento do objeto”.

Sanguessugas

A operação de combate ao que ficou conhecido como “Máfia dos Sanguessugas” desarticulou um esquema criminoso montado para desvio de recursos públicos, que atuava por meio da negociação de emendas individuais ao Orçamento Geral da União, fraudes em licitações e superfaturamento na compra de ambulâncias, medicamentos e materiais médico-hospitalar.

O esquema tinha entre seus líderes os irmãos Darci José Vedoin e Luiz Antônio Trevisan Vedoin. Eles negociavam a aprovação das emendas individuais com os parlamentares envolvidos, fixando o valor da “comissão” que seria destinada aos congressistas. A “máfia” operou na execução do convênio entre o Ministério da Saúde e a Fundação Dinarte Mariz, para o qual foram destinados R$ 24 mil em recursos federais.

As empresas participantes da licitação fraudada, supostamente promovida para aquisição da ambulância, eram todas integrantes do esquema dos Sanguessugas. “Além disso, os recursos do convênio foram sacados em espécie da conta corrente específica (…) em 24 de abril de 2002, ou seja, quatro meses antes da data de recebimento da unidade móvel de saúde, que ocorreu em 8 de agosto de 2002”, descrevem os embargos do MPF.

Penas

Os cinco condenados no caso já foram sentenciados à perda da função pública que eventualmente exerçam; suspensão dos direitos políticos por 5 anos (exceto José Reinaldo Filho e Terezinha Gomes), a contar do trânsito em julgado; pagamento de multa civil; proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais pelo prazo de três anos; além do ressarcimento dos danos, corrigidos monetariamente.

O processo tramita sob o nº 00013545-06.2008.4.05.8400.

Com informações do MPF.

 

Operação combate lavagem de dinheiro e crimes tributários

A Polícia Federal no RN,  em conjunto com a Receita Federal do Brasil e Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta terça-feira, 17/12, a “Operação Salt”, visando desmantelar suposta organização criminosa voltada à prática de crimes tributários e lavagem de dinheiro.

A investigação,  que durou aproximadamente seis meses, revelou que a organização criava empresas nos ramos da carcinicultura, tecelagem, salineiro, venda de veículos e combustível, encabeçadas pelos chamados “laranjas”, para o fim de sonegar tributos e promover a lavagem do dinheiro.

A fraude imputada à atuação do grupo criminoso gira em torno de 400 milhões de reais, número que pode ser ultrapassado após a análise dos documentos apreendidos nas sedes das empresas  e das pessoas físicas envolvidas.

Foram investigadas 37 empresas  e cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Mossoró/RN, nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Pernambuco.

Participaram da operação 88 policiais federais.

O nome da Operação Salt, sal em inglês, se deve à atuação do principal investigado que é empresário do ramo salineiro na região Oeste do Estado.

* Com informações da Polícia Federal/RN.

Nota do Blog – Endereços elegantes de Mossoró e de empresas diversas foram ocupados pelo MPF e Polícia Federal, recolhendo documentos, computadores etc.

Os desdobramentos dessa operação podem resultar em situações ainda mais complicadas para empresários e políticos.

Acompanhe notas exclusivas sobre esse assunto em nosso Twitter AQUI.

 

Ex-prefeito é denunciado por Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) denunciou à Justiça Federal o ex-prefeito de Caraúbas, Luciano Augusto da Cruz; o ex-secretário de Obras do Município, Zilenildo Moraes de Menezes; e João Miguel Câmara Araruna por desvio de recursos públicos.

Um total de R$ 180 mil em verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) deveriam ser utilizadas para construir 180 unidades sanitárias. A prefeitura utilizou os recursos, mas apenas 153 foram concluídas.

Luciano Augusto foi denunciado por crime de responsabilidade, falsidade ideológica e concussão, ou seja, exigir vantagem indevida em razão da função pública que exercia. Em dezembro de 2001, a Funasa assinou o convênio com a Prefeitura de Caraúbas.

O órgão federal repassou ao município R$ 180 mil, porém entre abril e novembro de 2003 o ex-prefeito desviou parte desses valores, utilizando-se de um esquema montado com o então secretário de obras e o representante da C&T Construções e Serviços Ltda., João Miguel Câmara.

A denúncia, assinada pelo procurador da República Fernando Rocha de Andrade, aponta que a fiscalização da Funasa constatou que o objeto do convênio não foi executado em sua totalidade. Das 180 unidades sanitárias previstas, 27 não foram construídas, embora todo o dinheiro repassado tenha sido gasto.

Além disso, o montante pago à empresa responsável foi maior que o previsto na licitação.

Veja detalhes AQUI.

Nota do Blog – Luciano e demais implicados podem dormir tranquilos. Agora é que o MPF conseguiu formalizar a denúncia. E não pode fazer mais do que tem feito, sem a devida estrutura e com uma legislação feita para proteger quem pode bancar gincanas judiciais.

Os denunciados vão morrer velhinhos, pra lá e pra cá numa “baladeira” (rede), sem botarem um tostão de volta.

A Justiça é lenta, portanto – falha.

 

Ministério Público vai investigar ex-presidente Lula

O Estado de São Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) vai investigar o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva com base na acusação feita pelo operador do mensalão, Marcos Valério, de que o esquema também pagou despesas pessoais do petista.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu remeter o caso à primeira instância, já que o ex-presidente não tem mais foro privilegiado. Isso significa que a denúncia pode ser apurada pelo Ministério Público Federal em São Paulo, em Brasília ou em Minas Gerais.

A integrantes do MPF Gurgel tem repetido que as afirmações de Valério precisam ser aprofundadas. A decisão de encaminhar a denúncia foi tomada no fim de dezembro, após o encerramento do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).

