Por Paulo Pinto
O dia que eu fui “bater” em Cuba
Era o tempo dos generais
Peguei carona na “importância” e na necessidade da família de um desses generais
O general tinha duas filhas
Uma funcionária do BB, morando no Rio
A outra “subversiva”, casada com um cubano, morando em Cuba
A filha daqui podia ir,
A filha de lá não podia vir
E fomos nós “passar” dois dias no Caribe
Rio-Fortaleza-Belém-Havana
A bordo cientistas, artistas, nós e outras duas famílias
Na mala jeans, leite moça e creme dental
Apartamento grande, mal conservado, geladeira vazia
Na rua, acompanhados
Duas horas por cada período
Manhã, tarde e noite
Centro histórico, escola de governo e tome salsa
Na área de serviço do apto vizinho
Uma família cubana puro sangue
Criava um porco
Por que criar um porco em um apartamento?
Perguntei curioso
Pra vender e ter
Um FELIZ NATAL
Ah! Fidel Castro morreu.
Paulo Pinto é repórter social de “O Mossoroense”