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Marçal é expulso de debate e seu assessor esmurra marqueteiro

Lima levou soco e ficou sangrando em ataque de cinegrafista (Fotomontagem de O Globo)
Lima levou soco e ficou sangrando em ataque de cinegrafista (Fotomontagem de O Globo)

Do Canal Meio e outras fontes

Terminou em confusão o debate entre candidatos à prefeitura de São Paulo promovido na noite de ontem pelo Grupo Flow, em parceria com a USP. Pablo Marçal (PRTB) foi expulso pelo moderador Carlos Tramontina nos últimos instantes do programa por desrespeito às regras.

No tumulto que se seguiu, seu cinegrafista Nahuel Medina esmurrou Duda Lima, marqueteiro do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Marçal aproveitou que seria o último a fazer as considerações finais para atacar Nunes, dizendo que ele seria preso, e chamá-lo por apelidos ofensivos. Após três advertências, Tramontina anunciou a expulsão e determinou que o ex-coach deixasse o local.

Soco

Vídeos dos bastidores mostram Lima rindo das advertências, levando um soco de Medina e sangrando.

Os dois foram para a delegacia, de onde o publicitário foi encaminhado para um hospital e o cinegrafista prestou depoimento e foi liberado. A defesa dele alega que Lima tentou tomar-lhe o celular. (g1)

Enquanto Marçal seguiu na mesma linha, afirmando que seu funcionário agiu em “legítima defesa”, os demais candidatos criticaram a agressão. “Marçal inspira essa agressividade e incita a violência desde o dia zero”, afirmou Tabata Amaral (PSB).

“Uma agressão física como essa, gravada, com todo mundo vendo, é inaceitável, de qualquer parte. É intolerável”, disse Marina Helena (Novo). (Poder360)

Há poucos dias, Pablo Marçal levou cadeirada do adversário Luiz Datena (PSDB), tendo atendimento hospitalar (veja AQUI).

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Prefeito reassume liderança; Boulos é segundo e Marçal tem queda

Boulos, Nunes e Marçal: pesquisa faz simulação de segundo turno (Foto: Fábio Tito/G1)
Boulos está numericamente atrás de Nunes e Marçal perdeu fôlego (Foto: Fábio Tito/G1)

Do Canal Meio e outras fontes

Com o efeito da propaganda eleitoral, Ricardo Nunes (MDB) reassumiu a liderança das intenções de voto na eleição para a prefeitura de São Paulo, aparecendo com 27%, segundo nova pesquisa Datafolha.

Ele está empatado tecnicamente com Guilherme Boulos (PSOL), que tem 25%. Já Pablo Marçal (PRTB) ficou para trás, marcando 19%.

A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos.

Tabata Amaral (PSB) caiu de 9% para 8%.

José Luiz Datena (PSDB), de 7% para 6%.

A influência dos apoios dos padrinhos políticos também se movimentou. Entre os eleitores que afirmam terem votado em Lula, 48% declaram voto em Boulos — eram 44% há uma semana. E 19% desse eleitorado declaram voto em Nunes.

Já os eleitores de Bolsonaro migraram de Marçal, que tinha 48% dessa fatia e caiu para 42%, para Nunes, agora com 39% do voto dos bolsonaristas ante 31% da última sondagem.

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Pesquisa aponta empate técnico entre três candidatos

Boulos, Nunes e Marçal: pesquisa faz simulação de segundo turno (Foto: Fábio Tito/G1)
Boulos, Nunes e Marçal: pesquisa faz simulação de segundo turno (Foto: Fábio Tito/G1)

Do Canal Meio e outras fontes

Na primeira pesquisa do Datafolha após o início do horário eleitoral gratuito, a disputa pela prefeitura de São Paulo segue tecnicamente empatada. Os números mostram o acirramento da campanha paulistana.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) aparece com 23%, mesmo número do levantamento anterior. O influenciador Pablo Marçal (PRTB) passou de 21% para 22%, enquanto o prefeito Ricardo Nunes (MDB) oscilou de 19% para 22%.

Tabata Amaral (PSB) surge com 9%, pela primeira vez numericamente à frente de José Luiz Datena (PSDB), que tem 7%. Depois vêm Marina Helena (Novo, 3%) e Bebeto Haddad (DC) e Ricardo Senese (UP), ambos com 1%.

