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Brasil perde do Peru com gol de mão e sai da Copa América

O Globo

Um bom primeiro tempo, uma queda de rendimento diante da marcação mais dura do Peru e a eliminação em um gol de mão validado por grande equívoco do árbitro uruguaio Andrés Cunha. O Brasil está eliminado da Copa América na primeira fase, o que não acontecia desde 1987, após a derrota por 1 a 0 em Foxborough, e a pressão sobre o técnico Dunga deve chegar ao máximo nos próximos dias, a menos de dois meses para os Jogos Olímpicos do Rio, tratados como prioridade pela CBF.

Para piorar o cenário, a seleção atualmente está fora da zona de classificação para a Copa do Mundo de 2018 nas eliminatórias sul-americanas.

Ruidiaz empurra com a mão e faz o gol do Peru na vitória sobre o Brasil: seleção brasileira está fora da Copa América Centenário (Steven Senne / AP)

— Tentamos desde o início, a bola não quis entrar. É o futebol. Se não faz, paga por isso. A gente viu que a bola bateu na mão, agora não adianta lamentar — disse Miranda após o jogo.

Dunga levou a campo uma escalação com duas mudanças esperadas e uma surpresa. Na zaga, Miranda, recuperado de lesão, retomou a vaga de Marquinhos, enquanto no ataque se confirmou que Gabriel é o novo titular no lugar de Jonas. A ousadia do treinador foi a escolha do substituto do suspenso Casemiro. Em vez de Wallace, do Grêmio, de estilo mais marcador, Dunga optou por Lucas Lima, e a ideia deu certo no primeiro tempo.

Pênalti

Se nem tanto pela atuação individual de Lucas Lima, que foi até discreta, o Brasil com seis jogadores que tratam bem a bola do meio para a frente (Elias, Renato Augusto, Lucas Lima, William, Phillippe Coutinho e Gabriel) foi um time que trocou passes e controlou a partida por todo o tempo até o intervalo. Se não foi brilhante, foi superior e impôs seu estilo como se espera contra adversários mais fracos.

Com a marcação adiantada em alguns momentos, conseguiu roubar bolas no campo de ataque. Chances reais de gol não foram muitas, e o goleiro peruano Gallese apareceu bem em dois chutes perigoso de Gabriel, que foi mais ativo do que Jonas vinha sendo.

A saída de bola com Elias e Renato Augusto foi ágil, e o time contou com boa presença ofensiva dos laterais Daniel Alves e Filipe Luís.

Como ponto negativo, a mania dos jogadores brasileiros de tentar cavar um pênalti, ignorada pelo menos três vezes pelo árbitro. No seu melhor jogo, porém, o Brasil só não foi para o intervalo perdendo justamente por um erro de Cunha. Numa rara investida ofensiva do Peru, que não conseguiu nenhuma finalização no primeiro tempo, Flores foi derrubado por Renato Augusto dentro da área mas o árbitro não marcou o pênalti.

Peru muda postura

Com uma postura um pouco mais agressiva no segundo tempo, tentando marcar um pouco mais à frente, a seleção do Peru dificultou o jogo para o Brasil. Os meio-campistas brasileiros já não encontraram tanto espaço para trocar passes. O time peruano pouco conseguia chegar à frente, mas com o passar do tempo, e a perspectiva de que um gol significaria a eliminação precoce, a partida foi ganhando contornos tensos para o Brasil. Dunga hesitava em mexer — a primeira substituição, de Gabriel por Hulk, só aconteceu aos 26 minutos.

Três minutos depois, aconteceu o que se temia. Numa rara escapada pela ponta direita, Andy Polo foi à linha de funda pela direita, às costas de Filipe Luís, invadiu a área e cruzou para Ruidíaz completar para o gol.

Como só ficaria claro no replay, o atacante peruano usou a mão para fazer o gol. O árbitro uruguaio ainda demorou quase quatro minutos para validar o gol, conversou com o auxiliar e o quarto árbitro, mas acabou dando o gol, equivocadamente.

Restavam pouco mais de 15 minutos, mas o desespero e a pressa para empatar de qualquer jeito fez o Brasil ir ao ataque de forma desorganizada. na melhor chance criada, já aos 46 minutos, Elias não conseguiu concluir o cruzamento já à frente do goleiro peruano.

TJRN ‘pode’ investigar juiz-surfista que ‘se trata’ no Peru

Do portal G1

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) vai aguardar que o juiz Guilherme Cortez – que tirou licença médica de 22 dias por “estresse” e viajou para surfar no Peru – se pronuncie para só então definir quais medidas serão tomadas pela instituição. A informação é do secretário geral do TJRN, Wlademir Capistrano.

O "estressado" em "tratamento" ao lado do primo, no Peru

Segundo ele, não houve irregularidade na concessão da licença. “Vamos aguardar o retorno do magistrado, saber qual a justificativa dele para avaliar se há a necessidade de uma sindicância”, disse Wlademir.

A assessoria do Tribunal de Justiça do RN informou que o atestado médico apresentado pelo magistrado foi validado pela junta médica da instituição. “Se a licença fosse superior a 30 dias o magistrado teria que passar por uma avaliação da junta médica, mas como não foi o caso a médica apenas validou a legalidade do atestado médico”, informou.

