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Policial ocupa Governadoria, chora e pede intervenção no RN

“É preciso haver uma intervenção no estado, tem que tirar esse governo do poder”. O desabafo, emocionado, foi feito hoje pela manhã na Governadoria no Centro Administrativo em Natal, pelo Cabo Gonçalves – lotado no BPChoque, que tem 13 anos de Polícia Militar.

Ele adentrou a imóvel da Governadoria disposto a protestar contra humilhações e sofrimentos impostos a ele, à sua família, aos policiais e aos servidores.

Outros policiais chegaram a esboçar igual vontade de ocuparem o prédio, mas foram contidos pacificamente por outros colegas.

O incidente aconteceu por volta de 7 horas, como narra o jornal Tribunal do Norte online.

Muito dinheiro e omissos

Além de criticar o governador Robinson Faria (PSD), sua revolta também se voltou contra os ocupantes do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) “que ganham muito dinheiro” e os “deputados “omissos”.

A TV Ponta Negra botou no ar o desabafo do policial, que foi convencido a sair da Governadoria depois de cerca de duas horas no local, onde chegou a se inclinar de joelhos, sobre um sofá, chorando.

Ao sair, avisou que faria greve de fome.

* À noite passada, um policial aposentado cometeu ato extremo contra sua própria vida em Natal. Atribui-se o fato ao momento de desespero que vivia com sua família.”

Nota do Blog – O desfecho desse caos é imprevisível, mas não devem ser descartadas algumas tragédias insanáveis. A elite institucional do RN, não apenas seu governador, “brinca com fogo”. E não é “fogo amigo”. Perderam o respeito dos amigos fardados e armados há muito tempo.

O desespero se generaliza. Quem também chorou diante das câmeras, no último dia 3 (quarta-feira), foi um policial civil. Nilton Arruda, presidente do Sindicato dos Policiais Civis, não se conteve ao conviver até com a ameaça de ser preso por insubordinação.

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Após audiência frustrada, grevistas acampam em Governadoria

Os servidores da saúde do Rio Grande do Norte iniciaram uma ocupação na sede do Governo do Estado, na noite desta segunda (20). A decisão foi tomada após uma audiência com representantes do governo, que negou reajuste e a revisão do Plano de Cargo.

Parte dos servidores está há cinco anos com o salário-base congelado e o Sindsaúde (Sindicato dos Servidores em Saúde do RN) reivindica reajustes de 27%, para os servidores dos hospitais, a 61%, para os municipalizados. O governo estadual afirma que os gastos com a folha de pessoal estão acima do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Manifestantes estão na parte interna do prédio da Governadoria (Foto: Sindisaúde)

Os servidores decidiram permanecer ocupando o prédio e reivindicam uma audiência com o governador Robinson Faria (PSD), que no momento recebia o ministro da Pesca, Helder Barbalho. Na manhã desta terça-feira, às 09h, os servidores farão um ato público.

Receberão o apoio de outras categorias em greve, como os servidores da saúde de Natal e professores e técnicos da UERN (Universidade Estadual do RN) e da UFRN (Universidade Federal do RN) e de centrais como a CSP-Conlutas.

Sobrecarga de trabalho

Os servidores da saúde estadual iniciaram a greve no dia 11 de junho. O salário da rede estadual é o menor, comparando com os da saúde federal e até de alguns municípios. Um técnico de enfermagem iniciando no estado recebe R$ 946 de salário-base.

Um profissional do nível elementar recebe um salário-base de R$ 756,20, abaixo do salário mínimo. O salário é complementado com gratificações, que variam de R$ 134,00 a R$ 195,00.

A greve denuncia ainda a sobrecarga de trabalho, agravada pelo déficit de 3.500 servidores, e pela crise nos principais hospitais, que convivem com pacientes nos corredores. Levantamento feito pelo Sindsaúde nesta segunda-feira, em quatro hospitais, identificou 171 pacientes em macas, sendo 114 nos corredores.