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“Sem esperança, tudo está perdido”

Por Zildenice Guedes

Divulgação da editora Sextante
Divulgação da editora Sextante

O ano de 2023 está se despedindo, e acredito que para muitos, é um misto de sentimentos. Afinal, as sensações são muitas, encerrar ciclos, iniciar outros, refazer planos, rever metas e objetivos que foram ou não alcançados, dentre tantas outras questões que essa época do ano nos provoca.

Acredito que há um sentimento que de diferentes formas, alcança muitos de nós seres humanos, a necessidade de renovar a Esperança. E embora, reconheço, pareça que essa possibilidade ou sentimento esteja tão distante em decorrência de tantos fatos e circunstâncias (as guerras que estão acontecendo nesse momento em diversos lugares do mundo; a falta de compromisso ético e político com a vida humana e de outras espécies; a desigualdade social, dentre tantas outras), reconheço também, que esse sentimento nos persegue ao longo da nossa história humana na terra. E ele se cruza também com as experiências vivenciadas pelas outras espécies. E na verdade, trata-se do nosso instinto de sobrevivência que sempre tenta agarrar-se a alguma coisa, ou a algo que está além do nosso entendimento.

Pois bem, gostaria de convidá-los a conhecer a obra de Jane Goodall “O livro da Esperança”. Confesso que adquiri o livro influenciada pela minha formação em Ciências Ambientais, afinal, conhecer a biografia de uma mulher que há mais de meio século trabalha pela preservação e conservação da natureza, pelo respeito e defesa das outras espécies, já eram motivos suficientes que me fizeram adquirir a obra.

ACONTECE, que “O livro da Esperança” está para além, muito além do que eu mesma poderia imaginar. Trata-se de uma mulher brilhante como cientista, ativista ambiental referência para as atuais e futuras gerações, e inspiradora de uma forma muito singular, para que possamos entender que cada um de nós temos um propósito para estar aqui, nesse lugar em que estamos, fazendo a diferença e nos agarrando ao sentimento de que a vida vale a pena quando a dedicamos a uma causa em que acreditamos e isso tem um poder transformador.

O livro foi escrito a partir do diálogo entre Jane e Douglas Abrams. Eles o iniciaram antes da pandemia, e alguns eventos inesperados marcaram esses encontros, alguns presenciais, outros remotos, e que envolveram perda de pessoas queridas para ambos.

Então, o livro é um passeio pela trajetória de Jane, sua vida familiar, seu início como pesquisadora na África para observar os primeiros chimpanzés, o apoio da sua mãe e do seu primeiro orientador (ambos foram os primeiros a acreditar no sonho de Jane e a apoiarem incondicionalmente), as perdas dolorosas que ela sofreu e o quanto todas as suas experiências com os humanos e as outras espécies, a tornaram mais humana, mais convicta de que há um propósito maior para estarmos no planeta, e sermos parte dele.

Atualmente, Jane tem 89 anos e anda pelo mundo contando sua história, influenciando jovens e outras gerações ao redor do mundo para que acreditem que o planeta Terra é a nossa casa. O ser humano é capaz de grandes feitos transformadores, e por isso a regeneração do planeta conta com o compromisso e senso de responsabilidade de cada um.

Então, se está procurando um livro para lhe inspirar, para provocar em você os melhores sentimentos, para emocionar, para pensar em não desistir do que você acredita, leia e conheça a grandiosa Jane Goodall.  Essa mulher é uma lenda que está viva e jamais será apagada.

Zildenice Guedes é professora-doutora em Ciências Sociais e pós doutoranda em Ciências Ambientais

“Circuito Sinapse Darwin” terá duas apresentações em Mossoró

Circuito passa por Mossoró e ainda tem Zona Norte de Natal e Parnamirim como novos endereços (Foto: Brunno Martins)
Circuito passa por Mossoró e ainda tem Zona Norte de Natal e Parnamirim como novos endereços (Foto: Brunno Martins)

O grupo Casa de Zoé dará sequência na próxima sexta-feira (20), em Mossoró, ao “Circuito Sinapse Darwin.” O espetáculo terá duas sessões, às 17h30 e às 20h, no Ginásio Carecão do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL).

A primeira apresentação é exclusiva pro alunado do CDSL e o seguinte estará aberto ao público em geral. Acesso gratuito, bom lembrar.

A peça é inspirada no naturalista Charles Robert Darwin.

Tem direção geral de César Ferrario e direção de arte de João Marcelino.

Antes, o Casa de Zoé já se apresentou em Caicó e Assu.

Depois de Mossoró, vai estar na Zona Norte de Natal, estacionamento do núcleo da Universidade do Estado do RN (UERN), às 19h, dia 27.

Em seguida, com duas apresentações em Parnamirim, às 17h30 e 20h, na área externa do Cine-Teatro Parnamirim.

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