Quanto à decisão sobre o candidato, 59% dizem estar certos de seu voto e 41% podem mudar. Em caso de alteração, a segunda opção de voto preferencial é por Boulos (18%), empatado com Nunes (17%) e Tabata (15%). Depois aparecem Datena (13%), Marçal (9%) e Marina Helena (8%). A margem de erro é de três pontos percentuais para cima ou para baixo. (Folha)

E em um eventual segundo turno, Boulos e Nunes venceriam Marçal, segundo simulação feita em pesquisa do Datafolha. O atual prefeito também venceria o deputado federal. Em uma disputa entre Nunes e Marçal, o primeiro ganharia por 53% a 31%. Uma briga entre Boulos e Marçal seria mais apertada, 45% a 39%, com os números apontando empate no limite máximo da margem de erro. No embate Nunes contra Boulos, o resultado seria 49% a 37%. (Folha)

O desempenho de Marçal nas pesquisas levou Nunes a rever sua estratégia de campanha. Investindo em um discurso mais ideológico, ele tem priorizado entrevistas a veículos identificados com a extrema direita, radicalizado em questões de costumes e criticado o regime da Venezuela, apesar da pouca relação do tema com o pleito municipal. Pode estar dando certo. Em agosto, Marçal saltou sete pontos. Agora, apenas um. Nunes subiu três. (Globo)

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Sucessão tem pesquisa com números que tornam disputa acirrada

Boulos, Marçal e Nunes estão em disputa emocionante (Fotomontagem da Folha)
Guilherme Boulos, Pablo Marçal e Ricardo Nunes estão em disputa emocionante (Fotomontagem da Folha)

Do Canel Meio e outras fontes

Nova pesquisa do Datafolha, divulgada ontem, mostra que, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o influenciador Pablo Marçal (PRTB) cresceu sete pontos em duas semanas, chegando a 21% e empatando com o deputado Guilherme Boulos (PSOL), que passou de 22% para 23%, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que caiu de 23% para 19%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para cima ou para baixo. Por isso, os três estão tecnicamente empatados.

Já o apresentador José Luiz Datena (PSDB) recuou de 14% para 10%. A deputada Tabata Amaral (PSB) oscilou de 7% para 8%, e a empresária Marina Helena (Novo) se manteve em 4%.

Marçal também divide a liderança da rejeição aos candidatos na capital. Dizem não votar no influenciador 34%, ante 37% que não apoiariam de forma alguma Guilherme Boulos e outros 32% que rejeitam Datena. Já a rejeição de Nunes é de 25%. (Folha)

A campanha de Nunes foi pega de surpresa. Um interlocutor do prefeito afirmou que o resultado do Datafolha colocou toda a estratégia em estado de alerta, conta Gerson Camarotti. A avaliação é que Nunes terá de se associar, ainda no primeiro turno, a Jair Bolsonaro (PL). Até então, havia um cuidado para evitar essa ligação excessiva, visando não herdar a rejeição ao ex-presidente e, assim, dificultar a disputa no segundo turno. (g1)

RJ é Paes

Já no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) mantém a liderança com folga. Ele apare com 56% das intenções de voto, acima dos 53% registrados no início de julho. O deputado federal Alexandre Ramagem (PL) aparece com 9% das intenções de voto, enquanto o deputado federal Tarcísio Motta (PSOL) tem 7% — os dois trocaram de posição, mas dentro da margem de erro de três pontos percentuais. (Folha)

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Lula pede votos para Boulos e governo apaga vídeo de seus canais

Boulos recebeu apoio explícito de Lula em São Paulo (Foto: Taba Benedicto/Estadão)
Boulos recebeu apoio explícito de Lula em São Paulo (Foto: Taba Benedicto/Estadão)

Do Canal Meio e outras fontes

Neste feriado do Dia do Trabalho, em ato organizado pelas centrais sindicais em São Paulo-SP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pedido de votos explícito ao pré-candidato a prefeito Guilherme Boulos (PSOL), o que é proibido pela legislação eleitoral em período de pré-campanha. “Ninguém derrotará esse moço aqui se vocês votarem no Boulos para prefeito de São Paulo nas próximas eleições,” pregou Lula.

//www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/lula-pede-voto-em-boulos-em-ato-esvaziado-do-1-de-maio-lei-eleitoral-veda,cb2b6b827dc28ce53cbdce76ad48f15fxjohn3xr.html?utm_source=clipboard

A gravação estava hospedada no YouTube do CanalGov, mas foi deletada. A mesma transmissão, porém, segue disponível no perfil pessoal de Lula no YouTube.

Punição

Segundo Vânia Aieta, coordenadora-geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, o presidente pode ser multado com valores que variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil. “O presidente pede votos. Boulos não pediu, mas o presidente pede, e o Boulos é beneficiário do pedido, pois estavam no palanque. Pode ser considerado propaganda antecipada sujeita a multa”, disse.

Adversários como o MDB, partido do prefeito Ricardo Nunes, Marina Helena (Novo) e Kim Kataguiri (União Brasil) anunciaram a intenção de recorrer à Justiça contra o presidente e o pré-candidato do PSOL. Durante o discurso, Lula referiu-se a Boulos como candidato, embora o período oficial de convenções e registros de candidatura só se inicie em julho.

Sob a ótica, o ato também foi considerado esvaziado em termos de público. Durante seu pronunciamento, o presidente se queixou e considerou que tinha sido falha da organização, o motivo do acanhado público.

A Presidência da República e a campanha de Boulos ainda não se pronunciaram sobre o assunto.