Condenado a mais de 40 anos de prisão, Valério, que até então poupava Lula, mudou a versão após o julgamento.

Veja matéria completa AQUI.

MPF vai ‘seguir’ dinheiro para combate a efeitos da seca

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) instaurou mais de 150 procedimentos administrativos para acompanhar os municípios do estado que decretaram ou que ainda irão decretar estado de calamidade pública ou situação de emergência em razão da seca e estiagem. O objetivo é fiscalizar o recebimento, emprego e a destinação de recursos federais eventualmente recebidos pelos municípios.

A procuradora da República Caroline Maciel da Costa, coordenadora do Núcleo de Combate à Corrupção do MPF/RN, destaca a importância da atuação preventiva na defesa do patrimônio público. “Diante do castigo que a seca tem levado a alguns municípios, um dos principais objetivos é garantir que o recurso liberado pelo governo federal seja efetivamente utilizado em benefício daqueles que realmente estão em situação de emergência pela seca e estiagem”, enfatiza a procuradora.

Além disso, o MPF/RN quer saber quais os parâmetros técnicos que levaram à decretação nos diferentes municípios, inclusive, se foram atendidos os critérios estabelecidos pela legislação.

Os procedimentos instaurados estão sendo distribuídos, em caráter de urgência e de forma aleatória, a todos os membros da PR/RN, bem como aos procuradores que atuam nos municípios de Caicó e Mossoró.

Com informações do MPF.

Saúde de Mossoró tem outro cadáver e MPF faz pressão

O Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró ingressou ontem, 22 de março, com um pedido de execução provisória de sentença para que a Justiça Federal obrigue o município de Mossoró, o estado do Rio Grande do Norte e a União a adotar as medidas para garantir o aumento do número de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), na rede pública de saúde da cidade.

A determinação da Justiça Federal deveria ter sido cumprida desde o final de 2010, entretanto, estado, união e município, recorreram da decisão.

No pedido de execução, assinado pelo procurador da República Fernando Rocha de Andrade, o MPF ressalta que, apesar dos réus terem recorrido, a sentença deve ser imediatamente cumprida.

“O recurso apresentado foi recebido pela Justiça Federal apenas com efeito devolutivo, o que significa que a sentença não foi suspensa e deve ser executada”, destaca o procurador.

Dentre as determinações constantes na sentença, os réus devem promover, em conjunto, a instalação de novas unidades dedicadas aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), observando a quantidade mínima de nove leitos adicionais para adultos, seis de UTI pediátrica e outras seis unidades para atendimento neonatal.

A multa diária para o descumprimento é de R$ 5 mil para cada um dos réus. Além disso, a sentença determina multa diária pessoal ao ministro da Saúde e aos secretários estadual e municipal de saúde.

Morte de paciente – De acordo com informações veiculadas pela imprensa, a falta de uma UTI na rede pública de saúde em Mossoró levou a morte de uma mulher na tarde de ontem. Ela teria sido a segunda vítima somente este ano.

Para o Procurador da República Fernando Rocha de Andrade, “o lamentável episódio apenas reforça a necessidade de atuação urgente da Justiça Federal, obrigando os réus a promover a resolução efetiva do problema na cidade”.

Com informações do MPF.

Nota do Blog – Uma jovem mãe morreu por não ter direito a uma UTI. Mais uma vítima do descaso, da pouca vergonha, do desdém e da propaganda enganosa que vende Mossoró como uma Suíça.

Quantos cadáveres ainda serão ’empilhados’ nesse circo de horrores, até a população se revoltar de verdade?

MPF nega trabalho para intervenção em Natal

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte esclarece que desconhece qualquer ‘pedido de intervenção na Prefeitura de Natal’, ao contrário do que faz crer a notícia publicada no Portal Nominuto.com.

Ademais, as hipóteses de intervenção, previstas na Constituição Federal, presentes nos artigos 34 e 35, não contemplam a possibilidade de intervenção federal em municípios.

Tal intervenção é permitida apenas em se tratando de territórios federais, o que, obviamente, não é o caso do município de Natal.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no RN

Nota do Blog – O portal Nominuto.com voltou a reiterar sua notícia, nesta tarde, apenas ajustando informação técnico-legal, quanto às atribuições relativas ao procedimento de intervenção.

Inquérito do Ministério Público Federal apura problemas

Jornalista Carlos Santos, bom-dia.

Em resposta à notícia veiculada em seu Blog, sobre o Aeroporto de Mossoró (veja AQUI), venho, em respeito à população de Mossoró/RN, informar que logo após a audiência pública sobre o aeroporto, realizada pela 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Mossoró/RN, no início deste ano, considerando as deliberações ali realizadas, declinei de minha atribuição e remeti os autos ao Ministério Público Federal (MPF) no município de Mossoró/RN, através da pessoa do doutor Fernando Rocha Andrade, procurador da República, honrado e competente, que já me comunicou a instauração de um novo inquérito civil público naquela instituição e que está tramitando regularmente.

O envio dos autos do Ministério Público Estadual ao MPF, se deu em virtude daquela área pertencer à União, a quem cabe inclusive gerir, fiscalizar seu próprio patrimônio e fomentar a aviação comercial, bem como o fato do convênio celebrado pelo DER/RN e União, que autoriza a administração do aeroporto pelo Estado do RN, está cancelado, de pleno direito, por inúmeros cláusulas estarem sendo descumpridas pelo DER/RN há vários anos, na interpretação do próprio MPF, na audiência pública realizada, instituição esta a quem cabe fiscalizar e cobrar medidas concretas por parte da União.

Certo de ter esclarecido os fatos, coloco-me sempre à sua disposição e da população mossoroense para eventuais esclarecimentos.

José Hercy Ponte de Alencar – 4º Promotor de Justiça de Mossoró/RN