Muito louvável as manifestações da classe política em defesa da permanência da Petrobras no RN.
Graça Foster enganou numerosa delegação de políticos do RN (Foto: arquivo/18-04-2013)
Mas sejamos realista: barulho para nada. Todos se pronunciam por formalismo. Outros tentam jogar “para a torcida”.
A debandada da empresa é irreversível, não começou agora nem é decisão repentina. É uma política traçada ainda na gestão Dilma Rousseff (PT).
Em 2013, a Petrobras começou o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP), que visava economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016 (veja AQUI). O RN foi um dos mais atingidos, com a exploração em terra. Houve recuo na exploração e produção, com milhares de desempregos.
Audiência
No dia 18 de abril de 2013, Graça Foster, presidente da estatal na era Dilma Rousseff, recebeu numerosa delegação de políticos do estado em seu gabinete no Rio de Janeiro, e argumentou que tudo não passava de “ajustes” (veja AQUI). Até prometeu novos investimentos. Acreditaram nela.
A Câmara Municipal de Mossoró tinha realizado audiência pública sobre o assunto e gerou documento (“Carta de Mossoró”) para manifestar preocupação com o desmanche da estatal no município e estado, que foi entregue a Foster. Inclusive, a agradaram antes com um bizarro título de Cidadania Mossoroense (mesmo sem ela sequer conhecer o município).
De lá para cá o estrago só aumentou.
Pouco tempo após a audiência, a Petrobras começou o programa “Mobiliza 2013″ – veja AQUI, transferindo mais de 3,3 mil trabalhadores seus da região de produção nordestina, para outras bases no país.
De lá para cá, só ladeira abaixo.
O RN, Estado e municípios, subaproveitaram o ciclo de ouro do petróleo. Quem quiser que estrebuche. Prioridade é pré-sal.
Deputada evita rebobinar os fatos na crítica ao Governo do presidente Jair Bolsonaro (Foto: reprodução BCS)
“O que Bolsonaro tem contra o Nordeste? O povo nordestino resistirá à retirada da Petrobras do nosso território. É tempo de resistência!”.
A declaração acima foi da deputada federal Natália Bonavides nessa terça-feira (1º) no plenário da Câmara Federal. Reforçou voz contra a retirada gradual da empresa do Rio Grande do Norte.
Seu discurso chega com pelo menos uns seis anos de atraso e mira a pessoa errada.
Segundo ela, “a Petrobras deveria servir aos interesses da maioria dos brasileiros, dos assalariados, dos pequenos empresários, dos estudantes, dos autônomos, dos aposentados”.
Longe da realidade e do passado que condena
A deputada parece esquecer que na gestão Dilma Rousseff (PT) começou o “Plano de Desinvestimento” da estatal. Está longe da realidade e do passado que condena suas palavras. Nem coloquemos na conta a implosão da imagem e do caixa da estatal com o escândalo da Operação Lava Jato e da previdência de seus funcionários/pensionistas e aposentados que estão pagando parte desse rombo na Petros (veja AQUI).
O que ocorre hoje é a continuidade de um programa estratégico que prioriza o Pré-sal. Visão de mercado, que não é nova, que se diga. A exploração dos campos maduros por empresas privadas já começou a dar respostas na cadeia produtiva e empregabilidade, mesmo que fiquem aquém do auge que o estado experimentou há muitos anos.
Até agosto de 2020, o núcleo da Petrobras do RN estará praticamente ‘desfeito’, com transferência em massa de servidores. Estava escrito desde o tempo da presidente Dilma e da presidente da Petrobras à época, Graça Foster, que até recebeu agrado de um título de cidadania de Mossoró (lugar que não conhece). Contudo ela nunca apareceu para receber a honraria – descabida.
Em 2013, a Petrobras começou o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP), que visava economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016 (Leia também: Petrobras vai parar sondas e aumentar desemprego). O RN foi um dos mais atingidos. Houve recuo na exploração e produção, com milhares de desempregos.
Luta frustrada e mentiras da “mossoroense” Graça Foster
Ainda na era Dilma-Graça Foster, a Petrobras encetou o programa “Mobiliza 2013″, transferindo mais de 3,3 mil trabalhadores seus da região de produção nordestina, para outras bases no país.
Demissões numerosas em terceirizadas e cancelamento de contratos tiveram início bem antes. Mossoró e o RN acusaram o golpe e estão combalidos até hoje.
Graça Foster enganou numerosa delegação de políticos do RN, com desmanche em curso (Foto: arquivo/18-04-2013)
Houve tentativa de reação com audiência pública no dia 12 de abril de 2013 na Câmara Municipal, de onde se extraiu o documento intitulado de “Carta de Mossoró e Região para a Presidente da Petrobras” (veja AQUI).
No dia 18 de abril, numerosa delegação de políticos do RN esteve com a própria Graça Foster, que prometeu fazer o inverso do que já estava realizando: Petrobras diz que mantém investimentos no RN. Pura balela. O esforço foi válido, mas em vão.
