Tenho um amigo-irmão há mais de 30 anos. Trato-o por “Neguim” ou “Negroide”.
Nem lembro quando o abordei por nome próprio a última vez até aqui, nesse tempo de amizade perene, praticamente sem sobressaltos.
Tenho outro amigo que ao chamá-lo pelo prenome, é até estranho. Ele gosta de ser interpelado como “Negão”.
Ambos são bem-resolvidos no que são: negros, gente.
Eles não se sentem ofendidos e gostam da forma amistosa e carinhosa como são acolhidos pelos amigos de verdade.
Raça? Somos uma só: somos humanos.