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Requiescat in pace (descanse em paz)

Por Aluísio Barros

Virgílio Pinheiro Neto - 1948-2025 (Foto: reprodução)
Virgílio Pinheiro Neto – 1948-2025 (Foto: reprodução)

Na Rua Moreno, no Abolição I, nesta quarta-feira de cinzas (05), Virgílio Pinheiro Neto, aos 77 anos, nos deixou. Que a boa luz ilumine os novos caminhos dele. Amém.

Para o ‘Acontece’ – folhetim que mostrava a #MossoroCultural de outrora (Gestão #FafáRosado) escrevi:

Toque, Virgílio!

Dentro da cidade que se mostra aos olhos do passante, uma outra se faz em fios que se entretecem todos os dias tão logo o Sol se levanta. Ou a Lua desponte… se ele for um notívago.

Virgílio Pinheiro Neto, o pianista, faz parte dessa cidade quase invisível, mas ainda presente na memória de raros.

Rapaz de fino trato, o conheci quando ele atuava como discotecário na Rádio Difusora ZY20, no finalzinho dos 70.

Moonlight Serenade.

(Um tema ressurge entre os fios: Pinheiro era o responsável pela trilha sonora dos programas que a cronista Ivonete de Paula realizava – sempre ao meio-dia-e-meia – naquele prefixo, onde cada canção traduzia a emoção do dia da “Pequena Notável”, como assim costumava chamá-la o inesquecível jornalista Nilo Santos.)

Dos dedos talentosos de Virgílio saia a trilha que nos fascinava nas noites do Moinhos, da Panizaria Hut, do Kiko’s ou do Rabbit’s – fase sublime da expert Mary Saboia, em endereço chique da Presidente Dutra.

Mendelssohn… Gounod… Algumas histórias de amor, outras noites tantas, foram consagradas em trilhas de Virgílio Pinheiro.

Requinte das cidades, os pianos (a sanfona era a rainha do campo) já não costumam compor os points de Mossoró…

Certamente, ficaríamos encantados se, desses fios que entretecem cidades e sonhos, pudéssemos adentrar num Rick’s (o Cafezal é a cara de Pinheiro) e, ao invés do pianista Sam, de Casablanca, fosse possível pedir:

“As times goes by, Virgílio Pinheiro Neto! Toque, mais uma vez…”

Virgilio Pinheiro Neto era funcionário aposentado da Universidade do Estado do RN (UERN) e Prefeitura de Mossoró.

Foi também do Bandern.

Aluísio Barros é professor, poeta, cronista e escritor

O piano

Por Francisco Edilson Leite Pinto Júnior

A arte existe para que a verdade não nos destrua” (Nietzsche)

Em uma reunião de amigos resolvi contar a minha paixão pelo piano. A ponto de ter comprado um, sem Viviane saber, e com a cumplicidade de Lucas, montamos na sala da nossa casa… Mas até agora só sei arranhar alguns acordes da música “The Scientist” da banda Coldplay…

Pois bem, assim que contei essa história, soube pelo meu ex-aluno Francisco Irochima, que o Shopping Midway Mall teve sua inauguração postergada até que fosse colocado um grande piano no seu hall principal e que após tocada a primeira música, o seu fundador Nevaldo Rocha disse:

– “Pronto! Está inaugurado o Shopping, eu não disse que isso ia dar certo, ter um piano aqui?!”.

O piano do Midway Mall tem proporcionado a mim raros momentos de felicidade. Fico horas vendo o pianista tocando e viajo em meus devaneios da imaginação.

Outro dia, estávamos, eu e Viviane, e ao ouvirmos a música – “Por una cabeza” de Carlos Gardel -, corremos de mãos dadas para ver de perto o pianista e qual não foi a nossa surpresa: quem tocava era uma senhora muito simpática, com vários anéis nos seus dedos ágeis.

Fiquei mais uma vez emocionado.

E comentando esse momento com uma ex-aluna minha Sheila Henrique, ela me disse:

– “Professor, essa senhora é minha tia Nalva. Ela adora tocar piano”…

Pois bem, ontem à noite (veja AQUI), soube da morte do Sr. Nevaldo Rocha – idealizador da ideia do piano no Midway Mall e responsável por tantos momentos de felicidade em minha vida.

Fiquei triste.

Mas ao mesmo tempo lembrei-me da advertência de Cora Coralina:

– “Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos”…

Francisco Edilson Leite Pinto Júnior é professor, médico e escritor

Apresentação de pianista termina em constrangimento político

A apresentação do pianista Álvaro Siviero no Teatro Municipal Dix-huit Rosado em Mossoró, à noite dessa quinta-feira (5), foi de expressividade artística para o público mossoroense. Contudo teve um senão…

O músico arrancou aplausos, mas dividiu o palco com uma situação de protesto inesperado do professor de piano Joabe Willamys Rodrigues de Morais, do Conservatório de Música D’alva Stella Nogueira Freire.

Joabe: falta apoio à cultura (Foto: redes sociais)

Ele foi chamado ao palco e destacou luta do movimento “Amigos do Piano” na cidade, que se mobilizava há tempos para adquirir um piano, “sem ter o apoio público”.

Na primeira fila da plateia, a prefeita Rosalba Ciarlini e seu marido Carlos Augusto Rosado iam se fechando em copa e cerrando rosto, à medida que a plateia dava respaldo ao professor Joabe em sonoras palmas.

Cultura

Alongando-se em seu desabafo, Joabe Willamys ainda chamou à sua companhia no palco a vereadora em Grossos e até bem pouco tempo pré-candidata a governador, Clorisa Linhares (Solidariedade). Segundo ele, uma das raras agentes públicas a dar força à campanha.

A vereadora exaltou a importância de se investir em cultura e na música, como elementos à formação de cidadãos e de uma sociedade melhor. Também foi bastante aplaudida.

Apesar da saia-justa, a prefeita calada estava, calada ficou.

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Virgílio Pinheiro e sua música no Café Society

Pinheiro: piano (Foto: Blog Carlos Santos)

O Café Society tem hoje (sábado, 16), mais uma vez, o talento do pianista Virgílio Pinheiro Neto para acalentar os tímpanos de seus clientes.

Amém!

Que assim seja!

Música boa em ambiente agradável, todas as sextas e sábados a partir das 17 horas – noite adentro.

Pinheiro é um músico virtuoso.

Sua arte há tempos merece nosso aplauso e de Mossoró.

O Café Society está em novo endereço desde abril, no Mall Trade Center (em frente ao Sesc de Mossoró).

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