Ainda de acordo com informações da assessoria do TJRN, o juiz Guilherme Cortez tirou 60 dias de férias e em seguida ingressou com o pedido de licença médica. O secretário geral afirmou que quando um servidor tira uma licença médica o TJRN espera que ele esteja cuidando da saúde, mas que a instituição não tem como fiscalizar o que o servidor está fazendo.

O caso

De licença médica da Justiça do Rio Grande do Norte por 22 dias, o juiz Guilherme Melo Cortez postou em redes sociais fotos em praias do Peru. Titular da 2ª Vara Especial Cível da Comarca de Natal, o magistrado teve a licença concedida nesta terça-feira (29) em portaria assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargador Aderson Silvino.

A medida liberava o juiz do expediente no período de 14 de outubro a 4 de novembro.Em nota, Guilherme Cortez disse ao G1 que vem sofrendo com estresse.

“Vim ao Peru para descansar. Venho sofrendo um problema de estresse e a minha médica, uma psiquiatra, recomendou a prorrogação de minhas férias, inclusive estimulando a prática de esportes. Ela me forneceu atestado médico para licença de 15 dias”.

Em fotos e postagens nas redes sociais, Guilherme Cortez aparece posando com amigos nas praias peruanas, onde praticou surf. “Eu e meu primo irmão Thiago Cortez ontem depois da caída Top em Pepinos, pico show a 150 km de Punta (sic)”, diz uma das mensagens em uma foto com o primo e advogado Thiago Cortez.

Após a repercussão do caso, o magistrado apagou as outras fotos que postou.

No Twitter, o magistrado fala sobre a viagem desde o dia 21 de outubro.

“Ultima caída..#foco#peru2013 (sic)”, diz uma das mensagens.

Em outra postagem, no dia 25 de outubro, Guilherme Cortez diz estar a caminho de Puerto Viejo, uma cidade da costa peruana. “Partiu Puerto Viejo..Bom dia Brasil..Peru 2013.#placidotours#surftrip#”, diz a mensagem.

Nota do Blog – Estou ao lado do doutor Guilherme e não abro. Está estressado? É para curtir mesmo.

Quem quiser que “exploda”.

Se houver algum problema (claro que não haverá punição que o estirpe da magistratura ou ampute seu salário), tudo será resolvido numa boa.

Da próxima vez pode chamar, “brother”, que eu vou também.

Reencontro com o passado

Por Cyrus Benavides

O tempo fez a vida mudar as regras. Segurei a mão do meu pai e fomos realizar o seu sonho. Voltar a terra onde ele nasceu, depois de 67 anos.

Pai e filho, no alto: do tamanho dos seus sonhos

Não sabíamos o que iríamos encontrar. Seguíamos em busca de momentos que ficaram em sua memória.

O rio, a praça e igreja eram as únicas certezas que sabíamos continuar por lá. O resto seria surpresa ou saudade.

O difícil acesso, a distância e a subida de 8 horas pelo penhasco foram as razões de uma pequena virgula na história do meu pai. Saiu de lá aos 12 anos e voltava agora aos 79.

Eu precisava dividir com meu pai, a alegria de voltar ao lugar distante onde nasceu. Arrumamos as malas e seguimos. Deixamos aqui no Brasil corações apreensivos, saudosos e preocupados.

Mas estávamos certos em acordar aquele sonho adormecido na alma. Chegamos ao Peru em meio a muito frio.

Nosso lema era a frase de Fernando Pessoa: “O homem é do tamanho do seu sonho”.

Toda a viagem foi programada para visitarmos a cidade de Huancabamba. Precisamos pegar um avião de Lima para Piúra. Chegamos em Piúra e fomos direto para rodoviária da cidade.

Compramos passagens e pegaríamos um ônibus para percorrermos 214 km. O mais impressionante é que esse trajeto gasta quase 8 horas . O ônibus não ultrapassa os 35 km/h, em razão da estrada de barro a beira de um penhasco.

Subimos tanto que as nuvens ficaram a baixo de nós. Os ouvidos doíam pela adaptação da altura. E nós, que havíamos comprado as cadeiras do meio do ônibus , como forma de proteção, esquecemos qualquer medo e viajamos na cabine do ônibus, junto do motorista, com as paisagens bem perto dos nossos olhos.

A cidade nos recebia de braços abertos.

Meu pai fez um depoimento contando toda sua vida, no primeiro dia da novena na igreja e ficamos conhecidos por todos. Os primos e tios se multiplicavam.

Nunca recebemos tanto amor.

Subimos trilhas nas montanhas em busca das cachoeiras. Dividimos o sonho e multiplicamos a amizade de pai e filho.

Vi nos olhos do meu pai a felicidade de uma criança que volta para passar as férias na sua terra, com o detalhe de que o ano letivo durou 67 anos.

Cyrus Benavides é advogado e retrata na crônica, originalmente postada em seu endereço na rede Facebook, viagem ao Peru, terra natal do seu pai, médico Edgardo Benavides.

Nota do Blog – Edgardo é um patrimônio de Mossoró e região, que o destino subtraiu do Peru, mas não poderia impedi-lo de devolvê-lo por algumas horas e dias às próprias origens.

Mas é mesmo em Mossoró o seu lugar.