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Esquecimento é a ‘medalha’ para quem morreu nas Olimpíadas

Alguém aí lembra do herói das Olimpíadas do Rio, saído do Acre, que morreu numa favela carioca?

Era um policial da Força Nacional.

Foi alvejado na cabeça. Mas, claro, a festa olímpica continuou e quase ninguém lembra mais do caso.

Hélio: condenado ao esquecimento (Foto: web)

O agente da Força Nacional Hélio Andrade, baleado durante um ataque a um carro da corporação no complexo de favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, morreu na noite de quinta-feira (11). Fora atingido no dia anterior.

O ataque à Força Nacional aconteceu na quarta (10), depois que três agentes da corporação entraram por engano na favela. Após ser baleado na cabeça e socorrido em estado grave no Hospital Salgado Filho, ele morreu.

Após mais de quatro horas de cirurgia, não resistiu.

Quem vai lembrar de Hélio, além de seus familiares e amigos?

Ele não atende ao padrão e conceitos de herói de verdade que deveríamos aplaudir e reverenciar.

Sua ‘medalha’ será o esquecimento.

Saiba mais sobre o episódio AQUI.

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“Heróis” do futebol olímpico do Brasil enchem os bolsos

Cada jogador que ganhou o ouro no futebol da “Rio 2016” vai ganhar R$ 500.000,00 da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Tem mais.

Seleção Olímpica, que muitos tratam como time de "heróis", não tem do que reclamar (Foto: web)

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) também assegurou R$ 100 mil para cada um dos nossos “heróis”.

Portanto R$ 600 mil na conta de cada um dos medalhistas.

E você ainda perde o fôlego, chora, sente-se representado (a) por eles, né?

Francamente!

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Conviveremos com o outro lado da “medalha”

Brasileiro está de alma lavada, com auto-estima inflada.

Pelo menos até hoje, final das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Amanhã, não.

Voltará à realidade.

Conviverá com outro lado da ‘medalha’ na vida real.

Descobrirá outra vez que o alto custo desse festim, como também do Panamericano e da Copa do Mundo em tão pouco espaço de tempo, explica um pouco o que passamos na Segurança, Saúde e Educação.

O velho método do pão e circo mais uma vez funcionou.

Nesse espaço de tempo das Olimpíadas, sumiu do noticiário o Rio que não funciona – o Brasil que não tem dado certo.

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