
Separar senso de justiça e dever do que seja revanchismo, é um grande desafio do Governo Lula (PT).
E a questão não é apenas de ordem moral, ou mesmo política.
Também pode ter várias implicações.
Há sinalizadores das Forças Armadas, segundo a chamada Grande Imprensa, apontando para incômodo na quebra de sigilo de 100 anos, que foi decretado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação a incontáveis pontos e pautas.
A fabricação de cloroquina pelo Exército, os voos oficiais em aviões da FAB e o processo disciplinar aberto e arquivado contra o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, hoje deputado eleito, estão entre as apreensões dos militares.
A Controladoria Geral da União (CGU) faz um pente-fino e entregará ao presidente Lula em 30 dias um parecer apontando, sob a ótica constitucional, o que pode ter sigilo devassado.
Aspectos relacionados à segurança nacional, intimidade dos membros do governo anterior, agendas administrativas e políticas de Bolsonaro etc., com certeza estão sob análise.
O que será revelado e por qual razão? O que não será, delicado, pode ser usado como objeto de chantagem política contra o clã Bolsonaro e sua linha-dura?
O terreno em que a nova gestão caminha é minado. Não é tão simples como parece aos olhos da massa que já em sua posse urrava pedindo fim de qualquer tipo de anistia.
O presidente eleito, astuto na política, talvez acabe não avançando muito, para não tensionar mais ainda relações com setores – como Forças Armadas -, desestabilizando o país. Convulsionar a política é tudo que Lula não quer. A vindita pode ficar para depois ou não.
Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.