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O despautério da chapa que não virá

“Nascemos todos loucos, alguns continuam”. (Estragon, personagem de ‘Esperando Godot’)

 

A mais nova bobagem da indústria da especulação política no RN é a chamada “chapa dos empresários”.

Querem ‘vender’ a ideia de que nos intramuros políticos se negocia de verdade um chapão com empresários, de cabo a rabo, às eleições 2018 no estado.

Nem vale a pena detalhar ou citar nomes, para não concorrermos com esse despautério.

Os empresários citados têm juízo, não obstante considerável pressão da vaidade. Não venceram no business por acaso.

Na época do império do jornalismo impresso, dir-se-ia que “em papel cabe tudo”.

Imagine hoje com esse latifúndio interminável que é o ciberespaço.

A imaginação fértil dos propagandistas da “salvação” do RN mistura o “realismo fantástico” de Gabriel García Márquez em Cem Anos de Solidão, com o “teatro do absurdo” de Samuel Beckett em Esperando Godot.

Esperem sentados.

Essa chapa não virá.

Aproveitem e leiam Márquez, anotando a complicada genealogia dos Buendia-Iguaran em Macondo, “uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos”.

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Realismo fantástico na política brasileira

Nos últimos dias e semanas tivemos de quase tudo na política brasileira. Ficamos do tamanho que somos, sem ufanismos.

Tivemos apologia à tortura, deputado cuspidor, mulher bela, recatada e do lar; rabuda de ministro posando como primeira-dama, professora mijando e cagando em foto, Cunhão e Maranhão como ídolos de coxinhas e petralhas, além de anulação e “desanulaçao” de processo de impeachment.

E hoje? E amanhã?

O realismo fantástico da política do Brasil transforma “Sucupira” – cidade imaginária de Dias Gomes, autor teatral, – em distante exagero.

A realidade não imita a arte.

Vai muito além!