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A dilacerante força da indiferença; “bola” que segue

Acompanho, até por dever de ofício, o desenrolar do processo político-eleitoral brasileiro. Paralelamente, a marcha da “Operação Lava Jato” e seus desdobramentos jurídicos.

Lula: no mesmo lamaçal (Foto: Web)

Enfim, me converti compulsoriamente num repórter da seção de “Polícia”, ampliando meus conhecimentos rasos de jornalismo nessa área e à procura de entender melhor sua intrincada terminologia.

Sob esse viés, percebo que o grande golpe sofrido pelo ex-presidente Lula não foi dado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), com sede em Porto Alegre (RS), ontem.

Veio das ruas algo muito mais forte e dilacerante: a indiferença. A grande maioria da população não o escuda nem o vê como mártir. Há tempos o trata como parte e não à parte do lamaçal.

A ratificação de sentença, com pena ampliada, não causou nem causará comoção ou revolta popular, porque há muito a perplexidade e a decepção são maiores do que qualquer tipo de indignação.

O povo não foi nem irá para as ruas em sua solidariedade ou cumplicidade.

Sem trocadilho: “bola” que segue.

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Morre Nelson Mandela, o último herói do século XX

Revista Época

O maior ícone da luta pela liberdade e pela igualdade racial no mundo morreu nesta quinta-feira (5), aos 94 anos. O anúncio foi feito nesta noite pelo presidente Jacob Zuma. Nelson Rolihlahla Mandela, Nobel da Paz em 1993, o primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 a 1999, considerado o pai da Pátria, deixa mulher, 5 filhos, 17 netos, 14 bisnetos e um legado de luta incomparável.

Mandela: um exemplo raro

Nos últimos meses, sua luta foi contra a deterioração da saúde. Mandela teve de ser internado quatro vezes em 2013, por causa de diversas complicações, a mais grave delas uma infecção pulmonar. As últimas fotos publicadas de Mandela mostravam um homem apático, confuso e abalado, que já não reconhecia líderes políticos e antigos amigos.

Uma imagem totalmente diferente do líder que por 60 anos combateu a segregação racial, a intolerância política e as desigualdades sociais.

Mandela era chamado carinhosamente de Madiba por todos na África do Sul, uma alusão ao seu clã da tribo Xhosa. Nasceu em 18 de julho de 1918, num pequeno vilarejo de Mvezo, no distrito de Transkei, a alguns quilômetros de Johanesburgo.

Humildade

Seu pai era o bisneto de Ngubengcuka, o homem que unificou os Tembu, um dos povos da tribo de Mandela. Apesar de pertencer a uma linhagem real, Mandela sempre fez questão de ressaltar que nunca foi da linha de sucessão ao trono.

Era um exemplo da humildade do futuro líder sul-africano. Uma humildade herdada da família, que sempre comia em um prato único, dividido entre todos seus integrantes, sentados no chão em volta do alimento.

Mais tarde, Mandela usaria esses momentos para demonstrar o espírito coletivo e o senso de responsabilidade comuns antes da influência do domínio branco na África do Sul.

Aos sete anos, Mandela começou a frequentar a escola. “Ninguém da minha família jamais pisara em um colégio antes. Eu era o primeiro”, escreveu em sua autobiografia.

No primeiro dia de aula, sua professora deu a cada um dos 20 alunos um nome inglês. Era uma prática comum dar nomes ingleses às crianças africanas.

“De hoje em diante, seu nome será Nelson”, disse a professora no primeiro dia de aula. Mandela adotou o nome no lugar de Rolihlahla, que significa “encrenqueiro” na língua Xhosa.

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