Por Francisco Edilson Leite Pinto Júnior
Fim de jogo: Argentina 1×0 (veja AQUI). Nada acontece dentro de mim. Sofro de uma grande indiferença: “e daí?”. Em outra época talvez eu chorasse.
– “Meu Deus! Será que estou perdendo a minha humanidade?”. Logo pensei.
Não! Os meus olhos marejam vendo Neymar e Messi abraçados e chorando. Dois guerreiros.
Inimigos? Não, seres humanos.
Vou para o meu quarto, como um Prost: em busca não do tempo perdido, mas da minha humanidade perdida.
Lembro-me de Padre Fábio: “Quem me robou de mim?”. Lembro de Sarte: “Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim”.
Até porque O grande Riobaldo, do nosso Sertão Veredas já ensinava: “O mal ou o bem, estão é em quem faz; não é no efeito que dão… O que induz a gente para más ações estranhas: o medo vai virar ódio, o ódio vira esses desesperos? – desespero é bom que vire a maior tristeza, constante então para um amor… E qualquer AMOR já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”…
Pois bem! Vejo o relógio marcar 23h30. Hora do IMPONDERÁVEL e as lições do prof. Gil Giardelli. Curiosamente o décimo programa da série é “NÓS, ROBÔS”.
Um turbilhão de perguntas martelam minha mente. Um VALE DA ESTRANHEZA surge nos meus olhos, ao olhar nos olhos da humanoide PEPPER. Esse espelho mostra um Edilson Pinto que parece a cada dia perder a sua esperança de que dias melhores virão…
Não!
Mais uma vez aparece Riobaldo para me ensinar: “Minha alma tem de ser de Deus: se não, como é que ela podia ser minha?”.
Respiro fundo. Olho para TV. Vejo o prof. Gil e seu olhar a nos ensinar:
“Por que a maioria dos jovens do nosso país se pudessem iriam embora? / Será que não precisamos do IMPONDERÁVEL para pensar o diferente? / O Brasil que, apesar de todos os seus defeitos, eu amo muito. E tenho certeza que a gente vai colocar os dois pés no século XXI”.
O que seria do mundo sem os professores? Nada!
Cortella tem razão: “é preciso ter esperança para chegar ao inédito viável e ao sonho… Esperançar é ser capaz de buscar o que é viável para fazer o inédito. Esperançar significa não se conformar”.
Eu ainda acredito!
Francisco Edilson Leite Pinto Júnior é professor, médico e escritor