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Prefeito e deputado selam reaproximação com nome de consenso

De verde, ladeado por Alan (à sua direita) e Neilton (à esquerda), Sabino vira solução no governismo (Foto: redes sociais)
De verde, ladeado por Alan (à sua direita) e Neilton (à esquerda), Sabino vira solução no governismo (Foto: redes sociais)

O que era indício se transformou em realidade na política de Apodi, na região Oeste do RN. O prefeito Alan Silveira (MDB) e o deputado estadual Neilton Diógenes (PP) formalizaram publicamente a reaproximação nesta segunda-feira (18). O foco de ambos é a campanha municipal de 2024.

Alan e Neilton foram eleitos prefeito e vice em 2020, mas racharam politicamente logo em seguida. E, em 2022, ano passado, Neilton Diógenes conseguiu se eleger à Assembleia Legislativa. Nos últimos meses, ocorreram sinais de parte a parte para recomposição.

“Na tarde desta segunda-feira (18), ao lado do nosso pré-candidato a prefeito pelo MDB, Sabino Neto, reunimo-nos com o grupo do PP, liderado pelo Deputado Estadual Neilton Diógenes, e pelos vereadores Ângelo, Andreazo e Filipe, para reafirmar o apoio e compromisso com nossa pré-candidatura e afirmar que juntos estaremos em prol do desenvolvimento de Apodi,” postou em suas redes sociais o prefeito Silveira.

O nome de Alan a prefeito no próximo ano é Sabino Neto, atual secretário de Saúde. Ele foi escolhido pelo próprio MDB no último dia 12 (veja AQUI), porque o prefeito não conseguiu levantar a postulação do seu preferido até então, o chefe de Gabinete Luciano Moura (veja AQUI).

Sabino Neto é irmão de Humberto Filho, sócio e cunhado de Neilton Diógenes, que chegou a ser trabalhado pelo deputado para concorrer à prefeitura. Na oposição, o parlamentar acabou se desgarrando de outras forças que trabalhavam uma candidatura de consenso, para de novo ficar no sistema de Alan Silveira.

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Desistência de Francisco alimenta reaproximação de Robinson

A desistência do prefeito Francisco José Júnior (PSD) não foi uma decisão tomada de repente. Ela vinha sendo ruminada há bastante tempo. Parte de sua família, como seu irmão Miguel Silveira, defendia esse desfecho (veja AQUI).

Mas a hipótese era também rechaçada com vigor no mesmo círculo familiar, principalmente pela primeira-dama cibernética Amélia Ciarlini. Ela, paradoxalmente, apressou a rápida desnutrição da candidatura do marido com suas aparições no Facebook (veja AQUI e desdobramentos AQUI).

Francisco e Robinson: calma, agora (Foto: Web)

Entretanto é preciso que sejamos fiéis à realidade: a primeira-dama não destruiu a campanha do marido. Apressou o desfecho. O projeto de reeleição era natimorto.

Fosso

Uma voz que parecia ignorar o prefeito e se mantivera distante até agora, da campanha, foi a última a quem ele ouviu indiretamente: governador Robinson Faria (PSD).

O fosso entre ambos – desde que Amélia descabelou-se e chorou caudalosamente na Net – foi estreitado com essa decisão, mas se mantém.

O prefeito Francisco José Júnior conversou com um interlocutor de confiança do governador, para fazer a ponte. Robinson não teve encontro direto e pessoal com o “aliado”, que fique claro.

Na crise política desencadeada por Amélia, com endosso desconfortável do próprio Francisco, o governador em momento algum se pronunciou diretamente e bateu de frente com ele. Escalou outros agentes para ser escudado. Preservou-se.

Habilidade política

Hábil homem de bastidores, racional, Robinson Faria sabia que a candidatura de “Silveira” iria destroçar o próprio PSD, seu partido. Arrancaria completamente seu grupo do ambiente político do segundo maior colégio eleitoral do estado.

A saída de cena do prefeito e principal aliado em Mossoró e, região, é um estrago menor – como o Blog dissera há poucos dias (veja AQUI). Francisco José Júnior estava fadado a ter menos de 10 mil votos como candidato à reeleição.

Se tivesse ouvido bem antes o governador, Francisco José Júnior (que até de nome mudou na campanha, passando a ser chamado apenas por “Francisco”), não teria entrado nessa aventura tresloucada. Marchava para um resultado eleitoral vexatório, capaz de comprometer seu futuro político.

A retomada do diálogo com Robinson deve realimentar a esperança de ele ter futuro político, sob o mesmo apadrinhamento. A ponte está feita. Mas tudo que poderá ocorrer adiante estará bem abaixo dos delírios do passado recente.

Sua campanha e candidatura em si eram fracassos anunciados por este Blog desde o ano passado (veja AQUI). Entretanto ele custou a descobrir, haja vista que já planejara ser eleito senador em 2018 e em seguida, substituir Robinson no Governo do Estado (veja AQUI).

Depois trarei mais detalhes de bastidores.

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