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“Abdicar da luta, jamais!”, um convite à leitura

Capa do livro Foto: BCS)
Capa do livro Foto: BCS)

Chegou às minhas mãos Luiz Alves Neto – “Abdicar da luta, jamais!”

O livro tem o jornalista Caio César Muniz, o professor Glênio de Azevedo Alves e o professor-pesquisador Lemuel Rodrigues da Silva à frente de sua produção.

A princípio, presumi que seria uma publicação biográfica. Não, não mesmo. Vai muito além.

Fala sobre um tempo delicado do país, a ditadura militar de 1964, e disseca a vida de alguém pouco conhecido às novas gerações: Luiz Alves Neto, ou o “Velho”, como é tratado pelos amigos esse areia-branquense, bancário aposentado e ex-preso político do regime de exceção.

Convida-nos à leitura.

Assim será nos próximos dias ou mesmo horas.

Obrigado, gente!

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O adeus de um idealista prático, Floriano Bezerra de Araújo

Floriano é um personagem raro que merece aplausos (Foto: reprodução do Diário do RN)
Floriano é um personagem raro que merece aplausos (Foto: reprodução do Diário do RN)

Com o turbilhão do fim de semana, em face do segundo turno eleitoral, praticamente passou despercebida uma baixa considerável na história política do RN. Um nome a ser lembrado.

Despediu-se o ex-deputado estadual (três vezes), líder sindical, preso político e ativista social Floriano Bezerra, nascido em Macau.

Tinha 96 anos.

Morreu em decorrência de complicações respiratórias que causaram falência múltipla dos órgãos, no Hospital Rio Grande.

Floriano Bezerra de Araújo foi um idealista prático, proativo, muito além das teorias e discursos, liderando sindicatos, lutando por causas legítimas dos trabalhadores, sobretudo das salinas e do campo.

Vá em paz, guerreiro.

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Morre aos 99 anos o jornalista “Birinha Macedo”

Do Portal Noar

Morreu na manhã desta quinta-feira (4) o jornalista potiguar Raimundo Ubirajara Macedo, conhecido como Birinha Macedo. Nascido em Macaíba, na Grande Natal, ele tinha 99 anos e estava internado há cerca de três semanas depois de passar por uma cirurgia.

Birinha tinha o registro de número 4 do Sindicato dos Jornalistas do RN (Foto: Wellington Rocha)

O velório será hoje a partir das 18hs no Morada da Paz da São José. O enterro será amanhã, às 14hs, em Emaús.

Ele foi o quarto jornalista a se sindicalizar no Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte (SINDJOR), que confirmou a morte para o Portal No Ar. Birinha militou nas lutas por direitos trabalhistas da categoria durante décadas no estado e foi preso como subversivo pela ditadura militar em 1964. Fundou a Cooperativa dos Jornalistas de Natal (COOJORNAT) e trabalhou em jornais locais como o Diário de Natal.

Escreveu três livros: “E lá fora se falava em liberdade”, em que rememora os dias como prisioneiro politico, e  “A Criação do Clambom “, em que relata  seu trabalho á frente dos Clube dos Amantes da Boa Música, e “A Saga de Joaquina – do Ateísmo ao Cristianismo”, que relata a trajetória de uma prostituta que deixa o interior do Rio Grande do Norte rumo a Barcelona levada por um capitão europeu.

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Casa de Cultura abre “Memória Viva” com Luiz Alves

Evento é hoje às 9h (Foto: divulgação)

Às 9 horas desta sexta-feira, na Casa de Cultura Popular Dehon Caenga, em Grossos, será aberto o projeto intitulado “História Viva”.

Na estreia, o depoimento será do bancário aposentado e ex-preso político Luiz Alves.

Vai relatar “como a minha história coincidiu com a Intervenção Militar no Brasil de 1964”.

Alves foi um dos depoentes da Comissão da Memória e da Verdade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RN), em 2013, que resgatou situações dessa época no país (veja AQUI).

“Minha companheira (Anatália de Souza Melo Alves) estava sendo estuprada por três homens e eu a ouvia chamar pelo meu nome, ela só gritava pelo meu nome”, chegou a relembrar ele.

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Preso se considera vítima e um “preso político”

Genoíno: punho cerrado como vítima vitoriosa

O deputado federal licenciado José Genoino (PT) distribuiu nesta sexta-feira (15) nota oficial à imprensa alegando ser inocente das acusações envolvendo o nome dele no escândalo do mensalão.

Afirmou se considerar vítima de uma “operação midiática” e , portanto, um “preso político”.

Genoino já se apresentou na sede da Polícia Federal em São Paulo. A nota foi entregue aos jornalistas por um de seus assessores.

Ao chegar à PF, ele cerrou um dos punhos e levantou o braço numa demonstração de força e luta.

Nota do Blog – A maioria absoluta dos membros do Supremo Tribunal Federal (STF) teve acesso a esse poder com assinatura presidencial de Lula e Dilma..

O atual governo e o anterior, onde nasceu o processo, derivam do partido do próprio Genoíno…

Ele teve direito aos melhores advogados…

Todo tipo de dispositivos legais e claras manobras processuais foram realizados no exercício do amplo direito à defesa…

E mesmo assim Genoíno ainda posa de vítima, de prisioneiro político?

Tenha santa paciência.