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A despedida de Dinamite

Roberto Dinamite, de um tempo que futebol era paixão, jamais ódio (Foto: Ronaldo-Theobald/Prêmio Esso)
Roberto Dinamite, de um tempo em que futebol era paixão, jamais ódio (Foto: Ronaldo-Theobald/Prêmio Esso)

Do GE

Morreu neste domingo o maior ídolo da história do Vasco. Roberto Dinamite faleceu, às 10h50, aos 68 anos. Ele vinha lutando contra um tumor no intestino desde o fim de 2021, teve uma piora no quadro e foi internado neste sábado, no hospital da Unimed, no Rio de Janeiro.

Carlos Roberto Gama de Oliveira nasceu em 13 de abril de 1954, em Duque de Caxias (RJ). Mas Roberto Dinamite veio ao mundo em 25 de novembro de 1971, no Maracanã. Foi neste dia que o atacante, então aos 17 anos, recebeu o apelido que marcou sua trajetória depois de marcar seu primeiro gol pelo Vasco, na vitória por 2 a 0 sobre o Internacional. A manchete do Jornal dos Sports do dia seguinte foi a certidão de batismo: “Garoto-dinamite explodiu”.

Este foi o primeiro dos 708 gols de Roberto em 1.110 jogos pelo Vasco. O primeiro dos 190 gols marcados no Campeonato Brasileiro, marca que até hoje ninguém alcançou. Este foi também apenas o primeiro dos muitos capítulos marcantes do ídolo com a camisa cruz-maltina. Com o Vasco, Roberto conquistou um Campeonato Brasileiro (1974) e cinco Campeonatos Cariocas (1977, 1982, 1987, 1988 e 1992).Mas não são apenas títulos que contam a relação de Roberto Dinamite com o Vasco. Há episódios históricos como a volta do ídolo ao clube, em 1980, após uma breve passagem pelo Barcelona. Num Maracanã com 100 mil pessoas, ele marcou todos os gols do Vasco na vitória por 5 a 2 sobre o Corinthians.

Roberto também teve breves passagens pela Portuguesa, em 1989, e pelo Campo Grande, em 1991, antes de retornar ao clube do coração para encerrar a carreira em fevereiro de 1993 num amistoso entre Vasco e La Coruña, da Espanha, no Maracanã. Naquele dia, Zico, ídolo do rival Flamengo, vestiu a camisa cruz-maltina para homenagear o amigo.

Depois de deixar os gramados, foi a vez de Roberto Dinamite reencontrar o Vasco no gabinete. Numa disputa política polêmica, ele foi eleito presidente em 2008 e logo teve lidar com o primeiro rebaixamento da história do clube. No ano seguinte, a equipe conquistou o título da Série B do Brasileirão, e em 2011 alcançou o inédito título da Copa do Brasil. Em 2013, entretanto, o Vasco caiu novamente para a Segunda Divisão, e Roberto encerrou seu segundo mandato no ano seguinte.

Nota do Canal BCS – Dinamite é de um tempo em que a gente tinha raiva, mas jamais ódio, na torcida por nosso time. Época em que os ídolos tinham identidade afetiva com o clube, eram respeitados por contendores. Merece todas as honras vascaínas e de outras torcidas.

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“Vestígio”, “evidência” e “indício” na política

“Vestígio”, “evidência” e “indício” são tratados de forma diferente na política, num comparativo com o que ocorre na criminalística.

Interesse e paixão estão em jogo, alterando o significado das palavras.

Por isso que vestígio, evidência e indício dependem de quem seja o alvo analisado e não os fatos narrados/levantados/documentados.

– Vestígio, é um sinal qualquer deixado por alguém, por exemplo;

– Evidência, é aquilo que é claro demais, praticamente incontestável;

– Indício, decorre de elementos materiais e aspectos subjetivos que podem levar ou não o investigado à culpabilidade.

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Radicalismo de verdade e a pobreza do ódio virtual

A política de Mossoró chegou ao subsolo da pobreza nesses tempos.

Boa parte das amizades é comprada e até os lampejos de ódio são falsos.

Mudam de lado e de alvo, ao sabor do vento. Ou de certa brisa.

Trocam de senhores, sem que deixem de ser vassalos, com joelhos encardidos pela servidão voluntária.

Saudades da época do radicalismo de verdade, em que era fácil encontrar a espontaneidade dos gestos, cores, sons e brados sinalizando quem era quem de verdade.

Verde era verde; encarnado era encarnado.

Tínhamos lado e forma.

Hoje, quase tudo é virtual. Parece… mas não é.

Desconfio dos vitupérios e não levo em conta as paixões.

A política de Mossoró é difícil de ser levada a sério num simples jornal, porque do seu Expediente à data, tudo parece falso e revela forte odor de perfídia.

Ainda bem que sobra o horóscopo.

 

Minha paixão perene

Webleitores do //www.blogcarlossantos.com.br cobram maior assiduidade na página. Resmungam. Dizem que tenho sido relapso, os abandono.

Hoje amanheci com a ‘moléstia’. Trabalho em escala industrial. (Risos).

Gente, não é fácil conciliar a luta lá fora com o dever-prazer de escrever. Não é só escrever. São entrevistas, sondagens, pesquisas, checagens de informações etc.

O processo de produção de cada postagem, o rastreamento de informação, textualização e hierarquização da notícia levam tempo; consomem-me.

Mas não vou lhe dizer que estou esgotado, revoltado ou prestes a desistir. Nada disso. Nem atraio para mim a aura de vítima, herói ou mártir.

É minha razão de viver, paixão, vilegiatura perene. Divirto-me com essas obrigações.

É-me fundamental a escrita diária, esse ritmo frenético, o fazer jornalismo.

Sem ele, que vida eu teria? O não-ser. Sinto-me útil. Um ser.

“Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela. Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso… Mas sê o melhor no que quer que sejas”. Pablo Neruda

A paixão que cega no futebol e na política

Na política e no futebol, quando existe paixão não se pode debater com sensatez. Vejo a torcida do Atlético Mineiro como o mais atual exemplo.

Há poucos dias, uma pesquisa apontou que quase 70% dos torcedores do “galo” mineiro não queriam Ronaldinho Gaúcho com a camisa do time no Campeonato Brasileiro.

Só que a diretoria do clube resolveu contratá-lo, apesar da avalanche em contrário, para ficar no time até o final do ano.

Em nova pesquisa, reviravolta: a maioria da torcida aprova a contratação. Em pouquíssimos dias, a mudança.

Na política, essa passionalidade não costuma ser diferente, mesmo que por motivos às vezes diferentes da atmosfera do futebol.

Letra e Música – 166

Paixão, da dupla gaúcha Kleiton & Kledir, irmãos afinados e de ótimas letras, é para qualquer tempo e época. Um sucesso sem prazo de validade, trilha sonora pra muitos casais ou inspiração para tantos outros.

E por que não aproveitarmos a boa música, heim?

Essa canção é um sucesso das antigas, de longas datas. Para quem conhece, a boa recordação. Quem não sabia de sua existência, aproveite o que é bom.

Boa semana para você, webleitor.

Inspiradora.

Nota do Blog – No vídeo acima aparece apenas Kleiton, com violão, mas impecável.