O Plano de Desinvestimentos era prenúncio da bomba que viria adiante, revelado na Operação Lava Jato e outras derivadas dela. Mistura de incompetência, má-fé e roubalheira em escala industrial.
O Governo Jair Bolsonaro (PSL) é o alvo da deputada potiguar. Entretanto um simples recuo no tempo permitirá que compreenda, minimamente, que o buraco foi perfurado bem mais embaixo.
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Por proposição do vereador Eudes Miranda (PR), a Câmara Municipal de Guamaré promoveu audiência pública nessa terça-feira (14), para debater a questão do rebaixamento à categoria da Refinaria Clara Camarão e as consequências econômicas e sociais para a região e Estado.
Audiência em Guamaré (Foto: cedida)
À semana passada, representantes da bancada federal do RN estiveram reunidos com executivos de terceiro escalão da Petrobras (veja AQUI). Ouviram que não existiria qualquer modificação com prejuízos econômicos para o estado, na nova adequação técnica da refinaria.
Eis o perigo. A história vai se repetindo como nova farsa.
Em 2013, a Petrobras começou o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP), que visava economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016 (veja AQUI). O RN foi um dos mais atingidos, com a exploração em terra. Houve recuo na exploração e produção, com milhares de desempregos.
Audiência
No dia 18 de abril de 2013, Graça Foster, presidente da estatal na era Dilma Rousseff (PT), recebeu numerosa delegação de políticos do estado em seu gabinete no Rio de Janeiro, e argumentou que tudo não passava de “ajustes” (veja AQUI). Até prometeu novos investimentos. Acreditaram nela.
A Câmara Municipal de Mossoró tinha realizado audiência pública sobre o assunto e gerou documento (“Carta de Mossoró”) para manifestar preocupação com o desmanche da estatal no município e estado, que foi entregue a Foster. De lá para cá o estrago só aumentou.
Pouco tempo após a audiência, a Petrobras começou o programa “Mobiliza 2013”, transferindo mais de 3,3 mil trabalhadores seus da região de produção nordestina, para outras bases no país.
Demissões numerosas em terceirizadas e cancelamento de contratos tiveram início bem antes. Mossoró e o RN acusaram o golpe.
Incompetência, má-fé e roubalheira
O “Plano de desinvestimentos” era prenúncio da bomba que viria adiante, revelado na Operação Lava Jato e outras derivadas dela. Mistura de incompetência, má-fé e roubalheira em escala industrial.
Afastada do comando da Petrobras, Graça Foster ficou pelo menos com o consolo de ter ganho “título de cidadania” mossoroense. Uma comenda, que se diga, sem qualquer mérito.
Ela mesma não fez questão alguma de receber a honraria, em sessão solene no dia 25 de novembro de 2013. Mossoró é uma cidade que ela sequer conhece.
Lengalenga fora da realidade
Graça Foster posou com delegação e enganou a todos, como Blog Carlos Santos previu à época (Foto: arquivo)
RN segue como terra arrasada.
No caso da Clara Camarão, o enredo se repete. Políticos, trabalhadores e empresários do setor insistem num lengalenga de discurso que se distancia da realidade.
Participaram da audiência pública em Guamaré a deputada federal Zenaide Maia (PR), os deputados estaduais George Soares (PR), Hermano Morais (PMDB) e Kelps Lima (SDD).
Também estiveram no debate, representante da Petrobras, Tuerte Rolim, presidente do Sindicato de Empresas do Setor Energético do Rio Grande Norte, Jean-Paul Prates, o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Estado, José Antônio de Araújo, prefeitos de cidades vizinhas, vereadores e populares.
Leia também: Petrobras faz desmanche com retirada em massa de pessoal AQUI;
Leia também: Carta de Mossoró e região a presidente da Petrobras AQUI;
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Neste mês de outubro, a categoria petroleira está em plena campanha reivindicatória. Mas, nem isso, impediu a Petrobras de lançar o “Mobiliza 2013”.
Trata-se de um programa de Recursos Humanos que tem por objetivo preencher 3.399 vagas, disponibilizadas, em sua maioria, no Sudeste do País. Apesar do nome, o que o programa promove no Nordeste, ao incentivar a saída da mão-de-obra qualificada da Região, vai, exatamente, na contramão do que sugere.
Graça Foster faz pose com políticos do RN em abril deste ano.
Vem daí o seu novo apelido: “desmobiliza”.
Entre as regras do Programa está a obrigatoriedade das gerências da Estrutura Básica de liberar os candidatos selecionados em, no mínimo, dez por cento, sem que haja reposição. Áreas de produção em terra, como Rio Grande do Norte e Ceará, são atingidas em cheio.
O efeito econômico-social dessa desmobilização, ou “desmanche”, como o Blog já denominou há muitos meses, já vem sendo sentido há bastante tempo.
O quadro é delicado e deverá piorar muito mais, a pesar do blá-blá-blá da classe política, posando ao lado da presidente da Petrobras – Graça Foster – e das promessas da empresa de que continua investindo na região.
