O Diretor-Presidente da Cosern, Luiz Antonio Ciarlini, acompanhado do Superintendente de Operação e Expansão do Sistema, Dário Vale, prestigiou o espetáculo teatral “Oratório de Santa Luzia” na noite desta quarta-feira (07), em Mossoró.
Padre Flávio presenteou diretores da empresa (Foto: Luciano Lellys)
Patrocinado pela Cosern há 16 anos, mesmo período que está em cartaz, o “Oratório” – como é carinhosamente chamado pelos mossoroenses – conta a vida e o martírio de Santa Luzia, padroeira do município.
Até segunda-feira
O pároco da Catedral de Santa Luzia, Padre Flávio Augusto Forte de Melo, entregou quadro com imagem da padroeira a Luiz Antônio Ciarlini, antes do início da apresentação nessa quarta-feira.
O espetáculo é uma concepção da Cia. A Máscara de Teatro, com direção de Luciana Lima, dramaturgia de João Marcelino e música de Danilo Guanais.
O “Oratório de Santa Luzia” será encenado até a próxima segunda-feira (12), sempre às 21h, véspera do encerramento da Festa de Santa Luzia em Mossoró.
Com informações da Cosern.
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A cor-padrão está mantida: é o amarelo. Mas o candidato à reeleição à Prefeitura de Mossoró, prefeito Francisco José Júnior (PSD), repaginou o próprio nome político para se apresentar ao eleitor na atual campanha.
O objetivo do marketing é ainda difícil de se identificar com segurança, mas se for para simplificar, tudo bem. Ficou simples mesmo utilizar apenas o prenome do candidato. Se será eficaz, o tempo dirá.
Francisco José Júnior é agora simplesmente “Francisco”. Em todo material de campanha para tentar amealhar votos, ele aparece de um jeito que não foi durante toda vida pública e no próprio mandato em andamento, desconectado da origem biológica e política.
Peça de propaganda mostra identidade visual de um 'novo' político, agora simplesmente "Francisco" (Foto: reprodução)
Em campanhas para vereador, o hoje prefeito Francisco José Júnior chegou a usar o slogan “Em nome do pai” para justificar o voto em seu nome a partir do largo conceito social conquistado por Francisco José, o pai (ex-vereador e ex-deputado estadual).
A forte associação que marcou toda sua vida política de mais de 16 anos, ligando-o ao nome civil paternal, desapareceu na corrida eleitoral deste ano por força do marketing. É como se nunca tivesse existido.
“Papa Francisco”
Nas peças de propaganda agora, Francisco (ex-Francisco José Júnior) aparece com punho cerrado e braço direito erguido, numa outra identidade visual para tentar chegar à reeleição.
O marketing tem suas razões (ou deve ter) para tentar esse ajuste que o separa do seu maior capital-imagem até então: “o enfermeiro do povo”, o ex-deputado, o “irmãozinho” Francisco José. Esses epítetos se incorporaram ao ex-parlamentar estadual e o ajudaram a transferir votos ao filho Francisco (ou Francisco José Júnior), em quatro campanhas a vereador e a prefeito em 2014.
Francisco é um nome “papal”, digamos. “Papa Francisco”, prefeito Francisco. Se a ideia é ligar um ao outro subliminarmente, a junção cria um ecumenismo político-eleitoral religioso raro na tentativa de cabalar votos em 2 de outubro, haja vista que o seu vice, Micael Melo (PTN), é evangélico.
Já o slogan da campanha é extraído de trecho da música-tema do espetáculo teatral “Chuva de Bala no País de Mossoró”, do compositor Nissan Guanais – como o Blog já postou (veja AQUI). Remete-o à figura destemida do prefeito Rodolfo Fernandes, líder da resistência da cidade ao bando de Lampião em 1927:
– Sempre resistir; recuar, jamais!
Nos primeiros programas de rádio e televisão, nas ruas e redes sociais, Francisco (ou Francisco José Júnior) é apresentado como “vítima” da elite política local materializada nos tentáculos da família Rosado.
Vencer a todos é uma tarefa que não caberia a Francisco José Júnior ou “Silveira”, como ele é conhecido desde a infância por familiares e amigos, mas a Francisco. Com uma pitadinha de Rodolfo Fernandes, claro.
Francisco José, o pai, fica apenas como cabo eleitoral terreno.
Veja matéria sobre identidade visual da campanha de Rosalba Ciarlini (PP) – clicando AQUI.
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