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“Gonzagão Sinfônico” junta Quinteto Violado e Sesi Big Band

Quinteto Violado tem décadas de musicalidade diferenciada (Foto: divulgação)
Quinteto Violado tem décadas de musicalidade diferenciada (Foto: divulgação)

Os grandes sucessos do Rei do Baião tocados de uma forma diferente. Quinteto Violado e a Sesi Big Band, sob a regência do Maestro Eugênio Graça, se juntam para o concerto “Gonzagão Sinfônico”. A apresentação acontece nesta sexta-feira (29), às 20h, no Teatro Riachuelo Natal.

Os ingressos custam a partir de R$ 80 e podem ser adquiridos no site Uhuu.com ou na bilheteria do teatro.

De Pernambuco, o Quinteto Violado foi um dos primeiros grupos nordestinos a levar ritmos regionais para além de suas fronteiras, sendo reconhecido, inclusive, por Gonzagão. Atualmente, a formação reúne os músicos Toinho Alves, Marcelo Melo, Luciano Alves (Ciano), Roberto Medeiros e Eduardo de Carvalho Alves (Dudu).

Os artistas se juntam aos integrantes da Sesi Big Band, que reúne mais de 20 músicos distribuídos dentre os naipes. No repertório, sucessos como “Asa Branca”, “Qui nem Jiló”, “Sabiá” e “Sala de Reboco”.

O show faz parte do projeto Palco Brasil que tem patrocínio do Governo do Estado, Fundação José Augusto, e Supermercado Nordestão, através do Programa de Incentivo à Cultura Câmara Cascudo e é uma idealização da Idearte Produções.

Sesi Big Band é do RN e estará no espetáculo (Foto: Brunno Martins)
Sesi Big Band é do RN e estará no espetáculo (Foto: Brunno Martins)

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Quinteto Violado e Khrystal abrem temporada do Projeto Seis e Meia

Projeto Seis e Meia em Natal, 8 de Fevereiro de 2023 - Quinteto Violado e KrystalNo dia 08 de fevereiro (uma quarta-feira), o Projeto Seis e Meia inicia sua Temporada 2023. A primeira edição do ano receberá o grupo Quinteto Violado, com a cantora potiguar Khrystal na ‘janela’. O evento será no Teatro Riachuelo em Natal, a partir das 19h.

Grupo nordestino com mais tempo em atividade ininterrupta, o Quinteto Violado desembarca em Natal com o show Tempo — 50 Anos do Quinteto Violado. No palco, Marcelo Melo (vocal e violão), Ciano Alves (flauta), Roberto Medeiros (bateria e voz), Dudu Alves (teclado e voz) e Sandro Lins (baixo).

Multi-instrumentista, compositora, intérprete e atriz, Khrystal tem 18 anos de estrada. A cantora potiguar trabalhou no filme “A luneta do Tempo”, de Aceu Valença, do qual recebeu indicação ao Kikito como melhor atriz coadjuvante, tem três discos lançados e já dividiu o palco com artistas como Elba Ramalho e Chico César.

Os ingressos custam a partir de R$ 30,00 e estão à venda na bilheteria do teatro (de terça a sábado, das 14h às 20h) e no site uhuu.com.

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Letra e Música – 210

A cruel morte do vaqueiro virou sinônimo de protesto, de luta e letra de música do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, que era primo de Jacó.

“Raimundo Jacó era um vaqueiro muito valente, muito popular, muito querido, mas muito pobre. Era de Exu, meu primo legítimo e, por isso, eu senti a ausência de justiça diante de sua morte. Então, achei que uma canção seria boa para servir como denúncia”, contou o próprio Luiz Gonzaga, em entrevista ao jornalista Ernesto Paglia para o programa Globo Repórter.

A toada “A Morte do Vaqueiro” foi gravada no ano de 1963 em um disco de 78RPM, tendo Nelson Barbalho como parceiro de autoria. Em depoimento à jornalista francesa, Dominique Dreyfus, que escreveu a biografia “Vida do Viajante – A Saga de Luiz Gonzaga”, Nelson Barbalho relembrou o momento da composição:

“A Morte do Vaqueiro foi composta na rua Vidal de Negreiros, nº 11, no Recife. Nós almoçamos juntos e depois fomos para a sala. Tinha um relogiozinho feito de coco, daqueles que balançam e Luiz ficou olhando o relógio e, daqui a pouco, falou: ‘eu sempre tive vontade de prestar uma homenagem a um primo meu, que era vaqueiro e foi assassinado lá no Sertão’. E ele contou a história de Raimundo Jacó que foi assassinado na caatinga, e nunca ninguém soube quem era o culpado. Eu disse que isso podia fazer um baião danado de bom, e na mesma hora ele pegou na sanfona e fez: ‘Lá lari lari lara’ e eu fiz ‘Numa tarde bem tristonha’; e ele: ‘Larará lará Lara’ e eu: ‘Gado muge sem parar/ relembrando seu vaqueiro/ que não vem mais aboiar’ e, no final da tarde, a música estava pronta”. (texto extraído do site //www.folhape.com.br/)

Neste domingo, a seção Letra e Música do Blog Carlos Santos avança na caatinga, a natureza viva de Luiz, de Jacó, do vaqueiro… do Nordeste sempre tão sofrido e bravio.

Sai ziguezagueando, riscando o chão, levantando poeira com o Quinteto Violado e Luiz Gonzaga em apresentação nos anos 80 na Rede Globo de Televisão, programa Som Brasil.

Demais!!

A morte do vaqueiro

Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
Que não vem mais aboiar
Não vem mais aboiar
Tão dolente a cantar
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Bom vaqueiro nordestino
Morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido
Nas quebradas do sertão
Nunca mais ouvirão
Seu cantar, meu irmão
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Sacudido numa cova
Desprezado do Senhor
Só lembrado do cachorro
Que inda chora
Sua dor
É demais tanta dor
A chorar com amor
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
E… Ei…