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Licença ambiental é um dos gargalos do segmento petrolífero

Sedberg e Carvalho mostraram importância da agilidade (Foto: Divulgação)
Sedberg e Carvalho mostraram importância da agilidade (Foto: Divulgação)

A lentidão no licenciamento ambiental voltou ao centro do debate no 10º Mossoró Oil & Gas Energy. Empresas e entidades do onshore potiguar reforçaram que a falta de agilidade no processo é hoje um dos maiores entraves ao avanço do setor no Rio Grande do Norte. O evento começou terça-feira (25), sendo concluído nessa terça-feira, 2)7), na arena de eventos do Partage Mossoró.

Para os participantes, um modelo de licenças mais simples, previsível e eficiente é condição básica para atrair investimentos e manter um ambiente de negócios moderno e colaborativo.

Embora nenhuma atividade petrolífera possa funcionar sem licença ambiental válida, representantes do onshore apontam que, no RN, o processo tem sido excessivamente demorado.

Na conferência “Perspectivas da produção de óleo e gás no RN”, o CEO da Azevedo & Travassos Energia, Ivan Carvalho, destacou que a concessão pode levar cerca de sete meses, prazo que considera incompatível com a dinâmica da indústria. Segundo ele, o setor busca acelerar o trâmite sem flexibilizar normas ambientais.

“Não queremos fugir da responsabilidade. Queremos um processo mais simples, que gere agilidade. A burocracia trava uma atividade que movimenta a economia de forma singular”, afirmou.

Ônus e impacto

Levantamento do Observatório da Indústria Mais RN, da Fiern, mostra a dimensão do problema: licenciar no Estado pode custar até quatro vezes mais que em outros polos produtores e exigir até sete licenças por poço. Para o presidente da entidade, Roberto Serquiz, a palavra-chave é previsibilidade. Ele defende a conclusão da revisão da lei ambiental nº 272, em análise pelo Governo do Estado.

Avanços e perspectiva

A Associação Redepetro RN reconhece esforços do Idema para cumprir metas, mas avalia que ainda há espaço para ganhos de eficiência. “A velocidade do licenciamento pode gerar ainda mais prosperidade”, afirmou o presidente José Nilo dos Santos Júnior.

Apesar dos gargalos, o sentimento geral é de otimismo. O gerente de reservatórios onshore da Brava Energia, Frode Sedberg, vê grande potencial no Estado. “Precisamos de diálogo e de um ambiente competitivo, de ganha-ganha. acreditamos no Rio Grande do Norte e vamos permanecer aqui por muitos anos”, disse.

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Sinduscon/RN apresenta projeto para reduzir déficit habitacional

Roberto Serquiz, Raimundo Alves, Sérgio Azevedo, Pedro Escóssia Sílvio Torquato: construção civil (Foto: Sinduscon/RN)
Roberto Serquiz, Raimundo Alves, Sérgio Azevedo, Pedro Escóssia Sílvio Torquato: construção civil (Foto: Sinduscon/RN)

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (SINDUSCON/RN), em colaboração com a Federação das Indústrias do Estado (FIERN), apresentou um projeto destinado a enfrentar o déficit habitacional e estimular o crescimento econômico no Estado. O “RN + Moradia” é a proposta.

Nessa terça-feira (3), o presidente do Sinduscon/RN, Sérgio Azevedo, o presidente da Fiern, Roberto Serquiz, e o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Oeste (SINDUSCON-Oeste), Pedro Escóssia, mostraram a proposta ao secretário do Gabinete Civil do RN, Raimundo Alves. Também participou da audiência o secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do RN, Sílvio Torquato.

O projeto denominado RN + Moradia visa reduzir o déficit habitacional, que atualmente é de aproximadamente 106 mil unidades, por meio de subsídios para empreendimentos destinados às pessoas de baixa renda. Elaborado pelo Sinduscon-RN e Sinduscon-Oeste, em parceria com o Observatório da Indústria Mais RN, o RN+ Moradia adapta modelos de programas habitacionais de outros estados à realidade do Rio Grande do Norte.

Para Sérgio Azevedo, a iniciativa facilitará o acesso à moradia para quem ainda não consegue ser atendido pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, além de representar uma ação que favorece o mercado local da construção civil.

“Este projeto representa um avanço significativo na oferta de moradias e no fortalecimento do setor da construção civil, gerando empregos e renda. Esperamos a apreciação do Governo do Estado, para que essa junção do desejo público com a iniciativa privada se torne realidade”, conclui o presidente do Sinduscon/RN.

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