Para o Sindicato dos Petroleiros do RN (SINDIPETRO-RN), a medida da companhia é não somente “desrespeitosa, como também ilegal, uma vez que o Acordo Coletivo proíbe a movimentação de pessoal durante o processo de campanha salarial”.
O sindicato avisa que estuda com sua assessoria jurídica, um contra-ataque através de medidas jurídicas que possam conter essa evasão.
De antemão, cabem alguns questionamentos: por que estas vagas não foram preenchidas pelo pessoal do Cadastro de Reserva do último concurso? Partindo do precedente de que a Empresa não prevê reposição dos funcionários transferidos, quem irá ocupar os cargos que foram deixados para trás? Serão simplesmente terceirizados, ignorando a necessidade de concurso público?
Desigualdades
Não é novidade que os campos terrestres do País, concentrados principalmente no Nordeste, vêm sofrendo desmobilização por parte da Petrobras.
O Programa de Aumento da Eficiência Operacional (PROEF) e o Programa de Otimização de Custos Operacionais (PROCOP) já trouxeram essa realidade, promovendo retração de investimentos e movimentação de trabalhadores para o Sudeste.
Agora, o “Desmobiliza” chega para ratificar a orientação de progressivo abandono da exploração do petróleo em continente a fim de arrecadar recursos para investir no Pré-sal.
Assim, na gestão Graça Foster, ao invés de a Petrobras ser um instrumento de apoio ao Estado no combate às desigualdades regionais, passa a ser fator de agravamento.
A classe política, sempre prodigiosa em tirar proveito na promoção pessoal e de grupos, da força e do abundante capital da Petrobras, insiste em fazer barulho e rugir, sem conseguir nada de concreto.
A indústria do petróleo está baseada em exploração e produção, além de grandes investimentos em pesquisa. A prioridade da Petrobras é o Pré-Sal, seu Eldorado, espécie de Serra Pelada oceânica.
Os investimentos em terra caem e não devem ser retomados. A riqueza e o progresso de incontáveis comunas estão comprometidos e o “Mobiliza 2013” é um atestado de óbito que contraria qualquer discurso ou retórica da empresa e de políticos.
Qualquer dúvida quanto a essa realidade, é só tomar a própria Mossoró como base. Veja AQUI reportagem especial desta página, sobre o comportamento da arrecadação direta da Prefeitura de Mossoró.
Os royalties do petróleo caem. Numa proporção ainda maior desabam os números do Imposto sobre Serviços (ISS) e a empregabilidade no setor definha com voracidade.
O efeito em cadeia é devastador. E o futuro, então…
Algumas cidades que cresceram com o “ouro negro”, no ciclo do petróleo, tendem a encolher nos próximos anos/décadas. Não aproveitaram o boom… pagarão caro por isso.
A Petrobras decidiu parar sondas terrestres e outras operações na Bahia, no norte do Espírito Santo e no Rio Grande do Norte dentro de seu Programa de Otimização de Custos Operacionais (Procop), que visa economizar R$ 32 bilhões de 2013 a 2016.
A empresa precisa aumentar o fluxo de caixa, que até 2016 deve ficar abaixo de sua necessidade de investimentos de US$ 236,5 bilhões (2013-2017). Hoje, a produção de petróleo em terra perfaz 10% de sua produção total, de 208 mil barris diários.
Na avaliação do ex-diretor de exploração e produção da Petrobras Wagner Freire, a decisão vem com atraso.
“Há campos que produzem cinco barris por dia –não é econômico para ela, mas pode ser para pequenos produtores que invistam na produção”, diz, sugerindo a devolução dos campos à Agência Nacional do Petróleo.
A redução dessas operações pode significar 5.000 demissões, afirma José Maria Ferreira Rangel, do Conselho de Administração da empresa e coordenador do Sindipetro no Norte Fluminense.
“Não são apenas os terceirizados, há uma série de outras atividades que são ligadas ao petróleo”, diz.
Segundo ele, 500 pessoas já foram demitidas na Bahia.
Na semana passada, Rangel se reuniu no Estado com a presidente da Petrobras, Graça Foster, e obteve a suspensão por 30 dias das demissões por firmas terceirizadas que operam as sondas, além da reversão da transferência de 430 empregados dos setores financeiro, contábil e tributário para a sede, no Rio.
“Na reunião, a presidente se comprometeu a conversar com as empresas para segurar as demissões”, disse.
Ele acrescentou que há pressão de parlamentares para evitar a paralisação de operações. Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), reuniu-se com Foster no Rio acompanhado da bancada do seu Estado.
Nota do Blog – E nossos políticos engolindo mosca e vendendo potocas para a massa-gente.
Bye! Quem não aproveitou o ciclo de petróleo, dançou.
Infelizmente, boa parte dos recursos provenientes do petróleo terminaram no bolso de espertalhões, em praças, calçamentos e nada de mais importante para o futuro.