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Obstetrícia dá prazo para Prefeitura pagar salários atrasados

O serviço de obstetrícia do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) poderá ser suspenso. A princípio, seria hoje.

Mas os médicos que não recebem salários há três meses, deram mais um prazo à cobertura do compromisso pela Prefeitura de Mossoró.

Recentemente, anestesiologistas desabafaram em uma nota à sociedade (veja AQUI).

Drama mossoroense define quem vive e quem vai morrer

A audiência pública promovida hoje na Câmara Municipal de Mossoró, sobre caos na obstetrícia no município, deveria ser exibida no guia eleitoral. Voltamos à barbárie.

Segundo o médico Manoel Nobre, do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, por lá estão selecionando quem pode nascer ou morrer.

A intervenção judicial da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) agravou a situação. Há casos de óbitos.

As mães abonadas têm seus filhos em Natal ou Fortaleza. As mães sem igual sorte sofrem com seus bebês.

A quem caberá o título de novo “Herodes”?

A audiência foi proposta pelo vereador Tomaz Neto (PDT).

Nota do Blog – Conversei com o jornalista Jacson Damasceno da TV Ponta Negra, à tarde de hoje, sobre essa situação. Ele esteve no Hospital da Mulher.

“Eu nunca podia imaginar que isso tivesse acontecendo em Mossoró em pleno século XXI”, exclamou.

“São mulheres dividindo cama, outras em pé, sentadas, mulher com feto morto e podendo morrer. Meu Deus, o que é isso?” – se indignou.

Levou para Natal uma realidade que a propaganda oficial e parte da imprensa disfarçam ou escondem.

Saúde de Mossoró pipoca com problemas sérios

Obstetras e pediatras começaram a cruzar os braços no hospital Almeida Castro em Mossoró.

Aguardam pagamento de quatro meses de remuneração, compromisso que cabe à Prefeitura de Mossoró.

A Oncologia caminha para igual decisão.

São sete meses sem pagamento.

Também está faltando insulina.

Familiares de pessoas atendidas pelo CAPES (atendimento à patologias psiquiátricas) estão revoltados. Querem medicamentos imprescindíveis.

Justiça ensina Saúde Pública a fazer o óbvio com obstetrícia

Em decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN), os Municípios de Natal, Extremoz, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba, juntamente com o Estado do RN, estão obrigados a incluírem os leitos de obstetrícia das redes municipais e estaduais na Central Metropolitana de Regulação – CMR da Secretaria Estadual de Saúde Pública.

A decisão foi proferida pelo Juiz Federal Orlan Donato Rocha, que atuou em substituição legal na 4ª Vara Federal.

O magistrado determinou também que a atualização sobre ocupação desses leitos seja informada, nos três turnos do dia, para a CMR.  Para o Juiz Federal, a efetiva inclusão dos leitos de obstetrícia desses municípios na Central de Regulação permitirá que no momento da transferência de um paciente possa ser verificada quais unidades estão aptas a receber e não seja automático o envio para a Maternidade Escola Januário Cicco.

“Fácil perceber que todas as Unidades de Saúde que trabalhem na área de atuação da MEJC deveriam se valer de sistema informatizado para mapear, em tempo real, a situação dos leitos de obstetrícia vagos em cada unidade hospitalar. Solução simples, relativamente barata e que, certamente, geraria economia de recursos para todos os envolvidos, sejam os entes públicos, seja para a UFRN, ou até mesmo para as pacientes e suas famílias”, destacou na decisão.

O  Juiz Federal Orlan Donato definiu o prazo de 30 dias para o Município de Natal realizar o planejamento de aquisição de produtos e o procedimento licitatório para aquisição de insumos, materiais e equipamentos para o atendimento integral nas unidades de saúde que possuam leitos de obstetrícia.

Com informações da JFRN.

Nota do Blog – A que ponto nós chegamos. A cada dia o Judiciário intervém mais no papel que deveria ser do Executivo e às vezes do Legislativo, para determinar “na marra” que se faça o óbvio.

O que o despacho do juiz estabelece, é o óbvio. Falta gestão, capacidade de gerenciamento do básico.

O nome disso é incompetência.

Crise na saúde em Mossoró causa indignação

Comentário de Tatiana Mendes Cunha, ex-consultora-geral do Estado do RN, sobre a crise na saúde em Mossoró, em especial quanto à obstetrícia:

– A situação das gestantes de Mossoró deixou de ser uma questão de reivindicar honorários dignos e condições de trabalho. A situação das gestantes de Mossoró é insustentável. A Sociedade de Anestesiologia do RN – SAERN precisa combater essa crueldade.

Henrique Baltazar  – juiz da Vara de Execuções Penais de Natal, emenda: “Situação em Caicó é idêntica. Gestantes de lá são mandadas para Currais Novos. E alguns casos para Natal.”

Nota do Blog – Como se observa, o problema é sistêmico e epidêmico, levando qualquer pessoa com o pingo de bom senso e humanidade a se indignar.

Falta o quê? Mobilização sincronizada da sociedade, envolvimento de fato das autoridades, punição aos culpados.