Tenho conversado com lojistas, empresários e pequenos empreendedores dos mais diversos segmentos produtivos de Mossoró. A opinião é comum; mudam relatos em face do perfil de cada negócio.
Há nítida retração no consumo. Temos óbvia desaceleração econômica.
Porém tudo é objeto de experiência, do levantamento empírico, pois nossas entidades de classe (empresarial) e poder público não tomam essa questão como prioridade. Coqueteis, cafés, almoços, entrega de comendas e outros rapapés são mais importantes do que o trabalho técnico em favor da economia do município.
O consumidor sumiu; os que circulam estão mais seguros na hora da compra. Do setor de alimentos a butiques, a queixa é uma só.
Seca, desemprego e recuo em investimentos da Petrobras, instabilidade da indústria salineira, freio em contratações de terceirizados e comissionados de prefeituras, inflação (dando o ar de sua graça) etc. podem estar determinando esse cenário.
O quadro pode perdurar por meses ou se agravar em anos. Mas não tenho bola de cristal para antecipar nada.
Mexam-se, façam alguma coisa senhores e senhoras do poder público, entidades de classe, universidades e faculdades.