A parte burocrática para formalização do processo de antecipação dos royalties do petróleo, conduzida pela Prefeitura de Mossoró, sofreu um refreamento nos últimos dias.
A expectativa do governo municipal de que os cerca de R$ 34,6 milhões possam começar a fluir na primeira quinzena de fevereiro, pode ser readequada para novo período.
O projeto autorizando a contratação desse serviço foi aprovado pela Câmara Municipal sob intensa polêmica, ainda no ano passado.
O petróleo está em queda livre neste início de ano, negociado abaixo de US$ 50 o barril (Em Londres, o barril do tipo Brent fechou em baixa de 5,22%, cotado a US$ 30,50, na segunda-feira, 25.), nos valores mais baixos em cerca de seis anos. Nos mercados internacionais, o barril acumula perdas de 60% desde o pico de junho de 2014, quando era negociado a US$ 115.
A queda da cotação internacional deve provocar também uma diminuição na arrecadação dos royalties sobre a produção neste ano, afetando a receita das prefeituras e estados produtores.
Mais um sinalizador de que essa antecipação de royalties, gerando nova dívida para o município, aliada à queda na produção, pode tornar o futuro ainda mais complicado para Mossoró, com encolhimento desse ativo.